Hotel Le Meurice lança festival gastronômico com chef brasileira


Pela primeira vez em sua história, o hotel Le Meurice lança, com o apoio oficial da Embaixada do Brasil na França, seu Festival Brasileiro de 12 a 25 de Setembro de 2011.

Uma homenagem que o Le Meurice faz ao maior país da América Latina. No programa  uma semana culinária, orquestrada pela Chef Samantha Aquim, e uma quinzena no Bar 228 com diversas variações da nossa cachaça bem brasileira.

Samantha Aquim  homenageia a cozinha do Chef  três estrelas Yannick Alléno criando com humor um menu 100% de sabores brasileiros. A nossa chef reinterpretará os grandes clássicos brasileiros, os pratos tradicionais da Bahia passando pelo Rio com alguns toques de sabores amazonenses, sem esquecer suas especialidades de chocolate.

Nossos pratos e a nossa caipirinha degustados no restaurante ou no bar de um dos hoteís mais tradicionais e bonitos de Paris é uma experiência, pelo menos, inusitada.



Absinthe ou la fée verte


O absinthe – ou a fada verde -  voltou a ser consumido na França. Ele foi proibido pelo governo francês em 1915 como uma medida de proteção à saúde pública. Desde então esta bebida virou legenda e ficou na nossa imaginação como o álcool potência mil que torna as pessoas loucas.

O absinthe foi a fonte de inspiração ou a arma fatal de Baudelaire, Verlaine, Rimbaud, Wilde, Degas, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Hemingway, Picasso…

Oscar Wilde dizia que “ o primeiro copo nos mostra as coisas como queremos vê-las, o segundo nos mostra como elas não são; após o terceiro, nós as vemos como elas são realmente. E nada  pior do que isto”.

Parece que na realidade, o absinthe não é pior do que qualquer outro álcool. A interdição de 1915 foi decidida em função da dependência problemática, à este álccol,  das forças armadas francesas durante a primeira guerra mundial e como resultado de lobbying intensivo dos fabricantes de vinho.

No início dos anos 2000  a proibição foi anulada e atualmente o absinthe virou bebida hype. Nos bares e clubes de Paris o objetivo é transformá-lo em álcool festivo e jovem.

Se hoje ele é bebido em cocktails elegantes, o verdadeiro ritual para soboreá-lo consiste em colocar um pedaço de açucar sobre uma colher perfurada que repousa nas beiradas de um copo contendo uma dose de absinthe. Em seguida gotas de água gelada o dissolvem e à medida que o açucar dissolvido cai no absinthe sua cor passa de verde à verde leitoso.

Vocês podem provar – com moderação – o absinthe no bistrot La Fée Verte. Vejam os comentários sobre esse endereço no TripDivisor.

Artigo publicado por Les Inrocks.

Cliquem aqui para entrarem no site do fabricante Pernot.



Bar/Cave no Quartier Latin


Mais uma dica da Madá. Uma daquelas que a gente corre atrás, fora do circuito turístico e bem parisiense.

Uma cave/bar de vinhos/restaurante no Quartier Latin perto do boulevard Saint Germain.

Madá passou um mês hospedada na região e virou frequentadora assídua da cave.

O dono é jovem, super simpático e atencioso, descreve bem o vinho e dá várias sugestões. Ele vende os
vinhos tanto para levar para casa, como para degustar no restaurante.  A vantagem é que ele cobra o mesmo preço da estante.  Tem também os vinhos do mês, cujo preço é bem em conta. Ele conhece vários  produtores de vinho com quem trabalha.

No almoço um menu com entrada + prato ou prato + sobremesa por 14 euros. Os pratos do dia são gostosos e bem feitos.

À noite, somente proposições para acompanhar o vinho: tábua de frios e queijos.  Basta apenas escolher a sua garrafa.

Cru: 7 rue du Cardinal Lemoine 75005 Paris. Entre a rue des Ecoles e o boulevard Saint Germain. Aberto de terça à sábado. Metro Cardinal Lemoine ou Jussieu.

Aqui o site do Cru.



