Conexão Paris: as melhores dicas de Paris e da França

Tomadas francesas e tomadas brasileiras

Por Maurício Christovão

As pessoas devem se perguntar por que as tomadas não são iguais no mundo todo. Não seria tão difícil e não teríamos que carregar adaptadores pra lá e pra cá. Não sei explicar, mas o mundo é assim mesmo, complicado.
No Brasil temos duas tensões (voltagens) de uso doméstico conforme a região do país: 127 e 220 volts.
Na França a tensão é de 230 Volts. A maioria dos carregadores de celulares e de baterias têm uma variação de voltagem de 90 a 240 Volts, ou seja, daria para viajar o mundo inteiro com eles (se a tomada servir).
Todo aparelho eletroeletrônico tem uma plaqueta, geralmente na parte de trás, em letras bem miudinhas, que contém as especificações de voltagem (V), amperagem (A) e potência (W). Vale a pena dar uma conferida. É comum encontrarmos também as letras CE, significando que atende às normas européias.
O atual sistema brasileiro, com três pinos foi adotado em 2010, e funciona da seguinte maneira: um dos pinos externos é a fase e o outro, o neutro. O pino central é o terra, que dá maior segurança aos aparelhos elétricos.
Na Europa o fio terra é comum, mas no Brasil a maior parte das residências não tem esse  fio nas suas instalações, logo, se retirarmos o pino central dos plugs brasileiros não fará a menor diferença.
ATENÇÃO: Não estou recomendando a não utilização do fio terra. Se você for reformar ou fazer uma nova instalação elétrica, sugiro que coloque um bom aterramento, mas isso não é comum aqui no Patropi.

Tomada francesa

Tomada francesa

Na França, o pino que aparece projetado para fora nas tomadas é o terra da instalação e pode ser tocado sem risco de choque elétrico, desde que a instalação esteja em bom estado.

Tomadas

Tomadas

Os pinos dos plugs brasileiros são um pouco mais finos do que os franceses, mas normalmente encaixam bem nas tomadas francesas. Viajei por várias cidades francesas e utilizei os plugs brasileiros (com dois pinos redondos) nas tomadas francesas sem problemas.

Tomadas

Tomada e adaptador

Se você tem um carregador de bateria ou de celular, é provável que ele tenha os pinos achatados (sistema americano) e não encaixará sem o adaptador de pino chato para pino redondo.

Tomada

Tomada

Qualquer loja de informática tem esse tipo de adaptador. Lembre-se de remover o pino central do adaptador, ou não servirá nas tomadas  usadas na França.

Tomada

Tomada

Tomada

Tomada

Acredito que as fotos esclarecerão melhor o assunto.

O conteúdo deste post foi decidido pela equipe editorial do Conexão Paris, tendo como critério a relevância do assunto para nossos leitores, não havendo nenhum vínculo comercial com qualquer empresa ou serviço citado no texto. Não recebemos qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação deste texto. Conheça a política de remuneração do Conexão Paris.
Últimos pitacos (3/8), ver todos os comentários
  • "O Marcello Brito tem razão. Na primeira foto ..."

    Maurício Christovão
  • "Ainda são raríssimas as tomadas de aparelhos ..."

    Marcello Brito
  • "Maurício, Excelente post. Didático na essênc ..."

    MonicaSA
Deixe seu pitaco

Cicloviagem pela região da Champagne

A biker Fernanda Hinke, idealizadora dos passeios de bike do Conexão Paris,  está desbravando as ciclovias francesas para estudar a possibilidade de oferecer passeios de bicicleta guiados fora de Paris. Fernanda já passou pelo Vale do Loire e pela Borgonha. Agora, fez uma viagem pela região da Champanhe, acompanhada por Renata e Guilherme (O Casal da Bike), ativistas da bicicleta como mobilidade urbana no Brasil. O grupo nos conta abaixo suas aventuras.

Texto e vídeo: Fernanda Hinke e O Casal da Bike | Fotos: Alfredo Brant, fotógrafo dos leitores do Conexão Paris

Diferentemente do roteiro da Borgonha, em que alugamos as bikes em Dijon, desta vez saímos de Paris com nossas próprias bicicletas. Pedalamos até a Gare de l’Est e lá pegamos um trem para a região de Champagne, conhecida pelas famosas caves de champanhe, como Veuve Clicquot, Ruinart, Pommery e Moët & Chandon, que ficam em torno das cidades de Épernay e Reims. Reims é ainda conhecida por abrigar a catedral mais bonita da França.

