Instabilidade no novo blog

Caros amigos,

em primeiro lugar, gostaria de agradecer a paciência e a força que vocês nos deram durante essse período nebuloso de publicação do novo blog. Foi, e ainda está sendo, uma aventura.

Bem, como vocês podem perceber, o blog ainda está instável. Estamos enfretando diversos problemas, entre eles:

- lentidão e instabilidade;

- falha no carregamento de algumas imagens;

- problema de acesso em alguns browers;

- venda de guias inoperante.

Gostaria de pedir, mais uma vez, a paciência de vocês. Os nossos desenvolvedores estão trabalhando para tentar solucionar os problemas o mais rápido possível. A medida que as coisas foram se normalizando, vamos informando vocês.

 

 

 

Últimos pitacos (3/17), ver todos os comentários
  • "Lina, querida o que era bom ficou ainda melho ..."

    Japaraomoleskine
  • "Vi que já tem a previsão do tempo ali do ladi ..."

    Jacqueline
  • "Amei a relação dos posts com a localização no ..."

    Giovanna
Deixe seu pitaco

História do roubo da Mona Lisa

Artigo escrito por Tom - Guia cultural indicado pelo Conexão Paris

Às 7 horas, terça-feira, 22 de agosto de 1911, o guarda de segurança, Poupardin, começou sua ronda habitual passando pelas várias salas do Louvre. Chegando ao famoso “Salon Carré”, conhecido na época pelos quadros de renascentistas, percebeu que, entre um  quadro de Titien e um outro de Corrège, encontrava-se apenas um espaço vazio e quatro parafusos perdidos. Sabendo que a Mona Lisa deveria estar ali, pensou que o fotografo oficial do Louvre  havia pego o quadro para ser fotografado no atelier do museu.

Mas o tempo foi passando e nada do quadro voltar para o seu lugar. Poupardin resolve enviar colegas para recuperar a obra no atelier e neste momento descobre que a tela não está lá. Desesperado, sai procurando a moça misteriosa. Às 14 h, o prefeito de Polícia de Paris, o famoso e popular Louis Lepine, é chamado às pressas.

Este envia ao local sessenta inspetores de policia e um renomado criminalista  em busca de pistas. As 14h45 as portas do museu são fechadas com exceção de uma para filtrar a saída de todos. O motivo dado ao publico foi um problema de canalização d’agua. Em Paris, a população ainda não sabia de nada sobre o roubo.
O museu é  vasculhado do subsolo ao telhado e  finalmente uma pista é encontrada bem embaixo da escada da “Vitoria de Samotrace”. Lá estava a  valiosa moldura de madeira renascentista,  o vidro de proteção (novidade na época contra vandalismo) e uma impressão digital bem visível. Os 257 funcionários que estavam de serviço foram interrogados e tiveram suas impressões analisadas. Ninguém foi acusado.
Dia 26 de agosto de 1911 a notícia vira matéria de primeira pagina.  O jornal Le Petit Parisien relata o roubo em duas paginas; Le Matin oferece 5 000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta para se encontrar a famosa obra. A Sociedade dos Amigos do Louvre oferece 25 000 francos para quem a achasse. Um milionário anônimo oferece o dobro. A revista L’Illustration oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até a editora.
Semanas depois o museu reabre ao publico e uma multidão  corre para ver o espaço vazio do quadro. Alguns deixam  flores como símbolo da perda de um ente querido, outros correm comprar recordações  e cartões postais da obra  desaparecida.
A busca se alonga até o mês de setembro quando um juiz manda prender um escritor de origem polonesa, Guillaume Apollinaire, que havia declarado que gostaria de ”queimar o Louvre”. Gery-Pieret, amigo e antigo secretario particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu,  declara ao Paris-Journal que foi ele quem furtou a Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150 000 francos. E para provar que não estava mentindo enviou uma das três estatuetas roubadas para o jornal.
O jovem Pablo Picasso também foi interrogado e acusado de cumplicidade pois havia comprado para estudos (influencia do primitivismo) uma estatueta e uma mascara fenícia de Gery-Pieret. O roubo também foi reivindicado pelo poeta, escritor e dramaturgo italiano Gabriele D’Annunzio, autor de uma peça de teatro intulada La Giocconda. Finalmente, todos são inocentados.
Mas 28 meses depois quando tudo parecia perdido, a famosa obra aparece em Florença.

