Conexão Paris: as melhores dicas de Paris e da França

Os principais museus de Roma

Depois de Paris, Roma é um dos destinos escolhidos por nossos leitores para seguir a viagem pela Europa. A Luciana Rodrigues, do ótimo blog Turismo em Roma, nos enviou um post com uma breve seleção dos principais museus da cidades – e talvez da humanidade. Anote as dicas e confira os dias que os museus são gratuitos.

  • Museus Vaticanos
A Capela Sistina, no Vaticano. Foto de Noel Portugal.

A Capela Sistina, no Vaticano. Foto de Noel Portugal no Flick.

O complexo de museus que compõe os Museus Vaticanos, cujo ambiente mais famoso é a Capela Sistina, é o mais visitado da Itália. Para ver todo o seu acervo seriam necessárias várias visitas. Ali é possível admirar afrescos, tapetes, quadros, esculturas greco-romanas, muitas delas encontradas nas escavações de antigas vilas e monumentos romanos. Também fazem parte do acervo a coleção de arte egípcia e etrusca (pré-romana) e a pinacoteca com quadros dos séc XV ao XX. Site: http://mv.vatican.va | Preço: € 16 (sem reserva) € 20 (com reserva e sem filas).

  • Galleria Borghese
O Rapto de Proserpina, na Galeria Borghesi, em Roma.

O Rapto de Proserpina, na Galeria Borghesi, em Roma. Foto de Larry Miller, no Flickr.

Batizada com o sobrenome da família de nobres, cardeais e papas, a Galleria Borghese reúne no seu acervo obras de Gian Lorenzo Bernini, Antonio Canova, Rafael Sanzio, Pieter Paul Rubens e Tiziano, o que faz desse museu, apesar de “pequeno”, se comparado a grandes museus mundiais, um dos mais importantes do mundo. Algumas das esculturas mais belas são O Rapto de Perséfone e Apolo e Dafne, ambas de Bernini. Relevante também a escultura de Paolina Bonaparte, irmã de Napoleão. Paolina casou-se às escondidas com o príncipe Camillo Borghese, pois Napoleão era contra o casamento. Ignorando os escândalos e as convenções sociais da época, sempre afirmou que ela mesma havia pousado nua para que Canova a imortalasse como Venus Victrix (Venus Vencedora). Site: http://galleriaborghese.beniculturali.it | Preço: € 11

  • Musei in Comune

A rede de museus cívicos de Roma possui vinte museus, dos quais sete são gratuitos. O maior deles é o complexo formado pelos Museus Capitolinos, primeiro museu público do mundo, inaugurado em 1734. Distribuído em quase 13.000 metros quadrados, possui um acervo riquíssimo, com algumas peças de enorme importância, como a escultura equestre do imperador Marco Aurélio, realizada em 176 d.C. O Palazzo Nuovo  abriga as coleções de estátuas e esculturas greco-romanas. Já o Palazzo dei Conservatori, além de esculturas, também abriga pinturas de Caravaggio, Tiziano, Rubens e Tintoretto, entre outros. Site: http://www.museicapitolini.org | Preço: € 15

  • Museo Nazionale Romano

Dividido em quatro sedes (Palazzo Massimo alle Terme, Terme di Diocleziano, Crypta Balbi e Palazzo Altemps), o acervo conta a história de Roma de 500 a.C. a aproximadamente 300 d.C. e cada museu possui uma abordagem diferente. As peças provém de coleções privadas e também de inúmeras escavações feitas no subsolo de Roma. Site: http://archeoroma.beniculturali.it/node/481Preço: € 7,00 (bilhete cumulativo para todos os museus, válido por 3 dias).

  • MAXXI (Museo Nazionale dele Arti del XXI Secolo)

Museu de vanguarda da criatividade contemporânea, com seções dedicadas à arte e à arquitetura. Projetado pela premiadíssima arquiteta iraniana Zara Hahid, o espaço possui uma coleção permanente, mas também hospeda mostras temporárias, performances, instalações, workshops e cinema. Site: www.fondazionemaxxi.it | Preço: € 11,00.

