Cuidado com golpe nas escadarias de Montmartre

Vários leitores do blog foram vítimas de um golpe nas escadarias de Montmartre. Tudo se passa da seguinte forma.

Ao subir as escadas em direção a Igreja Sacre Coeur, o turista se vê cercado por pessoas que tentam amarrar no seu pulso uma fitinha. Elas são insistentes e capazes de uma certa violência para finalizarem o golpe. Se conseguem, reclamam, da mesma maneira intimidante,  uma soma de dinheiro. Se não conseguem ficam agressivos verbalmente. Parece que a situação é desagradável. Alguns leitores desceram por outro caminho porque ficaram amedrontados.

Enquanto a polícia parisiense não toma nenhuma medida para acabar com isto, aconselho duas soluções. A primeira, não pegar as escadarias principais situadas na frente da Igreja. Subir pelo caminho alternativo que cito no artigo Roteiro de Montmartre e que está também no Guia Conexão Paris 1. A segunda, menos interessante, pegar o bondinho. Para os que não sabem, ele se encontra ao lado das escadas principais.

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232 pitacos, participe desta conversa

  1. Karen Miranda disse:

    Colegas, quero compartilhar também minha experiência nestas escadarias .
    Eu e meu namorado caminhávamos vigorosamente, sem nos distrairmos, subindo aquelas rampas e degraus cansativos. Do nada, surgiram 5 africanos enormes, que nos cercaram. Conforme tentávamos nos disvenciliar, dois deles seguraram nos braços do meu namorado, e eu, apavorada, fiquei imóvel, sem reação, pensando “agora irão nos assaltar e pegar nossas mochilas”. Em seguida, eles começaram a enrolar fitinhas em nossos braços, não tinha mais como escapar. Fiquei rezando para nada de ruim nos acontecer. É quando terminaram o suposto artesanato, queriam dinheiro. Não menos que 15 euros. Tentamos dar alguns trocados apenas, e um deles apontou para o tenis do meu namorado e disse: só tem isso de dinheiro com esse tenis caro nos pés?!
    Bem, não me lembro ao certo, mas acabamos deixando uns 30 euros para eles nos soltarem. Foi horrível.
    Nunca mais volto lá. É uma pena, pois a basílica é maravilhosa.
    Não tenho a intenção de assustar as pessoas com essa história, mas acho importante compartilhar.

  2. Jesus Maria José disse:

    Thais, não tenha medo, menina! Não mexa com quem está quieto. Deixe-os em paz. Tome cuidado apenas com os traficantes de órgãos que transitam pelas ruas. Proteja suas córneas. De resto, seja feliz!

  3. Neftalí disse:

    Thaís, você não tem nada que se apavorar, a Europa é infinitamente mais segura que o Brasil, o risco de um assalto ou roubo violento é praticamente zero. Só tenha cuidado com batedores de carteira em pontos turísticos e meios de transporte, e esses golpes de ciganos, anéis, pulseiras, etc…que são até ingênuos se comparados aos crimes tupiniquins.
    Acabo de voltar de três perfeitas semanas na Europa, 9 dias em Paris, e não vi nada estranho, fora as meninas com abaixo assinado que perguntam se você fala inglês, basta ignorar. Mesmo os africanos das escadarias de Montmartre não oferecem risco. Vi Paris muito segura e bem policiada, não tem como comparar com o Brasil. Aproveite a viagem, é só não dar bobeira!

  4. Thaís Oliver disse:

    Gente, estou planejando as minhas férias em família há um ano e agora que a viagem se aproxima, estou começando a me apavorar com todos os relatos desses golpes, não só aqui como em vários outros sites. Vou passar por 5 países e apesar de saber que bandido existe em todo lugar, sinceramente achava que a Europa fosse bem mais segura que o Brasil. Agora contarei tudo o que li aos meus pais para que possamos fazer a nossa viagem conforme planejamos, sem imprevistos desagradáveis e que eu possa retornar aqui a este post ao final de julho para contar só coisas boas da minha viagem dos sonhos. Beijos e uma boa, feliz e segura viagem a todos! :)

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Thaís, a Europa é bem mais segura que o Brasil. Não precisa se apavorar. O que existe aqui são golpes visando o turista. Fora isso você pode andar nas ruas tranquilamente pois não há assaltos a mão armada, sequestros relâmpagos e coisas do tipo.
      Abraços.

