Conexão Paris: as melhores dicas de Paris e da França

A parisiense BoBo

Dione Occhipinti, nossa autora querida do guia de moda Paris: do alto luxo ao luxo acessível, está lançando um curso de moda e estilo focado nos perfis da parisiense. A partir de anos de observação, Dione e sua sócia “categorizaram” a mulher parisiense em oito perfis bem distintos: BCBG (Bon Chic Bon Genre), BoBo, Bling bling, bio-addict, modeuse (que segue as tendências), intelo (intelectual),  workaholic e fashionista. 

Cada uma tem um estilo bem específico de vida, que se reflete no estilo de se vestir. Achamos a proposta bem divertida. Abaixo, deixamos Dione descrever como ela vê a parisiense BoBo.

Por Dione Occhipinti

Possivelmente você já escutou Inès de la Fressange dizer que a parisiense confia no próprio taco, que não faz esforço para se produzir e adora um trench coat com camiseta marinière. Mas será que todas as parisienses têm os mesmos hábitos e gostos?

Venho há muitos anos observando as parisienses e conversando com elas e, sim,  existem alguns grupos bem diferentes entre si. Cada um se veste de uma certa forma, freqüenta determinados lugares, faz compra em outros, e pode até morar em uma ou outra região de Paris.

Uma dessas mulheres é a parisiense BOBO, abreviação de bourgeois-bohème (ou burguês-boêmio), que surge da fusão de duas palavras ligadas a classes sociais antagônicas: os artistas boêmios e os burgueses. Trata-se de quem tem uma boa situação financeira mas tem opções e valores de esquerda.  São também muito conhecidos na França como “gauche caviar”.  Ou, como dizem por aqui, tem o coração à esquerda e o bolso à direita.

Esse grupo de pessoas têm uma relação forte com a cultura,  frequenta restaurantes indicados pelo guia Fooding – nunca pelo Michelin!, são cosmopolitas e adeptos da cultura de compartilhamento (usam AirBnB para alugar apartamentos em suas viagens, compartilham hortas comunitárias em Paris etc.)

A parisiense BoBo típica é adepta do hi-lo – veste um blazer destroyed comprado em brechó juntamente com uma linda bota recém-lançada Yves Saint Laurent.

A parisiense BoBo

A parisiense BoBo

Assim como a parisiense descrita por La Fressange, temos a impressão que ela saiu de casa correndo e não fez nenhum esforço para se produzir.  Ela usa o cabelo no estilo despenteado, parecendo que acabou de sair da cama. Ela diz para todo mundo que anda de metrô com freqüência quando na verdade o máximo que faz é andar de scooter (um dos meios de locomoção preferidos pelos jovens parisienses).

Gostou? Dê uma olhada nos looks usados pela atriz e cantora Charlotte Gainsbourg no seu dia-a-dia.  São uma excelente referência!

A super BoBo Charlotte Gainsbourg

A super BoBo Charlotte Gainsbourg

Sobre o curso Paris Style Week:

Dione Occhipinti e Valeria Doustaly combinam em uma semana aulas teóricas em português com visitas a ateliês, museus, concept stores e visitas às várias lojas citadas no nosso guia de moda Paris, do alto luxo ao luxo acessível. E, fazer a inscrição, você ganha um exemplar do guia.

Dione e Valéria, professoras do curso Paris Style Week.

Dione e Valéria, professoras do curso Paris Style Week.

Onde: em Paris

Quando: de 19 a 23 de janeiro de 2015

Para se inscrever ou receber mais informações, mande um email para a Dione - occhipinti.dione@orange.fr e siga o Instagram @parisstyleweek

 

O conteúdo deste post foi decidido pela equipe editorial do Conexão Paris, tendo como critério a relevância do assunto para nossos leitores, não havendo nenhum vínculo comercial com qualquer empresa ou serviço citado no texto. Não recebemos qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação deste texto. Conheça a política de remuneração do Conexão Paris.
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Insetos: a proteína animal do futuro

Le Festin Nu

Le Festin Nu

Por Karen Goldman, chef responsável dos roteiros gastronômicos do Conexão Paris

Vai uma fritada de gafanhotos?

Se você conhece o México ou a Tailândia é possível que já tenha provado. O costume de comer insetos é antigo e difundido neste dois países. Aqui na França, jovens chefs começam a colocar algumas espécies no cardápio.

Se comer insetos pode parecer repugnante para muitos de nós, esta prática começa a ser adotada pelos chefs com novas receitas e formas de apresentação  Então, por que não dar uma chance?

Por que comer insetos?

Por que comer uns bichos feios se você pode comer um belo bife com fritas? Eu diria que além da experiência e do desafio ainda há uma outra boa razão: desde que bem preparados, os insetos têm um excelente valor nutricional e um sabor verdadeiramente interessante. Alguns têm gosto que lembram frango, outros, frutos do mar. Por vezes até avelã. As formigas que eu provei no 3 estrelas L’Astrance tinham gosto de citronela!
No fundo,  é mais a textura e aparência que podem chocar. Se você tiver um lado “verde” posso te lembrar que os insetos são uma bela alternativa para os custos e impactos ambientais da pecuária.  A produção de carne animal é um desastre ecológico e, com o crescimento da população, a demanda por proteína vai dobrar até 2050. Os insetos representam a opção proteína de um futuro bem próximo.

Ainda não está convencido?

Posso te oferecer mais uma informação. Olhe só, sem saber você já come cerca de 500g de insetos por ano, em pães, sucos e corantes de cor vermelha.

Onde comer?

No Brasil, além do restaurante do Alex Atala que serve (ou servia) as mesmas formigas comentadas acima, não conheço nenhum outro.

Aqui em Paris, o pioneiro e mais famoso é o Le Festin Nu onde podemos degustar gafanhoto grelhado, escorpiões secos e vermes da seda.

Para os corajosos, bons de garfo, segue o endereço:

Le Festin Nu, 10 Rue de la Fontaine du But, 75018 Paris.

Outra escolha seria o Chez Mushi, um restaurante japonês que propõe, além das receitas habituais da gastronomia do Japão, pratos como escorpiões com amêndoas, makis de gafanhotos, borboletas cozidas ao vapor, e fondant com geléia real e abelhas.

Chez Mushi, 19 rue de l’Étoile 75017, Paris.

 

Leia aqui a proposta da Karen e seu roteiro dos principais produtos da gastronomia francesa.

Créditos foto: RTL.fr

 

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