A ideia era explorar a região e checar in loco se ela está “pronta” para receber o cicloturismo,  experimentando a infra-estrutura e as ciclovias.

Na França, quase todos os trens intermunicipais (TER) e internacionais (Thalys, TGV, etc.) aceitam o transporte de bikes. No TGV, você paga um extra de 10 euros por bicicleta; já o Thalys aceita apenas bicicletas dobráveis ou guardadas em mala-bike. Optamos pelo TER, já que transporte das bikes é gratuito (dica: consulte antes de viajar se o trem possui vagão especial para bike, e, na hora de comprar o bilhete, sinalize que você viaja com bicicleta).

Minha bicicleta dentro do trem

Minha bicicleta dentro do trem

Tínhamos um desafio para que a viagem fosse realizada de maneira agradável: levar o mínimo de bagagem possível. Por isso, colocamos um alforje nas bikes, espécie de bolsa/mala para colocar no bagageiro e equilibrar o peso. Dentre roupas e uma pequena necessaire, tínhamos kit primeiro socorros, barras de cereais e proteína, capa de chuva, jaqueta corta-vento, luzes extras e um pequeno kit de reparação.

Épermay e Reims

Saímos de Paris numa sexta-feira cedinho e chegamos na pequena cidade de Dormans, a 180 km de Paris. Nosso objetivo era pedalar de Dormans até Reims, passando por Épernay, somando um total de 77 km.

Os vinhedos da região

Os vinhedos da região

O trajeto entre Dormans e Épernay é rodeado de plantações de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, as uvas usadas para a fabricação do champagne. E também de caves de champanhes abertas para visitação. Como nosso objetivo era explorar as ciclovias, não paramos para degustações.

Estrada compartilhada entre carros e bicicletas no trajeto entre Dormans e Reims

Estrada compartilhada entre carros e bicicletas no trajeto entre Dormans e Reims

O trajeto entre Épernay e Reims tira o fôlego duplamente – pela grande subida das montanhas de Reims e pelo deslumbrante cenário de outono, com pequenos morros repletos de plantação de uvas e longas subidas pelas altas montanhas com uma linda paisagem de floresta fechada que tem até cogumelos vermelhos com pintinhas brancas.

O centro de Reims

O centro de Reims

Em Reims, passear pelo centro histórico da cidade de bike é um delícia. Nas ruas, os carros são obrigados a andar em baixa velocidade. E há vias exclusivas para pedestres e ciclistas. Vale a pena!

No percurso Dormans – Épernay – Reins, as vias de bike apesar de compartilhadas com automóveis são segura.  Para identificar essas estradinhas no mapa é só procurar por estradas que tem no nome a letra D mais um número – ex. D213.  Porém,  em campo, vimos que não há nenhum tipo de sinalização específica para bicicleta como havia sugerido o mapa,  o que torna a cicloviagem tensa.  Nos perdemos em diversas ocasiões e sabíamos que podíamos acabar caindo em auto-estradas que não são seguras – até mesmo proibidas para trânsito de bicicleta.

Além o mal sinalizadas, as vias são muito acidentadas, é preciso ter perna! Por isso, a indicamos apenas para bikers experientes, que estejam em boas condições físicas, equipados com uma bike leve (preferencialmente a speed) e um GPS.

Sudeste da Champanhe

Em Reims, pegamos um trem para o Sudeste da Champagne pois a maioria das rotas verdes (exclusivas para bicicletas)  fica neste região. Descemos em Saint-Dizier, uma cidade simpática que tem música ambiente em toda sua região central, e de lá, pedalamos 12 km ao lado de um canal até o lac du Der-Chantecoq, o maior lago artificial da Europa Ocidental.

Canal que leva até o lago

Canal que leva até o lago

Ficamos boquiabertos com a beleza do local. O lago abriga aves aquáticas que, no outono, se preparam para migração. E, o melhor para nós: uma ciclovia de 18 km percorre toda a circunferência do lago, alternando as margens com florestas intactas. No fim do passeio, antes de irmos para o hotel, nos demos de presente um belo pôr-do-sol e um piquenique regado a champanhe.