  5. Túlio disse:

    No Café Costa pertinho do Sacre Coeur e da estacao Anvers tinha uma galera muito suspeita que não parava de olhar para minha namorada e eu. Percebemos de cara isso porque claramenete eles nao eram clientes ali. Fui para o banheiro e quando voltei minha namorada conta que um dos caras veio fazer umas dancinhas e puxar papo com ela. Muito suspeito. Saímos dali e os caras coemçaram a nos seguir. Acabou que entramos numa estacao de metro e despistamos. Muito bizarro. Realmente sao trocentas histórias de golpes em Paris e zero polícia. Nos hospedamos ali em Montmartre e fiquei impressionado com nenhuma presença policial num lugar tao movimentado e tao famoso pelos golpes. Patético mesmo. Esperava mais nesse quesito de Paris

  6. Antonio disse:

    Rodrigo, QUASE caímos num golpe hoje em Paris. Gostaria que vc divulgasse no Conexão Paris, pra que ninguém caia. O golpe é o seguinte: golpistas se passam por funcionários do metrô de Paris (usam camisa social e crachá com símbolo da SNCF). Eles abordam turistas que estão tentando comprar bilhetes/passes de metrô nas máquinas das estações (nas primeiras vezes, todo turista realmente tem dificuldade naquelas maquininhas…).Eles te abordam e te oferecem ajuda (em inglês). Eles realmente vão te ensinando certinho, mas quando vc coloca o cartão na máquina, eles falam que deu erro porque seu cartão é estrangeiro. Ato contínuo, o golpista se oferece pra comprar o passe pra você, e vc pagaria a ele em dinheiro. Ele finge que realiza a aquisição usando um cartão com o símbolo da SNCF/MetroParis. Ato contínuo, ele retirou dois bilhetes do “tickets disposal” da máquina (que na verdade estavam na manga dele), me entregou e cobrou os 71 Euros (que no meu caso seriam por 2 passes ilimitados de 5 dias). So que na verdade oq ele está te entregando são 2 tickets infantis “single fare” (o mais barato que existe, e que custam €0,60). O golpe é muito bem bolado…já estavamos tirando o dinheiro da carteira pra pagar ele, quando desconfiei da situação (o ticket era muito parecido com o “single fare” que eu havia comprado nos dias anteriores). Desconfiado, pedi a identificação funcional dele, e ele me mostrou só o cartão “SNCF”, sem nome ou foto (com apenas um número). Insisti que ele me apresentasse um documento com foto (provando que ele era funcionário) mas ele não mostrou (de repente ele fingia não entender mais inglês rsrs). Então devolvi os tickets a ele, e procurei o guichê de informaçoes da estação (pra perguntar se ele era mesmo funcionário). Nesse momento, o cara sumiu. O rapaz do guichê disse que não tinham nenhum funcionário ali ajudando nas máquinas. Depois, pesquisei na internet, e descobri um site em inglês que descreve o golpe. Realmente teríamos caído se fosse nossa primeira compra. Coisa bem bolada mesmo. Enfim, NUNCA aceitem ajuda nas máquinas de tickets do metrô de Paris. Abs! Site que achei na net, que descreve o golpe: http://tourist-scams.com/paris/scam-metro-ticket/

  7. Maria disse:

    Olá, pessoal. Aproveitando que todos estão contando aqui suas histórias, vim aqui dividir uma experiência que tive, e não considero bizarra, mas apenas… diferente. Eu sou a caçula de 3 filhos, e tive dois irmãos mais velhos. Uso a expressão no passado porque, quando eu tinha 16, meu irmão mais velho foi assassinado no Forte São João, na Urca, a duas semanas de dar baixa no Exército. Ele tinha 19 anos, estava às vésperas de completar 20. Nunca nos explicaram exatamente o que houve. Tudo o que sei é que um dia ele estava se despedindo de minha mãe, com a boca cheia de vitamina, fardado para ir ao quartel, e no dia seguinte, de manhã, chegavam um oficial e um soldado para avisar que esse irmão estava morto. Esses acontecimentos foram há 28 anos atrás, atualmente tenho 44.
    Bom, eu fui criada na igreja católica, mas não me entrava na cabeça a maioria das coisas que eles davam como certas. Sei lá, simplesmente não fazia sentido. Com o falecimento de meu irmão, acabei me tornando espírita, pois racionalmente essa doutrina respondeu às minhas dúvidas, e ia de encontro ao que eu achava sobre almas e vida após a morte.
    Na época em que meu irmão morreu, nós cinco (eu, meus pais e irmãos) morávamos num apartamento pequeno. Meus pais trabalhavam, meu outro irmão vivia na rua, então eu ficava muito sozinha. Até aí tudo bem, porque eu via TV, ficava lendo, enfim, ficava bem.
    Em duas ou três ocasiões, SEI que recebi a visita de meu irmão falecido no apartamento. Eu estava lá, cuidando das minhas coisas, sem pensar em nada relacionado a ele, e de repente a consciência dele me preenchia, eu passava a ter uma percepção muito além dos sentidos físicos da presença dele em casa, até a densidade do ar mudava. Não havia nada maligno nisso, nada pesado de forma negativa, apenas ele.
    Nas primeiras vezes eu me assustei, delicadamente pedi a ele que se fosse, pois estava me dando medo; quando eu disse isso, a sensação simplesmente evaporou, e eu sabia que ele havia se ido.
    Contei à minha mãe, que também é espírita, e ela se emocionou. Meu pai (atualmente também falecido) era de MG, e na cidade dele havia um centro espírita com uma médium muito boa em psicografia. Fomos eu, minha mãe e uma tia, para tentar conseguir algum relato de meu irmão mais velho. As demais pessoas que também aguardavam mensagens esperaram conosco numa sala, e a médium recebia as mensagens e transcrevia. Nem ela (médium) nem nós (parentes) sabíamos quem iria se comunicar. Haviam parentes que poderiam voltar sem uma carta, pois era imprevisível qual espírito viria. Eu estava sentada quieta ao lado de minhas parentas, só pensando comigo mesma: “Venha dar notícias, venha meu irmão.”
    Um tempinho depois, a médium psicografou uma carta dele… que começava assim: “Vim dar notícias, porque minha irmã pediu.”
    Eu juro, não comentei nada disso com minha mãe e tia, que estava chamando por ele em pensamento. E fiquei impressionada.
    As cartas enviadas por intermédio da médium continham detalhes que só alguém de nossa família poderia saber. Bom, minha história é essa. Nunca mais recebi visitas de meu irmão, depois que nos mudamos desse apartamento, e a médium que psicografava cartas dele infelizmente também sumiu, acho que mudou de cidade, algo assim. Acredito piamente no que se passou, e isso me conforta. Acho que meu irmão não ter mais se comunicado, indica que ele está bem. E é só o que importa.

