O Museu do Quai Branly, agora chamado oficialmente de Museu do Quai Branly – Jacques Chirac, completa 10 anos em 2016.

Dedicado às antigas civilizações não-europeias (Oceania, Ásia, África e América), o museu deve a sua criação ao então presidente francês Jacques Chirac (por isso a adição de seu nome ao do museu), grande apreciador da arte asiática e pré-colombiana.

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A entrada do Quai Branly

O Quai Branly fica às margens do rio Sena, bem perto da Torre Eiffel, e foi projetado pelo starchitect francês Jean Nouvel, o mesmo da Fundação Cartier, do Instituto do Mundo Árabe e da Philharmonie de Paris.

O Museu do Quai Branly e sua vizinha, a Torre Eiffel

O Museu do Quai Branly e sua vizinha, a Torre Eiffel

O JARDIM

Antes mesmo de entrarmos no prédio do museu já somos impactados pelo seu luxuriante jardim. Concebido pelo paisagista Gilles Clément, que o chama de jardim-savana, ele foge completamente do conceito dos jardins franceses tradicionais e cartesianos. Aqui a natureza está solta e indomada, permeada por pequenos caminhos que levam a cantinhos de relaxamento e descanso escondidos entre a alta vegetação.

Os jardins indomados

Os jardins indomados

Cantinho aprazível para descanso

Cantinho aprazível para descanso

Outra premissa de Gilles foi criar um jardim com plantas bem adaptadas ao clima parisiense que não necessitassem de cuidados e manutenção onerosos ou de pesticidas. Mesmo as “ervas daninhas” e “matos”, que geralmente são vistos como invasores nos jardins comuns, aqui são bem vindos. Sempre que visito o museu e sua pequena selva me recordo dos muitos jardins abandonados e invadidos pelo mato que via na vizinhança onde cresci em Belo Horizonte.

Natureza luxuriante

Natureza luxuriante

O MUSEU

A concepção dos espaços de exibição do museu é bem interessante. Ao invés de alas divididas em salas, tratasse de um grande espaço aberto, único e fluido – entremeado por expositores de vidro – com um percurso “circular” que atravessa os quatro continentes (cada um é marcado por uma cor de piso diferente): começamos pela Oceania, em seguida passamos pela Ásia e pela África e terminamos o circuito na América. No final chegamos ao ponto de partida da visita.

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O início do percurso, chão vermelho

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O final do percurso, chão azul, se une ao começo, chão vermelho

Correndo no meio desse grande espaço, há uma circulação (cor bege) chamada “rivière”, rio em português, que une e integra o conjunto.

Essa solução fluida – em que não há uma separação física bem marcada entre cada continente – e algumas das obras expostas – que, mesmo sendo de continentes diferentes, têm características em comum – me fizeram pensar nos movimentos migratórios em épocas remotas: será que os incas, astecas e maias vieram da Polinésia?

O rio-circulação

O rio-circulação que corre através do espaço de exposição

O acervo do museu é gigantesco (os itens expostos são mudados 4 vezes por ano) e varia desde pequenos objetos – como joias – até obras monumentais – como os totens haitianos. A maioria dessas peças não foi criada como obra de arte e sim para servir à funções práticas e prosaicas do dia a dia – como a caça – ou à funções transcendentais – como os cultos religiosos.

O Quai Branly é ideal para quem gosta de antropologia e arqueologia e para quem curte o departamento egípcio do Louvre.

Peças do acervo do museu

Peças do acervo do museu (Oceania)

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Peças do acervo do museu (África)

Além desse espaço principal onde fica exposta a coleção permanente do museu, há também dois mezaninos – um em cada extremidade do prédio – onde acontecem exposições temporárias com a mesma temática. Clique aqui e veja a programação.

O RESTAURANTE

Uma outra super atração do Quai Branly é o restaurante Les Ombres (sobre o qual já falamos bastante, clique aqui) que fica no topo do prédio. De lá temos uma vista privilegiadíssima da Torre Eiffel. Infelizmente a bateria da câmera acabou antes da visita ao restaurante. O Les Ombres possui uma entrada independente que fica bem à esquerda do vasto muro de vidro do museu. Clique aqui para acessar o site do restaurante.

COMO CHEGAR

A maneira mais interessante de chegar ao museu é pegar o metrô linha 9 e descer na estação Alma-Marceau. Visite a “Chama da Liberdade”, réplica da chama da Estátua da Liberdade e atual ponto de homenagem à Princesa Diana; tire uma foto da Torre Eiffel a partir da Pont d’Alma e a atravesse em direção ao lado esquerdo do rio Sena, onde fica o Quai Branly.

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Foto tirada da Pont d’Alma

Museu do Quai Branly – Jacques Chirac: 37 Quai Branly, 75007. Aberto terças, quartas e domingos de 11:00 as 19:00 e quintas, sextas e sábados de 11:00 as 21:00. Fechado às segundas. Tarifa: 9€ (coleção permanente e exposições temporárias nos mezaninos).

Clique aqui para comprar seu ingresso antecipado para o museu.


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