Tony Hawk no Grand Palais


O Grand Palais, situado entre a ponte Alexandre III e a avenida Champs Elysées, foi construído em 1900 e é um dos grandes monumentos de Paris. Ele ocupa uma área de 72.000m2 e seu teto é coberto por placas de vidro, o maior teto em vidro da Europa. A escultura que orna a entrada principal, La Fugue des Quadriges, é uma obra do escultor francês Récipon.

Desde a sua inauguração o Grand Palais tem uma participação ativa na vida dos parisienses. Seus grandes espaços acolhem toda sorte de manifestação: desfiles de moda (na foto o desfile da Chanel), grandes e importantes exposições de arte, feiras de arte contemporânea e eventos diversos.

A partir do ano 2.000, as grandes estrelas dos esportes urbanos tomaram conta do Grand Palais. Em novembro de 2009, o maior skater de todos os tempos, Tony Hawk, deu um show em um evento reunindo músicos e cantores.

Sergio T. Gonçalves fez estas fotos do evento.



Discussões francesas a respeito da burqa


Quando vejo, nas ruas de Paris,  mulheres vestidas com as burqas sou invadida por um sentimento desagradável e difícil de ser definido. Sinto pena. Para mim, elas são infelizes. A pena se transforma rápido em impaciência diante de mulheres que se submetem a este nível de repressão. Como não posso deixar de levar em consideração dados estatísticos que mostram que 75% das mulheres escondidas debaixo deste véu preto são francesas e que elas se escondem por escolha livre e soberana, a impaciência vira  perplexidade. Como uma mulher pode escolher livremente  tal segregação social? Afinal chego à conclusão que esta escolha “livre” é o resultado de pressões de maridos religiosos radicais e volto a ficar com penas delas.

Início de janeiro os parlamentares franceses devem votar leis proibindo o uso das burqas. Uma tarefa difícil e inconfortável. Duas questões estão em jogo. A primeira: a interdição deve ser total ou parcial? A segunda : quais os argumentos contra o uso total ou parcial das burqas?

O uso total seria a proibição de sair de casa usando esta roupa. Parcial, a proibição de usá-la nas escolas, nos hospitais, nos serviços públicos. A proibição total é impraticável, visto que o controle é impossível. Mesmo cientes que a lei terá uma aplicação difícil, uma parte dos parlamentares são a favor da proibição  total.

Os argumentos a serem discutidos são vários.  O primeiro argumento é a própria proibição. Os cidadãos são livres na escolha e na prática de suas religiões. Imediatamente aparece o contra-argumento de que o uso da burqa não é uma exigência religiosa. Trata-se de práticas do Afeganistão impostas por grupos politicamente radicais.

O segundo argumento seria o da segurança pública. Os cidadãos e cidadãs não podem esconder o rosto e fugir aos controles da identidade.

O terceiro se apóia nos códigos sociais. Hoje eles determinam que sejam escondidas certas partes do corpo e que sejam exibidas outras. Talvez daqui a mil anos vamos esconder o rosto e exibir o sexo. Mas, atualmente, os códigos franceses determinam o contrário. Esconder um rosto é uma agressão ao outro pois significa que ele não é digno de vê-lo.

O quarto argumento vem sobretudo dos movimentos feministas e na minha opinião é o mais forte. O uso da burqa é um ataque a dignidade da mulher pois a corta totalmente da vida social.

Após acompanhar os debates na mídia, minha opinião vai, é claro, no sentido da proibição da burqa. Prevalece para mim o argumento que esta roupa é uma forma de exclusão da mulher das relações sociais. Quando leio que os parlamentares irão, provavelmente, negar a nacionalidade francesa às mulheres com véu, concordo plenamente.  O uso desta roupa é uma prova da ausência de assimilação dos valores republicanos. A França levou um certo tempo e empregou muito esforço para liberar seus cidadãos do controle clerical. Considerar, hoje, dentro deste espaço social, a mulher como uma propaganda ambulante de uma religião é uma provocação a estas lutas passadas e à laicidade da sociedade francesa.