  8. Guilherme disse:

    Sou policial. Em qualquer lugar do mundo, a forma de se evitar esses golpes mais insistentes (ou agressivos) é você falar bem alto “ISSO É GOLPE”. No caso, em francês vc dirá “C´EST ARNAQUE” (pronuncia-se “cé arnaq”), “ESCROQ”(“escrrrô”). Estelionatários ficam completamente estupefados e “desarmados” quando vc pronuncia esse tipo de palavra na cara deles… e se vc pronunciar essa palavra BEM ALTO, eles sempre se afastam (com medo de polícia ou chamar atenção para o “ponto” deles). Vão por mim, estelionatário *NÃO* costuma agredir ninguém (isso é contra a natureza desse tipo de golpe, até porque se tornaria assalto) e também eles fogem de “escândalos” como o diabo foge da cruz.

  9. Teresa Rocha disse:

    Estou lendo com muita atenção as suas sugestoes e informações mas, queria saber se é perigosa toda a regiao ( andar a pé) ou somente a area da igreja?

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Teresa, a região não é perigosa. Somente esse local específico (entrada e escadarias) é problemático em virtude desses golpes.
      Abraços.

  10. Juliana disse:

    Fui hoje mesmo e foi super tranquilo. Além de estar bem policiado, não fomos abordados por ninguém. Apenas seguimos o conselho dado no próprio hotel: pegar metro linha 12, descer na estação Abcess, sair pegar a rua esquerda e em seguida o funicular p Montmatre. Um lindo passeio na primavera parisiense que não pode deixar de ser feito. Quem mora no RJ ou SP passa por situações piores diariamente!

  11. Joice disse:

    Obrigada Rodrigo!!

  12. Joice disse:

    Olá Rodrigo! Vou pra Paris em julho com mais 3 amigas, e vamos ficar em Montmartre.. estou bem assustada com os comentários pois ficarei próxima da Sacre Coeur. O endereço do meu hostel é 37 Boulevard Rochechouart, 09. Ópera. Você acha que é perigoso?? Obrigada!!

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Joice, Paris não é uma cidade perigosa, não existem ataques e assaltos a mão armada, é tranquilo andar a pé à noite. Nos locais turísticos e com muita aglomeração de pessoas há golpistas e batedores de carteiras. Fique atenta à bolsa, use-a virada para frente, não coloque nada nos bolsas traseiros das calças e nem nos bolsos externos dos casacos. Se você transita pelas ruas de uma cidade grande brasileira vai tirar Paris de letra.
      Abraços.

  13. Lu disse:

    Estou indo à Paris em maio, com uma prima, e ficamos bem assustadas diante dos comentários. O que fazer para evitar qualquer tipo de agressão nessas tentativas de golpe? Ou mesmo, tem alguma dica ou maneira que faça com que eles nem cheguem perto?
    Obrigada!!!

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Lu, não faça contato visual, coloque as mão nos bolsos, diga não com convicção. Não precisa ficar assustada, esse golpe é localizado nesse local.
      Abraços.

  14. Rodrigo Lavalle disse:

    Cláudia, não existe assaltos a mão armada ou violência corporal em Paris. Visite o bairro sem preocupação. Esse golpe da pulseira acontece nessa escadaria especificamente.
    Abraços.

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