Cuidado com golpe nas escadarias de Montmartre

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Vários leitores do blog foram vítimas de um golpe nas escadarias de Montmartre. Tudo se passa da seguinte forma.

Ao subir as escadas em direção a Igreja Sacre Coeur, o turista se vê cercado por pessoas que tentam amarrar no seu pulso uma fitinha. Elas são insistentes e capazes de uma certa violência para finalizarem o golpe. Se conseguem, reclamam, da mesma maneira intimidante,  uma soma de dinheiro. Se não conseguem ficam agressivos verbalmente. Parece que a situação é desagradável. Alguns leitores desceram por outro caminho porque ficaram amedrontados.

Enquanto a polícia parisiense não toma nenhuma medida para acabar com isto, aconselho duas soluções. A primeira, não pegar as escadarias principais situadas na frente da Igreja. Subir pelo caminho alternativo que cito no artigo Roteiro de Montmartre e que está também no Guia Conexão Paris 1. A segunda, menos interessante, pegar o bondinho. Para os que não sabem, ele se encontra ao lado das escadas principais.

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268 pitacos, participe desta conversa

  1. Flávia disse:

    Olá Rodrigo,

    Amo o blog de vocês! Vc me sugere qual meio de subida à sacrè coeur? É pq estarei no final da minha gestação! bjos

  2. Paulo Fernando Vieira da Silva disse:

    Estarei em Montmartre em maio 2016. Lendo os comentários penso que é melhor ficar trancado no hotel.

  3. Layra Fernandes disse:

    Olá, passamos exatamente pela situação descrita. Ao subirmos as escadarias, eu e meu marido fomos abordados por um grupo que insistentemente tentava amarrar um barbante em nosso punho. Consegui me desvencilhar com mais facilidade, mas meu marido chegou a ser “ameaçado” por um deles, que segurou seu punho com força e falou “don’t fight”. Conseguimos sair em meio à confusão, mas ficamos aterrorizados com a situação, já que no momento em que passamos por eles estávamos sozinhos. Como meu marido se recusou a amarrar o barbante, eles se aglomeraram em nossa volta. Ficamos realmente muito assustados. Recomendação: ao passar por lá, vá sempre com as mãos nos bolso e recuse qualquer conversa com essas pessoas que portam barbantes.

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Layra, sentimos muito pelo ocorrido. Obrigado pelo relato e pela dica. Esperamos que esse incidente não atrapalhe a viagem.
      Abraços.

  4. Cláudio Ferreira de Mendonça disse:

    Olá, estou pensando em ir a Paris e conhecer a basílica de Sacre Couer, e vendo no mapa, percebi que a estação de funiculaire lá em cima fica ao lado da escadaria. A minha dúvida é saber exatamente onde ficam essas pessoas que querem amarrar fitinhas em nossos braços. Eu simulei um trajeto descendo no metrô em Abbesses e caminhando pela Rue La Vieuville, Drevet, Gabrielle até chegar a Saint Eleuthere. E seguro esse caminho?
    Obrigado

  5. Bia disse:

    Eu já fui a Paris duas vezes com minhas filhas menores e não tivemos nenhum problema em Montmart.Subimos pelas escadas na lateral da igreja.O perigo existente lá parece “inofensivo” comparado ao que enfrentamos nas grandes capitais aqui no Brasil.Tomem cuidados com bolas e carteiras e lembrem-se do conselho que nossas mães davam quando éramos crianças: não conversem e não dê atenção para estranhos,rs.

  6. Renato Maia disse:

    Quando estive por lá em 2013 peguei um ônibus, acho que era o 82, cujo ponto final fica numa pracinha, nessa pracinha sai o ônibus elétrico que para na frente da igreja. Na volta a mesma coisa, peguei o elétrico, desci no metro Pigale. O único africano que vi foi aquele senegalês que fica fazendo embaixada com a bola e uma mendiga que pedia esmola na porta da igreja.