  • GNAM (Galleria Nazionale di Arte Moderna)

A galeria nacional de arte moderna e contemporânea de Roma, cuja sede principal está de frente para a Villa Borghese, possui a maior coleção de arte contemporânea da Itália. O seu acervo conta com mais de 4.400 obras de pintura e escultura, além de cerca 13.000 desenhos e impressões, principalmente (mas não exclusivamente) de artistas italianos dos séculos XIX e XX. Site: http://www.gnam.beniculturali.it/ | Preço: € 8,00

  • Museu de Arte Etrusca Villa Giulia

É o mais importante museu de arte etrusca (ou pré-romana) da Itália, cujo acervo é composto prevalentemente de peças de escavações feitas na Toscana e no Lácio. Também há importantes peças gregas, graças às trocas comerciais entre gregos e etruscos. O acervo vai do séc VIII ao séc V a.C. Site: http://www.villagiulia.beniculturali.it/ – Preço: € 8,00

Gratuidade

Para quem os museus de Roma são gratuitos?

Para quem tem paciência, tempo e disposição é possível visitar gratuitamente as principais atrações turísticas de Roma. Saiba como e quando:

  • O Coliseu junto com o Fórum Romano e Palatino são gratuitos para todos os visitantes nos primeiros domingos do mês.
O Vaticano, foto de Beatriz Mendes

O Coliseu, foto de Beatriz Mendes, no Flickr

  • Todas as atrações estatais italianas também são gratuitas todos os primeiros domingos do mês.
  • Os Museus Vaticanos são gratuitos no último domingo do mês, mas abrem em horário reduzido: das 9h às 14h, com último acesso pontualmente às 12:30h. Se o domingo coincidir com algum feriado religioso, os museus não abrem.
  • Visitantes com necessidades especiais possuem direito à gratuidade.

Obs.: Desde 2014 não há mais gratuidade para idosos.

Menores de 18 anos europeus possuem gratuidade, desde que apresentem um documento de identidade. Já os menores de 12 anos devem estar acompanhados de uma pessoa maior de idade para ter direito à gratuidade.

Estudantes universitários europeus de 18 a 25 anos possuem direito à gratuidade desde que inscritos em cursos de arqueologia, belas artes, história da arte, turismo, conservação do patrimônio público e matérias afins. Para outros cursos não há gratuidade, nem se o estudante superar 26 anos.

Informação Importante:

Alguns museus, apesar de administrados pelo Ministérios dos Bens Culturais, podem pertencer à rede estadual ou municipal e, assim, possuírem uma política de gratuidade mais ampla. Por exemplo: dado que Roma possui um acordo de geminação de cidades (em it.: gemellaggio) com Paris , todos os cidadãos parisienses entram gratuitamente em todos os museus cívicos romanos, mesmo aqueles que são pagos (nota: o museu informa que o desconto é para cidadãos naturais de Paris).

O conteúdo deste post foi decidido pela equipe editorial do Conexão Paris, tendo como critério a relevância do assunto para nossos leitores, não havendo nenhum vínculo comercial com qualquer empresa ou serviço citado no texto. Não recebemos qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação deste texto. Conheça a política de remuneração do Conexão Paris.
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O 20° arrondissement de Paris

Por Rodrigo Lavalle, concierge dos leitores do Conexão Paris

Atualmente a energia jovem, criativa e cool da cidade de Paris está concentrada nos arrondissements 10 e 11. No entanto, é o 20° arrondissement o bairro considerado como o “do futuro” ou do “avenir”. É um local jovem, rebelde e contestador.

Rue de Ménilmontant, uma das principais ruas do 20ème.

Rue de Ménilmontant, uma das principais ruas do 20ème.

Contando com uma forte presença de imigrantes chineses, árabes e seus descendentes, o bairro está sendo invadido pelos jovens da classe média branca atraídos pelos aluguéis mais baixos. Jovens casais, que antes compravam imóveis no 11ème, agora estão comprando no 20ème.