Ice Magic nos Champs Elysées


Já que a temperatura externa não pára de cair, sugiro um programa cujo  temperatura interna é glacial. Nos Champs Elysées, ao lado das barraquinhas do mercado de Natal, foi inaugurada, pela primeira vez em Paris, uma exposição de esculturas de gelo conservadas a 6ºC negativos.

Exposição aberta todos os dias das 11.00h às 23.00h. Preço: adultos 14 euros e crianças 8 euro. O site da exposição não informa até quando ficará aberta. Provavelmente até o dia 1 de janeiro de 2010.

Divirtam-se.



Festa de fim de ano no Grand Palais em Paris


No Grand Palais, debaixo da grande abóbada da parte central do museu, acontecerá um evento que se chama Jours de Fêtes.

Neste enorme espaço será montada uma roda gigante, alguns carrosséis e áreas com jogos para crianças. Para os adultos, atrações musicais em torno do jazz. O evento será do dia 18 de dezembro até o dia 1 de janeiro. Um programa/salvação  para o primeiro dia do ano quando tudo estará fechado. Aberto das 11.00h às 24.00h. Dias 24 e 31 de dezembro aberto somente até às 20.00h. Entrada: adultos, 5 euros e crianças, 3 euros.

Grand Palais - Avenue des Champs Elysées, 75008 Paris - Metro Champs-Elysées Clemenceau.



Mercados de natal em Paris


Alguns já estão abertos, outros abrirão na semana que vem. Este ano, temos vários mercados de Natal espalhados pela cidade.

O maior de todos, o da avenida Champs Elysées, vai do Rond Point até a praça Concorde. Aberto das 10.00h às 20.00h. Metrô Franklin Roosevelt.

Em seguida:

- o mercado Saint Sulpice, do dia 10 até 24 de dezembro, das 10.00h às 20.00h. Metrô Saint Sulpice.

- o mercado da praça Abesses, em Montmartre, aberto até o dia 30 de dezembro. Metrô Abesses.

- o mercado Saint Germain, na praça Saint Germain de Près, aberto até o dia 31 de dezembro, das 10.00h às 20.00h.



Alta costura, perfumes e acessórios pela metade do preço


As fashionistas que estiverem por aqui poderão participar deste segredo que passo para vocês. Duas vezes por ano, em junho e dezembro, todas as parisienses levantam cedo  para não perderem uma liquidação considerada como a  melhor da cidade.

Do que se trata? Os grandes nomes da alta costura, do mundo dos cosméticos, da perfumaria e dos acessórios doam peças que serão vendidas por preços baixos, com descontos que chegam a 80%. Para terem uma idéia dos doadores, entrem no site da Grande Braderie de la Mode.

O resultado da venda é entregue a uma associação de pesquisa na luta contra a AIDS.

Este ano, em dezembro, a liquidação será dia 5, das 09.00h às 19.00h e dia 6, das 12.00h às 18.00h.

Onde ?: Passage du Desir - 85/87 rue du faubourg Saint Martin 75010 Paris. Metrô Strasbourg Saint Denis. Este endereço é fácil de chegar e se encontra em uma área popular e interessante.



A arte do trench


O trench é uma peça básica indispensável. Sem forro, pode ser usada nas estações mais quentes. No outono e inverno, com um forro de lã, é uma peça elegante e confortável. Claro que nos dias extremamente frios ele não consegue substituir o pesado casaco de lã.

Burberry e Scott Schuman, do Sartorialist, acabaram de lançar um site dedicado ao trench. Ótimo.

Burberry é a grande marca do trench, mas a escolha é grande e encontramos de todos os preços. Do Burberry (com forro, sem forro, curto, longo, para homens, mulheres e crianças), aos mais abordáveis como os da Gap, Zara, H&M.

Vejam os preços dos trenchs Burberry aqui: www.burberry.fr

http://artofthetrench.com

Lojas Burberry: 55 rue de Rennes 75006 e 8 boulevard de la Malesherbes - Paris.