  7. Carlos Magno Pereira disse:

    Em Setembro de 2015 tive a oportunidade de passar trinta dias na capital francesa. Em minha juventude vivi três anos naquela cidade realizando meu Mestrado em Ciências Econômicas, de maneira que 36 anos após minha aposentadoria resolvi me reencontrar com um tempo perdido no passado e naquele lugar onde passei excelentes anos de minha juventude. Foi uma viagem maravilhosa e cheias de surpresas. A Carte Orange símbolo da mobilidade urbana francesa havia se transformado em Navigo. A gastronomia abriu as portas para a cultura anglo-saxã do Hambúrguer e a língua inglesa rejeitada pelos parisienses, era falada em todos os lugares onde íamos… Meu sotaque francês pesado e carregado pelo pó do tempo em função do desuso, quando identificado, logo os interlocutores passavam a se comunicar comigo em Inglês. Viagem maravilhosa sob todos os aspectos… contudo, caí no conto do Surdo & Mudo quando fui a Basílica do Sacré Coeur. Depois de subir um escadaria muito íngreme numa das ruas laterais da Basílica e chegando ao seu topo com o coração na mão, tendo a sensação de ter um ataque do coração em curso, fui abordado por um grupo de meninas (ciganas) solicitando assinar uma Petição em Prol da causa daqueles deficientes. A medida que estava preenchendo os dados da Petição fui cercado por um grupo de ciganas todos muito jovens se passando por surdos & mudos, e tal não foi a minha surpresa, quando elas me pediram dinheiro de forma muito agressiva… ameaçadora seria o termo correto. Tinha 20 euros num dos bolsos, que acabei dando para me livrar daquela gente inconveniente. Tal não foi minha surpresa, ver a mesma quadrilha, aplicando o mesmo golpe às portas do Centro George Pompidou. Desta vez reagi firme e disse que iria chamar a Polícia. Eles sumiram imediatamente. A outra coisa muito desagradável em Paris dos dias atuais e ser abordado por pedintes de toda a sorte na maravilhosa capital francesa. Há muito mendigos por lá o que não deixou de ser uma grande e desagradável surpresa!

    • Lina disse:

      Carlos Magno
      A mendicidade em Paris começou com o projeto Espaço Europeu e se acentua com todos aqueles que tentam atravessar o Mediterrâneo para escapar de guerras, mutilações, sofrimento. No meio deles, alguns terroristas. A situação mundial está preocupante. Seja onde for.

  8. Cláudio Ferreira de Mendonça disse:

    Olá, estou pensando em ir a Paris e conhecer a basílica de Sacre Couer, e vendo no mapa, percebi que a estação de funiculaire lá em cima fica ao lado da escadaria. A minha dúvida é saber exatamente onde ficam essas pessoas que querem amarrar fitinhas em nossos braços. Eu simulei um trajeto descendo no metrô em Abbesses e caminhando pela Rue La Vieuville, Drevet, Gabrielle até chegar a Saint Eleuthere. E seguro esse caminho?
    Obrigado

  9. Liliana disse:

    Boa noite gente! estivemos em Paris em abril/maio 2015. Foi um passeio maravilhoso, sem absolutamente nenhum incidente em lugar algum, e tanto que queremos voltar este ano… Não tivemos tempo de ir a Montmartre, mas quando formos, teremos todos os cuidados que aconselham. Muito obrigada!

  10. Roberto disse:

    Estive hj nesse local, 5 deles me sercaram junto com minha família, agarraram meu braço, mas consegui soltar e seu muito rápido e lá. Não volto nunca mas, uma sensação muito ruim

  11. Itamar disse:

    Estive hoje na Sacre Couer. Eu não recomendo ir nessa igreja pelo acesso principal, pelas escadarias. Por 2x vezes, tive de puxar o meu braço bruscamente para me desvencilhar desses malandros. A primeira vez tive de usar bastante força, tanto que eu vi que eles, que estavam animados conversando, ficaram quietos e me encarando. Mesmo assim, veio mais um, que tive de dar outro puxão. Isso tudo com a mão no bolso. Eu já sabia que isso poderia acontecer mas não esperava que fosse algo tão escancarado. E com bastante segurança policial ao redor. Então, se não quiser se arriscar, vá de funicular ou por ruas paralelas.

  12. Clodorencio disse:

    Aviso que tenho uma tática para me livrar dos inconvenientes. Embolo a língua e mando um dialeto inexistente.
    Funcionou muito bem na torre Eifel, com aqueles chatos que pedem assinatura, e também com os africanos da Sacre Coeur. Estive lá no comecinho de novembro, com a esposa e um outro casal de amigos. Vieram nos abordar, e foi só embolar a língua e passar reto. Nem dei bola para o que os sujeitos ficaram falando. De fato, é um passeio imperdivel, nada que um brasileiro escolado tenha a temer.