A ciclovia que circunda do Lac du Der

A ciclovia que circunda do Lac du Der

Nos hospedamos no hotel Cheval Blanc, no vilarejo de Giffaumont-Champaubert. Trata-se de um hotel simples, mas muito simpático, que  se orgulha em exibir o selo: Accueillant Vélo (acolhemos bicicletas). Nos sentimos bem-vindos.

(Vale ressaltar que, nessa região,  as cidades pelas quais passamos não são muito bonitas em si. Possuem monumentos interessantes, como belas igrejas e castelos. Mas o bonito, interessante e atraente aqui são as paisagens, as vinícolas, as florestas e as montanhas.)

Parada em uma das cidades da região

Parada em uma das cidades da região

No dia seguinte, ainda tínhamos uma parte do lago para pedalar até chegar no nosso próximo destino: Vitry-le-François, de onde pegamos o trem de volta para Paris. Fomos presenteados com um dia ensolarado de outono e com os bandos de pássaros que se formavam no céu. Deixamos o lago e pedalamos por uma zona rural, com muitas plantações, incluindo girassóis.

Plantação de girassol no caminho

Plantação de girassol no caminho

Para quem quiser se iniciar em viagens de bicicleta, o trajeto Saint-Dizier – Lac Du Der – Vitry-le-François é acessível a todos os níveis de bikers, somando um total de aproximadamente 60 km. Tudo cicloviado, plano, bem sinalizado e cercado de muita natureza.

Veja o vídeo do passeio completo:

Detalhe: para pegar o trem levando as bikes entre as cidades, você deve ser ágil. Permaneça ao centro da plataforma, identifique o vagão com o adesivo da bicicleta e se dirija rapidamente até ele, já que colocar mais de uma bike no trem leva alguns minutos.

A Fernanda Hinke está testando diversas rotas no intuito de criar cicloviagens de turismo. Por ora, caso tenha interesse, ela pode lhe ajudar a criar um roteiro personalizado na Champanhe, no Vale do Loire e na Borgonha. Para isso, envie um email para servicos@conexaoparis. com.br

O conteúdo deste post foi decidido pela equipe editorial do Conexão Paris, tendo como critério a relevância do assunto para nossos leitores, não havendo nenhum vínculo comercial com qualquer empresa ou serviço citado no texto. Não recebemos qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação deste texto. Conheça a política de remuneração do Conexão Paris.
Últimos pitacos (3/4), ver todos os comentários
  • "Carolina, nesse artigo nós citamos várias cav ..."

    Rodrigo Lavalle
  • "Bom dia pessoal!!!! Qual Cave de Champagne vi ..."

    Carolina
  • "De bicicleta você vai um pouco mais rápido qu ..."

    Maurício Christovão
Deixe seu pitaco

Onde tomar chocolate quente em Paris

Tomar chocolate quente no inverno parisiense é uma das melhores formas de se aquecer. Reunimos os quatro melhores endereços em Paris: O meu preferido é o Chocolate Bar de Jean Paul Hévin. A loja, na rua Saint Honoré, existe há alguns anos e já publicamos vários artigos sobre este endereço (aqui, aqui, aqui, aqui). Recentemente uma nova […]

Leia mais →

Paris, lojas abertas aos domingos

Anote as lojas e lojas de departamentos que estarão abertas aos domingos neste Natal 2014. Lojas de departamentos: . Galeries Lafayette, horários de Natal: aberta aos domingos 7, 14 e 21 de dezembro de 10.30h até 20h. Fechada às 18h dias 24 e 31 de dezembro. Fechada dia 25 de dezembro e 1 de janeiro […]

Leia mais →

Prostituição e drogas entram no cálculo do PIB europeu

A Europa está criando um novo sistema de cálculo e cada país deverá incluir no PIB setores que até agora não foram contabilizados. Entre eles o trabalho doméstico, a indústria da prostituição e o comércio da droga. O novo sistema deseja ser o reflexo da economia real e suas mutações. Este ano os ingleses apresentaram, […]

Leia mais →
4051 posts