A Maratona de Paris começa na Champs Elysées, o que torna a corrida ainda mais charmosa. Fiz os 10 primeiros kms em pouco mais de 1 hora e até o 28 km não sentia as minhas pernas. A sensação que tive era que estavam anestesiadas.


A cada 5 km, além da hidratação, eram distribuídas bananas, laranjas, açúcar e outras opções para nenhum corredor botar defeito. Sorte a minha que me esqueci de levar o gel do Brasil e não quis arriscar provar outra marca no dia da maratona. Aliás, esse é um bom lembrete para os corredores viajantes!


Me senti bem até o 32 km, quando meus joelhos começaram a doer um pouco. Pensei em parar por ali por já estar satisfeita com o longão. Mas como considero as provas como 60% treino e 40% psicológico, resolvi caminhar um pouco e seguir em frente. Meu namorado me encontrou na Torre Eiffel com um delicioso crepe de Nutella, o que meu deu ainda mais gás para continuar. Como fiz uma meia maratona na semana anterior, resolvi não puxar o pace e fui no trote até o 38 km.


Mas a torcida nas ruas e a energia da corrida me contagiaram e foi impossível deixar de completar a maratona faltando tão pouco! Andei por quase 300m e voltei a trotar até que a dor melhorasse e fechei a minha primeira maratona em 5h41min com aquela sensação maravilhosa  de dever cumprido.


O percurso da Maratona de Paris é lindo e a animação é contagiante. Encontrei vários brasileiros pelo caminho, o que também me ajudou bastante. Não pude conter as lágrimas na chegada. Pode soar piegas, mas não consigo encontrar outra forma para descrever a sensação de superação que senti ao cruzar a linha de chegada: EMOCIONANTE!


“We are different, in essence, from other men. If you want to win something, run 100 meters. If you want to experience something, run a marathon.” – Emil Zatopek

Luiza Reis

Observação: Luiza Reis além de correr maratonas é fotógrafa. E excelente. Vejam rapidinho o site dela para saberem onde  trabalha e o que faz. A moça é surpreendente. Cliquem aqui.

Cliquem aqui para o site da Marathon de Paris.