Paris é uma cidade mais conhecida por seus prédios de estilo haussmanniano do que por sua arquitetura contemporânea. Esse conjunto perfeito e uniforme de edifícios beges de 6 andares está no imaginário de todos e é ele que os turistas buscam quando visitam a cidade. Espera-se vanguardismos arquitetônicos de cidades como Nova York, Londres e Dubai, não de Paris.

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Centro Pompidou (foto: pisaphotography / Shutterstock.com)

Seria essa “mesmice” reflexo do clichê associado aos franceses que diz que eles são super tradicionais e avessos à modernidades e mudanças? Afinal de contas a Torre Eiffel – hoje o símbolo de Paris e até da França – foi considerada a coisa mais feia do mundo na época da sua construção. Outros prédios bem mais atuais como o Centro Pompidou (até hoje odiado por alguns) e a pirâmide do Louvre (talvez o segundo maior símbolo da cidade) também sofreram a mesma rejeição inicial.

Fizemos um pequeno roteiro com alguns dos principais edifícios, prédios, monumentos e obras arquitetônicas contemporâneas em Paris. Uso a palavra “contemporânea” querendo dizer “a partir do movimento modernista”.

Sede do Partido Comunista Francês (Oscar Niemeyer, inaugurado parcialmente em 1971). 2 Place du Colonel Fabien, 75019 Paris. Metrô linha 2, estação Colonel Fabien. O conjunto possui os clássicos do repertório formal de Niemeyer como as curvas e a cúpula branca.

Centro Pompidou (Renzo Piano, Richard Rogers e Gianfranco Franchini, inaugurado em 1977). Place Georges-Pompidou, 75004 Paris. Metrô linha 1 e 11 estação Hôtel de Ville. Ainda hoje o prédio é considerado feio e fora de contexto por alguns parisienses, talvez devido às suas cores primárias e tubulações aparentes. Do último andar temos uma bela vista de Paris e um restaurante, o Georges.

Parque de la Villette (Bernardo Tchumi, construído de 1984 a 1987). 30 avenue Corentin Cariou, 75019 Paris. Metrô linha 5, estação Porte de Pantin ou linha 7, estação Porte de la Villette. O parque foi construído onde antes funciona os abatedouros de Paris. Tchumi fez o planejamento urbano do parque e projetou a infra-estrutura básica e os prédiozinhos vermelhos chamados folies. Em seguida uma série de museus, casas de espetáculos e áreas de exposições foram projetados por vários outros arquitetos: Christian de Portzamparc, Adrien Fainsilber, Philippe Chaix, Jean-Paul Morel, Gérard Chamayou, Méziane Azaïche, Oscar Tusquets e Jean Nouvel.

Instituto do Mundo Árabe (Jean Nouvel, inaugurado em 1987). 1 rue des Fossés Saint-Bernard, 75005 Paris. Metrô linhas 7 ou 10, estação Jussieu. O projeto ficou bem famoso na época de sua inauguração principalmente por causa de seus muxarabis automáticos de inspiração árabe que se abriam e fechavam de acordo com a incidência de luz. Atualmente a maioria não funciona mais.

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Instituto do Mundo Árabe (foto: Yann Caradec no Flickr)

Grande Arco de La Défense (Johan Otto von Spreckelsen e Erik Reitzel, 1989). 1 Parvis de la Défense, 92044 Puteaux. Metrô linha 1, estação La Défense. Inaugurado no bicentenário da Revolução Francesa, o Grande Arco finaliza o eixo monumental parisiense que passa pela Pirâmide do Louvre, pelo Obelisco da Praça de la Concorde e pelo Arco do Triunfo.

Opéra Bastille (Carlos Ott, inaugurado em 1989). Place de la Bastille, 75012 Paris. Metrô linhas 1, 5 e 8, estação Bastille. Apesar de acusticamente perfeito, o prédio em si não é muito amado pelos parisienses. Eu também não gosto dele, prefiro o predinho residencial que fica do outro lado da rue de Lyon. É possível fazer uma visita guiada à ópera, clique aqui para mais informações.

Pirâmide do Louvre (Ieoh Ming Pei, inaugurada em 1989). Pátio Napoleão do Museu do Louvre. Metrô linhas 1 e 7; estação Palais Royal – Musée du Louvre. Apesar de ter causado grande polêmica na época, a pirâmide hoje é amada e parece que sempre esteve onde está. Sua integração ao entorno é perfeita e ela se tornou símbolo do museu. Na verdade a idéia de por uma pirâmide nesse local data de 1889 quando da comemoração dos 100 anos da Revolução Francesa.