O Rosa Bonheur bomba no verão parisiense


Artigo escrito por Kátia Becho

O nome do lugar homenageia uma pintora de espírito libertário e independente que viveu na França do século XIX e abriu em Paris a primeira escola de desenhos voltada exclusivamente para mulheres.

Com certeza, a inspiração faz jus à atmosfera do lugar hoje em dia. Diverso, alegre, colorido, aberto e engajado nos temas sociais e ambientais da nossa época, o Rosa Bonheur é um bar que funciona num pequeno pavilhão construído em 1867 junto com o parque que o abriga, o Buttes Chaumont, no 19ème. E estar dentro do parque faz toda a diferença.

O cardápio tem espírito de pic-nic e oferece porções de presunto ibérico, queijo Cantal, creme de alcachofra, tapenade e outras delícias acompanhadas de baguete. Os vinhos são da casa, vendidos em garrafas (vale experimentar o rosé) e há ótimas cervejas pression (nosso velho e bom chopp).

De posse de sua bandeja, procure uma mesa do lado de fora e prepare-se para dividi-la com jovens franceses descolados que gostam de conversar e fazer amigos (se você não fala francês, não tem problema. O inglês é bem-vindo).

O clima é sempre de festa a partir das 19h, mas a coisa esquenta mesmo lá pelas 21h, quando a ótima música dos DJs residentes dão a senha para o movimento inverso: quem está do lado de fora quer entrar e, nesse percurso, olhares e cantadas inteligentes e engraçadas são inevitáveis. Entre no clima e viva um lado de Paris inusitado sob todos os aspectos.

O Rosa Bonheur abre de quarta a domingo, a partir de meio-dia. O lugar mostra seu ecletismo dependendo do horário que se vá. Mais cedo, é comum ver famílias inteiras aproveitando o ar puro do parque, tomando refrigerante e comendo gateaux. Com o cair da tarde, o lugar atrai jovens de todas as idades que fazem fila no parque para entrar na área cercada do bar. Aos domingos, o ecletismo é ainda maior, pois a turma rainbow tem encontro marcado no Rosa a partir de 17h. Vá e divirta-se!

P.S.: veja a foto do mesmo lugar no século retrasado, quando o restaurant-guinguette se chamava Weber Café e as pessoas iam para beber e dançar. Não mudou quase nada, não é?

Bar/restaurante Rosa Bonheur – Parc de Buttes Chaumont, 19ème arrondisement.

Entrada pela rue Botzaris.

Metrôs Botzaris e Buttes Chaumont. Ônibus linha 48, 54, 60 e 75.

http://www.rosabonheur.fr/



Dokhan’s Bar – para os apreciadores de champagne


Antes ou após visita obrigatória da torre Eiffel, passem um momento menos turístico e mais euforisante em um dos primeiros bares champagne de Paris. Atravessem o Sena, subam em direção ao Trocadero e duas quadras mais tarde vocês estão na elegante rue de Lauriston. Entrem no hotel Radisson Blu e escolham uma mesa no Dokhan’s Bar.

O sommelier propõe todas as semanas três diferrentes cuvées e um cardápio com mais de sessenta labels de prestigiosos champagnes.

Como exemplo, na primeira semana de maio o champagne apresentado foi Dom Pérignon millésime 2022. Em seguinda Dokhan’s bar apresentou a seus clientes o champagne Laherte, sobretudo um millésime 2007 100% pinot meunier.

Horário de funcionamento:

Café da manhã: 06.30/10.30h

Almoço: 12.00/15.00h

Salão de chá: 16.00/18.00h

Champagne Bar: 18.00/00.15h

Endereço: 117 rue Lauriston 75016 Paris. Reservas no site do bar. Cliquem aqui.



Degustações noturnas do Hotel Meurice – Les Nocturnes du 228


Hotel Meurice convida para degustações dirigidas por Estelle Touzet – eleita chefe sommelier 2011 pelo guia Pudlowski – em torno dos melhores grands crus.

As degustações serão feitas durante um jantar comandado pelo grande chefeYannic Alléno. Degustação de quatro vinhos, harmonização vinhos e pratos. Preço 90 euros por pessoa.

Tudo é perfeito nesta proposta. Um dos hotéis mais bonitos de Paris, dois grandes nomes da gastronomia francesa. Preço acessível.