Localizado a leste de Paris, nos limites da cidade, ele é o terceiro arrondissement mais populoso da capital e se divide em 4 partes ou quartiers: Quartier de Belleville, Quartier Saint-Fargeau, Quartier du Père-Lachaise, Quartier de Charonne.

Um roteirinho básico pela região seria:

  • Desçam na estação Belleville (linhas 2 e 11) e subam a rue de Belleville, uma das principais. Ela passa pela parte chinesa do bairro e faz limite com o 19° arrondissement (à esquerda de quem sobe). Ao longo dela existem muitos bares e restaurantes orientais variados. Para uma cerveja barata em clima “buteco brasileiro com mesas de plástico na calçada” parem no “Aux Folies”. Entrando à direita na rue Tourtille fica o restaurante vietnamita “Rouleau de Primtemps”: minúsculo, simples, barato e gostoso.
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O bar Aux Folies.

  • Voltem para a rue de Belleville e continuem subindo. Logo à direita, no n°3 da rue Jouye-Rouve, fica o famosinho restaurante “Le Baratin” da chef Raquel Carena. Comida tradicional francesa, do terroir, sem frescura.
  • Voltem para a rue de Belleville e continuem subindo mais um pouco. No n° 72 fica o prédio onde nasceu Piaf. Um pouco antes, entrem à direta na rue Piat e sigam até a esquina onde fica o bar “O’Paris”. Vocês estarão em frente ao Parc de Belleville e terão uma vista belíssima de Paris sem a multidão de Montmartre. O parque é ótimo para relaxar, tomar sol, fazer piquenique.
Vista de Paris a partir do Parc de Belleville (Foto: http://www.nyhabitat.com)

Vista de Paris a partir do Parc de Belleville (Foto: http://www.nyhabitat.com)

  • Atravessem o parque e vocês chegarão a rue de Couronnes. Peguem em seguida a rue Julien Lacroix (se afastando do parque). Na esquina com a rue d’Eupatoria está o restaurante Roseval; no n° 5 dessa rua temos o “Eva Pritsky”, um brechó de móveis, luminárias e objetos de decoração que também funciona como bar e em frente a ele fica a “Igreja Notre-Dame-de-la-Croix”.
A igreja Notre-Dame de la Croix.

A igreja Notre-Dame de la Croix.

  • Sigam a rue Julien Lacroix até o final e virem à esquerda na rue de Ménilmontant e, depois de um quarteirão, à direita na rue des Amandiers. Sigam essa rua até o final e vocês chegarão ao cemitério Père Lachaise. A entrada principal fica na avenue de Ménilmontant.
Entrada do cemitério Père Lachaise.

Entrada do cemitério Père Lachaise.

Outros locais de destaque no 20ème arrondissement são

  • O cool e animado Hotel Mama Shelter (e seu bar/restaurante) projetado pelo arquiteto e designer francês Philippe Stark. 109 rue de Bagnolet
  • Quase em frente fica a casa de shows indie La Flèche d’Or que ocupa uma antiga estação de trens. 102bis rue de Bagnolet
  • La Bellevilloise é um espaço super eclético para eventos, festas e shows. 19-21 Rue Boyer
  • Do ladinho fica a também casa de shows La Maroquinerie. 23 Rue Boyer

Esse roteiro é pouco turístico (no sentido tradicional da palavra) e explora um lado menos conhecido de Paris. Exceto pelo cemitério Père Lachaise, a região não é prioridade para a maioria das pessoas que está vindo à Paris pela primeira vez. Nela não temos a beleza clássica e perfeita que é o padrão no resto da cidade. O charme está escondido. Ele vem sobretudo da mistura, da decadência de outrora e do renascimento de agora.

Confirmando o caráter jovem e contestador do 20° arrondissement, o nosso tour de street art, comandado pelo Fernanda Hinke, passa por muitos dos locais citados no roteiro acima.

Fernanda Hinke que comando o tour de street art.

Fernanda Hinke que comanda o tour de street art.

Leia a proposta de conciergerie do Rodrigo clicando aqui. Ele realiza todos os seus sonhos (e resolve todos seus problemas) em Paris.

 

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