Quais os melhores meses do ano para visitar Paris?

A minha resposta para a questão acima é imediata: na primavera ou no outono. Quer dizer, em abril, maio, junho e em setembro e outubro.

Nestes meses não está mais – ou ainda – desesperadamente frio e os dias secos, poluídos e quentes do verão não chegaram ou já terminaram. Em abril, maio e junho pode até fazer um friozinho gostoso que blusa de lã, blazer ou trench resolvem. Nada de casacos pesados do inverno e ombros arqueados com o peso das camadas de roupa. Mesmo cenário para os meses de setembro e outubro.

Nestes estações a oferta cultural é imensa. Esta precisão é importante porque no verão europeu – julho e agosto – o número de espetáculos, concertos e exposições, em Paris, diminui muito. Todos viajam e as Operas de Paris e vários teatros interrompem a programação para férias coletivas. Os bons restaurantes e até o famoso sorvete Berthillon da ilha Saint Louis fecham suas portas.

Na primavera e no outono, os parisienses estão na cidade. Não saíram de férias ainda ou já voltaram do dias passados na Córsega, na Normandia ou na Bretagne. E Paris sem os parisienses não é a mesma cidade. Na primavera eles invadem os terraços dos cafés felizes porque o inverno acabou e o sol mostrou le bout de son nez. As praças ficam cheias (foto 1), todos à procura deste sol que demorou tanto a voltar. No outono, voltam para os mesmos terraços, desta vez bronzeados, radiantes porque passaram o verão na praia.

Na primavera os jardins e parques estão maravilhosos, ficamos emocionados em Giverny (foto 2), felizes em Versailles, calmos assentados nas cadeiros do Luxembourg. No outono, eles continuam maravilhosos por outras razões e a cor sépia invade tudo (foto 3). E tem os champignons! Um cepe (foto 4) bem preparado vale uma travessia do Atlântico.

Para terminar, a única razão válida para enfrentar o inverno é o romantismo da iluminação de Natal e a única justificativa séria para conhecer Paris em pleno verão do mês de agosto é a grande oferta de diárias a preços mais baixos.

OBS.: Pointer le bout de son nez –  mostrar a ponta do nariz – que dizer aparecer discretamente após uma ausência prolongada.