Programação prevista para quinta 3 de fevereiro, 7 de abril, 5 de maio, 2 de junho, 8 de setembro, 3 de novembro e 8 de dezembro 2011.

Reservas no telefone 33 (0)1 44 58 10 66.



Bordeauxthèque da Lafayette Gourmet


Aconselho a todos uma visita à Bordeauxthèque da Lafayette Gourmet.

Este espaço dedicado unicamente ao vinho Bordeaux se encontra no interior da Bibliothèque du Vin, à esquerda da Gourmet.

Na entrada da loja encontramos os vinhos mais baratos e na sala redonda, os grandes nomes a preços inimagináveis. Dizem que a Bordeauxthèque tem a honra de ser a maior loja do mundo dedicada aos vinhos desta região.

Fui atendida por um sommelier poliglota que me sugeriu um Bordeaux Pomerol 2006 pela módica soma de € 20.

Ele foi devidamente degustado no jantar.

Excelente.

Lafayette Gourmet – 48 boulevard Haussmann 75009 Paris.



Segredos de Paris: Passagens Panorama e Jouffroy


Elas não são sofisticadas e bonitas como a Passagem Vivianne, mas talvez sejam mais interessantes, mais animadas e escondem muitos  segredos. Elas estão situadas num face a face simpático, a Passagem Panorama do lado ímpar e a Passagem Jouffroy do lado par do boulevard Montmartre.

A mais interessante é a Passagem Panorama, sempre animadíssima, tanto de dia como de noite.

Este é o endereço de dois restaurantes que estão na moda.

O Racines, aberto somente durante a semana no almoço e no jantar, indicado para os apreciadores de um bom vinho.
Citado por vários guias gastronômicos e membro da lista dos 400 endereços branchés de Paris.

O segundo se chama Passagem 53, também adulado pela crítica, restaurante mais sofisticado e discreto. Cortinas que protegem a privacidade dos clientes em torno de poucas mesas. Todos japoneses – sempre bem informados – e graças à minha curiosidade vocês também (crise passageira de cabotinagem). Restaurante fechado domingo e segunda.

Mas nesta mesma galeria, gosto também do L’Arbre a Cannelle, mais simples, mais barato e muito convivial.

A passagem Jouffroy, do outro lado da rua, é conhecida porque está ao lado do Museu de Cera Grevin.

Nesta galeria, chamo a atenção de vocês para dois endereços.

A casa de chá e restaurante Le Valentin, onde tudo é gostoso. Café da manhã com croissants crocantes, almoço com tortas saborosas e saladas bem temperadas e chás da tarde em torno de bolos e pâtisseries infernais.

Ambiente delicioso – gênero endereço das avós – endereço ideal para um almoço leve.  Aberto todos os dias até as 19.00h.

Quando estiverem no Le Valentin, vocês verão, do outro lado da galeria, a loja  Pain D’Épices. As crianças parisienses adoram este endereço. Uma caverna cheia de brinquedos, miniaturas, jogos e bonecas.

PassagemPanorama: entrada no 11 boulevard Montmartre 75002 Paris – metro Grandes Boulevards.

Passagem Jouffroy: entrada no 10 boulevard Montmartre 75002 Paris.

Passage 53 – tel.: 01 42 33 04 35

L’Arbre a Cannelle – tel.: 01 45 08 55 87

Recines – tel.: 01 40 13 06 41



Odeon


Quando o parisiense diz Odeon, ele esta se referindo a um território preciso,  bem delimitado e carregado de lembranças históricas.

foto: Francisco de Assis Andrade

Odeon começa no boulevard Saint Germain, a partir da estátua de Danton, situada diante do metrô Odeon, passa pelo Carrefour de l’Odeon e continua em direção ao Theâtre de L’Odeon, na Place de l’Odeon.

foto: Franciso de Assis Andrade

Neste curto trajeto, as atrações mais prosaicas são imensas e esquecemos rapido a revolução francesa e assuntos mais graves.

A partir da estátua de Danton, à esquerda, temos o famoso restaurante Comptoir Relais Saint Germain. E colado a ele, seu pequeno bar a tapas alta gastronomia que se chama  L’Avant Comptoir. (leiam os artigos que escrevi sobre o restaurante e o bar clicando no nome deles).