  13. Eduardo disse:

    Minha ultima vez em Paris foi em 2013. E como todo bom brasileiro que vai a Paris, utilizei muito o Conexão. O melhor site para quem vai turistar na cidade luz. Estou para curtir um inverno europeu e acabei passando por aqui ao acaso e vejo estes casos das escadarias de Sacre Coeur.

    Em novembro de 2013 (é, já fazem dois anos) lá estavam os 5 homens negros com as tais fitinhas. Cheguei em Montmartre bem cedo, era domingo e todo comércio fechado. Escadarias vazias. Minha esposa ficou MUITO nervosa quando os 5 homens vieram nos abordar. Eu nem sabia desta história, senão teria evitado eles de alguma forma. Eu não dei trela. E na insistencia deles de colocar estes laços em meus dedos fui rude e, por intervenção divina, eles desistiram de me incomodar.

    Não tive nenhum prejuizo financeiro, mas foi bem chato. Algo que poderia estragar ter uma das (se não a) vistas mais belas da cidade de Paris. Desci pela escada lateral, perto do bondinho e rumei conhecer Mulain Rouge e seus arredores.

  14. José Ruela disse:

    Prezados, estive em Paris na semana do dia 20 de setembro. Agradeço muito as dicas que li aqui no site. Como li vários relatos aqui no site sobre furtos e esse tipo de assédio, estava muito receoso pq estava indo com a minha noiva ( era a primeira viagem internacional dela) e dependendo da experiência, poderia estragar algum dia da nossa viagem (ou mesmo a viagem inteira). Fiquei encanadíssimo demais quando precisava usar o celular dentro do metrô ou nas ruas mais movimentadas. A carteira ficava muito bem escondida. Mochila só com cadeado. A máquina fotográfica sempre pendurada no pescoço. Aconteceram duas coisas chatas, uma nas escadarias em Sacre Coeur e outra no gramado da Torre. Quando desci do metro e segui rumo às escadarias da Sacre Coeur, já estava mais do que velhaco por conta dos relatos daqui. No caminho entre a estação e as escadarias eu vi muita aquele jogo da bolinha no copo. Chegando nas escadas vi que dos dois lados tinham os africanos. Tbm notei que eles falavam com todo mundo e muita gente passava direto por eles. Ficamos um tempo naquele gramado lá embaixo pra descansar e pouco depois resolvemos subir pelas escadarias de mãos dadas. Na minha outra mão estava o tripé da minha máquina fotográfica. Subi conversando com a minha noiva e nem olhamos pros lados, aí um dos africanos(tinham uns 5 perto) veio falar alguma coisa comigo e eu continuei andando normalmente sem nem olhar pro lado deles até um deles ele segurou no meu braço (o que eu estava segurando o tripé). Na hora fiquei com muita raiva, achei abuso demais, tive vontade de tascar o tripé na orelha de um. Ao invés de fazer isso eu falei um “NO!” alto e claro. E ele respondeu: “Hakuna Matata” e desistiu. Eu confesso que na hora até ri, pq achei que eles iam me xingar e me ameaçar, sei lá. Depois disso continuamos a subida sem sermos incomodados novamente e descemos por um parque (ou um bosque) que fica do lado direito da igreja (pra quem sobe). Depois foi lá naquele gramado perto da torre. Vieram falar alguma coisa mas dessa vez eu já falei o “No” logo de cara, mas não adiantou. Ele ainda veio tentar pegar no meu braço e eu falei não umas 3x pra ele desistir. Tbm ouvi de novo: “Hakuna Matata”. No final acabei achando graça da situação. Lembrei que tbm vi uma situação no metrô: As vezes quando passava uma mulher sozinha na estação vinha um cara falar alguma coisa (acho que tava azarando), geralmente era ignorado e ia tentar abordar outra. Fora isso, achei bem tranquilo, acho que devemos tomar os cuidados mas dão devemos deixar de fazer nada que temos vontade.

  15. Rodrigo Lavalle disse:

    Adriana, o bondinho, conhecido como funicular, sobre e desce. A igreja abre todos os dias do ano. Os africanos só ficam nas escadarias.
    Abraços.

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