Os brechós são amados por uns e odiados por outros. Algumas pessoas arrepiam ao ouvir a simples menção da palavra ‘vintage’ enquanto outras baseiam todo o seu guarda-roupa nesse estilo.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra, uma pecinha antiga é sempre bem-vinda para dar um toque diferente, divertido ou mesmo sofisticado ao nosso guarda-roupa.

Em Paris a cultura do brechó é fortíssima. Turistas e profissionais do mundo da moda vêm até aqui em busca de roupas antigas que possam servir de inspiração. Os nativos também adoram esses locais pois podem encontrar peças diferentes, que fogem do que está sendo vendido nas lojas e do que todos estão usando.

Costumamos dividir os brechós em 3 categorias básicas. Classificação particular que nos ajuda a entender, explicar e indicar brechós a quem nos pede indicações:

1) Brechós trash

São aqueles onde não existe muita (ou mesmo nenhuma) seleção prévia do que será posto à venda. Geralmente as roupas ficam amontoadas ou dependuradas em araras abarrotadas, sendo separadas apenas por tipo: camisas, saias, vestidos, calças… O espaço é apertado e há sacos cheios de roupa pelos cantos. Ideal para quem gosta de exercitar a arte de garimpar peças boas no meio de muita coisa ruim. Os preços são baixos, geralmente entre 3 e 15 euros.

Free’p’Star: 52 rue de la Verrerie, 75004 e 61 rue de la Verrerie, 75004

2) Brechós arrumadinhos

São aqueles que fazem uma seleção prévia do que será vendido, descartando o que é muito velho ou muito feio ou muito sem qualidade. O espírito ‘abarrotado’ continua existindo assim como a aventura e a alegria de se encontrar algo realmente incrível no mar de roupas. Os preços são bons mas algumas vezes nos questionamos se vale a pena pagar 25€ por aquela camiseta podrinha…

Kiliwatch: 64 rue Tiquetonne, 75002

Episode: 12-16 rue Tiquetonne, 75002

Kilo Shop: 69-71 rue de la Verrerie, 75004

3) Brechós chiques

Também conhecidos como “vintage shops”, vendem peças antigas de designers e marcas famosas, peças realmente vintage no sentido estrito da palavra. Algumas vezes funcionam como lojas de consignação onde as pessoas deixam suas roupas das estações passadas para serem vendidas. Os preços são altos mas, levando-se em conta o valor original das peças, vale a pena. Em um desses locais uma amiga comprou uma saia Prada da famosa coleção das rendas por 300€ e uma outra comprou um blazer Givenchy da era Alexander McQueen por 250€. Verdadeiras pechinchas se pensarmos nos preços originais…

Thanx God I’m a V.I.P.: 12 rue de Lancry, 75010

Óbvio que existem brechós que fogem dessa minha classificação e transitam entre as categorias: locais arrumados e organizados que vendem roupas usadas baratíssimas e locais que vendem roupas usadas comuns por preços altíssimos. Mas acho que a graça e a utilidade dos brechós mora nesses dois extremos: garimpar e achar uma peça legal por um preço muito baixo ou uma peça de designer que, mesmo cara, custa uma fração do preço original.


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