O verdadeiro ladrão, o autor de um dos roubos mais famosos da história da art, se chamava Vincenzo Peruggia, italiano, que na época trabalhava no museu como colocador de vidros em obras de pintura. Ele havia passado a noite do 21 de agosto escondido no Louvre esperando o amanhecer para roubar a Mona Lisa e sair discretamente.  Nas investigações iniciais, a policia chegou a interrogá-lo.  Com uma falsa testemunha ele provou que no dia do roubo estava trabalhando em outro local. Durante estes 2 anos Peruggia continuou vivendo em Paris e teve a Gioconda somente para ele.

O tempo foi passando e quando ninguém falava mais sobre o roubo Vicenzo  decidiu voltar para Itália com a esperança de vender a obra para algum colecionador local.  Em 10 de setembro de 1913 propôs à um célebre antiquário florentino, Alfredo Geri , a venda da Mona Lisa por 500 000 liras.  Geri, se fazendo interessado, levou um amigo expert para analisar a obra. Imediatamente, os dois, denunciaram Peruggia a policia
O ladrão foi detido e o quadro confiscado.

Quanto a Geri e Poggi, estão ate hoje esperando em seus túmulos a recompensa prometida pelos franceses.
Durante o julgamento, Peruggia confessou que roubou por patriotismo. Ignorando que o quadro havia sido adquirido pelo rei Francisco I, em 1519, tinha plena convição que havia sido roubado por Napoleão Bonaparte I e que era seu dever como cidadão italiano de recuperar esse tesouro.
Será condenado a um 18 meses de prisão, mas logo liberado. Uma parte da impressa e da população considera-o um herói da nação, para outros apenas um aproveitador que tentou fazer riqueza com um bem nacional.

A Mona Lisa voltou a ser exposta no Louvre no  dia 4 de janeiro de 1914, altamente protegida e visitada por milhares de pessoas.

Clique aqui para conhecer a proposta do Tom.

 

Últimos pitacos (3/25), ver todos os comentários
  • "A primeira imagem da Monalisa impressa em min ..."

    HELIO JR
  • "Essa estória toda é muito interessante. Tem u ..."

    Cláudia Oiticica
  • "Eu também vi a Monalisa na época em que ela e ..."

    Rosalia Velloso
Deixe seu pitaco

Brechó de rua em Saint Germain

Do dia 26 de maio até 3 de junho, brechó de rua na praça Saint Sulpice em Saint Germaint.

Este, e o brechó da rue de Bretagne no Marais, são as brocantes mais simpáticas de Paris.
Não perca. Eles reúnem antiquários de móveis, objetos de decoração, vestuário…

Últimos pitacos (3/7), ver todos os comentários
  • "Ah! Meu Deus! Será que vou pegar? Só chego di ..."

    MARIZE BARBOSA DANTAS
  • "Lina, adorei essa dica!!"

    Cláudia Oiticica
  • "adoro brocante...Quem dera estar em todos..."

    Tania Baião
Deixe seu pitaco

Mudamos!

Amigos,

Depois de quase um ano de MUITO trabalho conseguimos enfim colocar de pé a nova versão do Conexão Paris. Ufff! Espero que gostem do resultado. Explico abaixo o que temos de novo e o porquê das mudanças:

1. Nova forma de navegação:

Acreditem, hoje o Conexão Paris tem mais de 2 mil posts publicados, que estavam divididos em aproximadamente 150 categorias. O excesso de categorias tornava a navegação difícil. Depois de muitos estudos, chegamos ao novo formato: temos agora apenas 11 categorias que reunem os principais assuntos do blog. Então, se você procura, por exemplo, por hospedagem em Paris, irá encontrar dentro da categoria DORMIR todas as recomendações de hospedagem do Conexão Paris: hoteis (divididos por bairro, estrela e tipo), apartamentos para alugar, albergues, B&B etc. Dessa forma, fica mais fácil encontrar o que você procura.

2. Maior integração com os leitores e parceiros:

A gente sempre fala isso mas não custa repetir: o Conexão Paris não seria nada sem os leitores e nossos fiéis e queridos pitaqueiros . Fato! Diante disso, procuramos valorizar mais ainda nossa comunidade. Primeiro, selecionamos fotos dos leitores, integrantes do nosso grupo no Flickr, para ilustrar o topo do blog. Cada categoria é ilustrada por uma foto. Deixo aqui nosso agradecimento a esses fotográfos por terem gentilemente nos cedido o direito de uso das fotos. São eles, em ordem alfabética:

- Alexandre Simões

- Denise Mattos

- Urbano Canoas

- Vanessa Valente

- Vânia Wolf

E ainda, agradecemos às nossas duas parceiras Fabiana Maruno (fotográfa profissional) e Laura Próspero (guia de passeios a pé e exímia fotógrafa).