Sugiro uma pausa imediata. No bar, peçam um vinho acompanhado por um macaron recheado com boudin noir. Inesquecível.

Logo em seguida, o hotel quatro estrelas Relais Saint Germain que representa perfeitamente o espírito francês. Maioresdetalhes  sobre este hotel elegante, cliquem aqui.

foto: Francisco de Assis Andrade

Na confluência das duas ruas que sobem em direção ao Luxembourg, a famosa taberna Horse’s Tavern Café. Aconselho uma pausa somente nos dias quentes, para uma cerveja no terraço.

fotos: Francisco de Assis Andrade.  Antonica Andrade

Do lado direito e a partir da estátua de Danton temos o restaurante Les Editeurs – já citado aqui e um dos melhores brunchs da cidade – e retrato perfeito da rive gauche. Poltronos de couro, muros cobertos por livros e clientela ligada ao mundo literário parisiense. Leiam artigo aqui.

Logo após o restaurante, um dos melhores floristas da cidade: Pascal Mutuel. Encontro sempre as realizações deste artista em endereços como Opera Garnier, Plaza Athénée, etc…

foto: Franciso Assis Andrade

Subam pela rue de l”Odeon até o teatro. Este prédio com sua arquitetura séria e sóbria e suas colunas que refletem a grandeza dos munumentos da antiguidade grega, possui uma sala de espetáculo toda em ouro, na mais pura tradição italiana.

O Theâtre de l’Odeon, construido em 1782, hoje se chama Theâtre de l’Europe e coloca em cartaz peças européias com sub-título em francês.

Após este passeio pelo eixo Odeon e antes de mergulharem na paz do Jardin du Luxembourg, entrem na livraria Moniteur situada ao lado do teatro. Uma das mais interessantes de Paris para todos que gostam de arquitetura e design.

Livraria Moniteur – 7 place de l’Odeon 75006 Paris.



O bar 228 do Hotel Meurice


O bar do Hotel Meurice, o 228, é considerado um dos melhores bares de Paris  ( ele está na lista dos melhores bares do guia Conexão Paris 2 ).

Lendo os jornais hoje de manhã, me surgiu a idéia deste artigo. Escrever um post sobre um programa para o final da tarde, um aperitivo mais prolongado.

Tome posse de uma poltrona confortável do 228, peça uma coupe de champagne ou uma taça de vinho. Deixe o tempo passar lentamente.

Quando bater a necessidade de comer algo, peça um club sanduíche. Esta escolha  acabou de ganhar o honrado primeiro lugar em um concurso realizado pelo Figaroscope dos melhores clubs de Paris.

Como será um sanduíche preparado pelo grande chefe três estrelas Yannick Alléno?

O hotel Meurice vende uns trinta clubs por dia.  Eles são feitos com tomates frescos, mas não qualquer tomate, o que se chama coeur de boeuf – ou “coração de boi” – um tomate tão doce que realizamos que se trata de uma fruta e não um legume. Sem casca, claro, e temperado com azeites especiais. Em seguida o peito de frango é de frango caipira assado lentamente em churrasqueira vertical. O pão de forma é comprado no Harry’s ( para falar a verdade, nestas alturas meu conhecimento da gastronomia deixa a desejar). A alface é somente o coração da alface, bem crocante e verde claro. A maionese é  feita na hora com  mostarda savora. O bacon é o ibérico, o mais saboroso de todos. São três camadas de pão torradinho, bem dourado e duas de recheio. O sanduíche vem acompanhado por fritas maison, preparadas com batatas que se chamam Mona Lisa.

Esta a receita clássica. Porque você pode pedir um club de salmão defumado ou um vegetariano (todos custam €25).

A partir das 19.00h a sensação de bem estar será perfeita. Você estará na companhia de três músicos – um piano, uma guitarra e uma bateria – e este final de tarde pode se prolongar até altas horas da noite.

228 – 228 rue de Rivoli 75001 Paris – aberto das 12.00h às 2.00 da manhã. Serve almoços rápidos, chas da tarde, aperitivos e jantares leves. A partir das 19.00h, todos os dias, música ao vivo.