Reveillon brasileiro em Paris


Antes de sugerir um reveillon no La Bellevilloise, gostaria  de explicar do que se trata.

La Bellevilloise é um espaço multidisciplinar, que ocupa 2.000m2 de um antigo edifício construído em 1877. Trata-se de um local dedicado a todas as  formas de expressão como concertos, exposições, espetáculos, desfiles e projeções.

La Bellevilloise é na realidade um dos endereços dinâmicos de Paris. Além das atividades culturais permanentes, o lugar é frequentado pelo seu restaurante, pela sua varanda ensolarada (nos dias quentes, claro) e pelo seu club/boate.

La Bellevilloise não se encontra em um dos bairros elitistas e turísticos de Paris. Ela está no bairro 20, região mais conhecida pelo nome de Belleville. Belleville, hoje, é o que foi Montparnasse nos anos 1920 e Saint Germain nos anos 1950, quer dizer, um centro de agitação cultural com pequenos teatros, casas de espetáculos e clubs de música.

Pois bem, nesta Belleville bem parisiense o La Belevilloise é o endereço chave. E  aqui, no dia 31 de dezembro de 2009,  será  preparado um enorme reveillon brasileiro. A descrição da festa é a seguinte:

...desde a entrada do La Bellivilloise vocês estarão mergulhados em um ambiente com plantas exóticas e cantos dos pássaros da Amazônia. No restaurante Halle aux Olivers um trio Bossa Nova/Jazz tocará durante o jantar. No Club/boate, vocês dançarão acompanhados pelos ritmos populares da Bahia e de Pernambuco. Esta noite de transição será como um sonho e o La Bellevilloise homenageia o país onde a festa é sagrada.

Preço: 95 euros por pessoa.

Reservas no: resa@labellevilloise.com

La Bellevilloise - 19, 21 rue Boyer 75020 Paris - Metro Gambeta - saída - Matin Nadaut.

www.labellevilloise.com



A festa de Montmartre


Surpreendente pensar que em Paris, em pleno meio urbano, exista uma vinha, uma verdadeira vinha. Que as uvas lá colhidas vão se transformar em vinho, um vinho urbano e parisiense. Na época da colheita, em outubro, Montmartre organiza uma grande festa. Para os leitores que nunca participaram desta festa, aqui estão as excelentes fotos de Francisco de Assis Andrade.

A vinha de Montmartre.

Barraquinhas com os famosos produtos franceses, pessoas fantasiadas, desfiles, bandas de música. Tem de tudo. Tarde da noite, da janela do meu quarto vejo, todos os anos, os fogos de artifício da festa de Montmartre.

Cliquem aqui para verem todas as fotos de Francisco no Flickr.



Dançarinas nuas nas vitrines do Printemps


O department store Printemps anunciou na imprensa que iria, nos dias 22 e 29 de outubro 2009, colocar nas suas vitrines as dançarinas do cabaret Crazy Horse. Esta proeza estaria inserida dentro de uma campanha de marketing intitulada “Primavera Paixão”, campanha esta que celebra o glamour feminino.

Dia 22, sob uma chuva fina e faltando apenas 10 minutos para o início do show das meninas do Crazy Horse, saí de casa, a pé,  para fotografar a façanha. Como o Printemps ocupa duas quadras, na primeira, as vitrines já estavam dentro do contexto da campanha. Quando cheguei à segunda quadra, catástrofe.

Ingenuidade minha pensar que poderia fotografar as dançarinas nuas sem problemas. Diante da única vitrine onde o show estava anunciado, um amontoado de jornalistas e  turistas. Vi pessoas em cima até das latas de lixo, única forma que tinham para poder ver a vitrine.

O frio e a umidade apertando, resolvi voltar para casa e procurar na net no dia seguinte as fotos que não consegui tirar. Parece que as dançarinas fizeram a reprodução de um espetáculo famoso do Crazy Horse que se chama Horse Guards, onde representam a troca da guarda da rainha da Inglaterra.

Achei a foto acima e este vídeo aqui.