Além disso, criamos um ranking dos pitaqueiros mais ativos. O ranking leva em consideração os comentários publicados nos últimos 30 dias.  E instituimos que, no Conexão Paris, os comentários são chamadas de pitacos. Aqui, todos são bem vindos para deixar sua contribuição e opinião e acolher dúvidas e questionamentos.

Nossos parceiros são fundamentais. Criamos uma categoria – LINA INDICA – especial para essas empresas que trabalham na recepção de brasileiros em Paris. Dentro do LINA INDICA, estão listadas as empresas que já eram recomendadas no blog. Vale lembrar que apenas recomendamos pessoas e empresas que conhecemos e confiamos amplamente.

3. Nova marca, novo layout

O Conexão Paris completa agora em maio 5 anos de vida! Achamos que era hora de renovar, de atualizar nossa cara, mas sem perder nossa identidade, nosso DNA. Gostamos muito do resultado: achamos que está mais limpo, mais atual,  mais a nossa cara. Espero que vocês gostem também.

 4. Novos projetos

Além da mudança do blog, o Conexão Paris também tem novos projetos. Acabamos de transformar o blog em uma editora. Com isso, além dos guias escritos pela Lina, o Conexão Paris irá publicar guias temáticos escritos por especialistas convidados. Assim, iremos tornar nosso conteúdo mais amplo e rico, sempre tendo como critério principal a qualidade da informação publicada. Em breve, teremos mais novidades nessa área.

6. Newsletter e novas redes sociais

A partir de agora, teremos uma newsletter. Assine para receber as novidades do blog. E, além do Facebook e do Twitter, agora também temos um perfil no Pinterest, no Instagram e no Flickr. Siga-nos!

Bem,  é isso. Sejam muito bem vindos, como sempre.

Últimos pitacos (3/82), ver todos os comentários
  • "Eu já estava com crise de abstinência... rs. ..."

    Marcia
  • "Lina, parabéns pelo novo site! Realmente a na ..."

    Ricardo
  • "PARABÉEEEENNNSSSSS!! Tá tudo liiindo!!! Um sh ..."

    Bruna
Deixe seu pitaco

Iggy e a chanson

Por Penélope do blog Sob o Céu de Paris
Que o Iggy Pop flertava com a chanson française, eu já sabia, mas lançar um disco com versões de clássicos de Henri Salvador, Georges Brassens, Serge Gainsbourg, Édith Piaf e Joe Dassin é, no mínimo, surpreendente, até mesmo para a Iguana do rock.

No entanto, fugir das expectativas sempre foi marca do roqueiro, e, preparados ou não para a mudança de estilo, os fãs do músico puderam ouvir ontem, pela primeira vez, o trabalho novo, entitulado de Après.

O disco está disponível por 7 euros no site Vente Privé e também na loja virtual do iTunes por US$ 9,90 (atenção: mesmo sendo a loja brasileira, somos obrigados a pagar IOF). Completamente independente, o álbum, por enquanto, será comercializado somente em formato digital. Iggy explica, no artigo que saiu no Le Monde, o motivo da decisão de não se apoiar em nenhuma gravadora para o lançamento: “Les maisons de disque n’ont jamais fait autre chose que m’humilier, me tourmenter et me démoraliser.”

Segue abaixo a lista de músicas francesas que saíram no disco:

» Et si tu n’existais pas (Joe Dassin)
» La Javanaise (Serge Gainsbourg)
» La vie en Rose (Édith Piaf) (o começo deste me lembrou muito a versão de Louis Armstrong)
» Les Passantes (Georges Brassens)
» Syracuse (Henri Slavador)

Iggy Pop, como era de se esperar, assassina (docemente) a língua de Victor Hugo, mas eu o perdôo.

Bom fim de semana a todos!

Últimos pitacos (2/2)
  • "Penélope Estava em Paris até a semana passada ..."

    Jorge fortunato
  • "Alguém já ouviu? e vale a pena comprar o CD, ..."

    Mônica Ferraz
Deixe seu pitaco
2677 posts