Cinemateca Francesa (Frank Gehry, construído em 1994). 51 rue de Bercy, 75012 Paris. Metrô linhas 6 ou 14, estação Bercy. Primeiro projeto de Frank Gehry em Paris, o prédio foi idealizado e construído para abrigar o Centro Americano de Paris. A Cinemateca Francesa se mudou para o local somente em 2005. O projeto é um exemplar de uma fase anterior da carreira do arquiteto, na mesma linha do Museu Vitra na Suiça. Gosto bastante.

O prédio da Cinematèque Française projetado pelo arquiteto Frank Ghery (foto: Ewan Munro no Flickr)

O prédio da Cinematèque Française projetado pelo arquiteto Frank Ghery (foto: Ewan Munro no Flickr)

Biblioteca Nacional da França (Biblioteca François Miterrand) (Dominique Perrault, inaugurada em 1995). Quai François Mauriac, 75013 Paris. Metrô linha 6, estação Quai de la Gare ou linha 14, estação Bibliothèque François Mitterrand. O resultado final é meio árido e passa a sensação de desolação. A mini floresta escondida no meio dos prédios redime o arquiteto. É possível fazer uma visita guiada à biblioteca, clique aqui para mais informações.

Museu do Quai Branly (Jean Nouvel, inaugurado em 2006). 37 Quai Branly, 75007 Paris. Metrô linha 6; estação Bir-Hakeim. Especializado em arte primativa, o museu fica praticamente ao lado da Torre Eiffel. Seu jardim é incrível, bem selvagem e com aspecto “abandonado”. Lindo também é o jardim vertical que cobre uma das paredes externas do museu. No topo fica o restaurante Les Ombres.

Hotel Fouquet’s Barrière (Edouard François, inaugurado em 2006). 46 Avenue George V, 75008 Paris. Metrô linha 1, estação Georges V. François foi contratado para reformar o famoso e chique hotel e projetar suas novas extensões. O conceito foi “COPY/PASTE”. O arquiteto “copiou” a fachada haussmanniana do antigo prédio e a “colou” nos novos. A fachada copiada não utiliza o mesmo material da original e sim placas de concreto cinza. As novas janelas não respeitam as originais, novas aberturas surgem onde são necessárias. Respeito e repúdio ao antigo. Essa solução arquitetônica talvez represente o desespero e o desafio dos arquitetos que projetam dentro de Paris: como respeitar as leis e preservar a uniformidade da cidade sem cair em pastiches ou obviedades.

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Hotel Fouquet’s Barrière (foto: archdaily)

Fundação Pathé (Renzo Piano, inaugurada em 2014). 73 avenue des Gobelins, 75013 Paris. Metrô linhas 5, 6 ou 7; estação Place d’Italie. Projeto lindo, totalmente orgânico e fechado em si mesmo que mal conseguimos perceber da rua. Algo como um tatu gigante de carapaça metálica preso entre os prédios vizinhos. Proposta conceitualmente bem diferente daquela do Centro Pompidou – outro famoso projeto de Renzo Piano em Paris. É possível fazer uma visita guiada ao prédio, envie um email para accueil@fondationpathe.com.

Fundação Louis Vuitton (Frank Gehry, inaugurado em 2014). 8 Avenue du Mahatma Gandhi, 75116 Paris. Metrô linha 1, estação Les Sablons. Localizado no Bois de Boulogne, o prédio evoca as velas de um barco em meio a icebergs. Lindo e poético, ele segue o estilo deconstrutivista caótico do arquiteto. Foi Gehry quem inaugurou a onda dos “starchitects” e dos prédios de museus tão ou mais importantes e significativos que as obras que eles guardam.

Filarmônica de Paris (Jean Nouvel, inaugurado parcialmente em 2015). O último grande projeto inaugurado em Paris. Fica dentro do Parc de Villete (que também está nessa lista). Pprédio formalmente confuso e sem definição porém seu revestimento externo, feito de placas metálicas que lembram um desenho de Escher, é belíssimo.

Dois novos projetos (um já em construção e outro ainda no papel) prometem mudar a cara de Paris nos próximos anos: o novo Les Halles (leia aqui) e o 1° arrranha-céu em Paris desde os anos 70 de autoria da dupla suíça Herzog & de Meuron (criadores do estádio Ninho do Pássaro na China).


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