Bistrôs parisienses: saiba selecionar


Resumo aqui um artigo publicado no jornal Le Monde e assinado por Jean-Claude Ribaut.
O artigo é interessante e complementa informações sobre as transformações – alguns chamam de decadência -  por que passam os restaurantes franceses. Alguns restaurantes passaram a trabalhar com  produtos congelados e conservas.  A estratégia possibilita reduzir o preço do almoço de todos aqueles que trabalham em Paris e  moram na periferia de Paris. Com a explosão do preço dos imóveis, a classe média foi expulsa do centro da cidade. Outros restaurantes trabalham somente produtos frescos, preparados por chef e neste caso o preço não é o mesmo.
Com todas os meios de informação à disposição dos turistas , é muito fácil, hoje, saber escolher. Leia o artigo abaixo.
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No final de dezembro o Senado francês deve votar uma lei que aumenta a informação aos consumidores. Este projeto de lei prevê as seguintes menções nos cardápios dos restaurantes:
.  produit frais  -  produto fresco
. produit surgelé – produto congelado
. conserve – conserva
. fait maison – feito no restaurante
A luta será feia pois o lobby da indústria agroalimentar é forte.
Enquanto esperamos esta lei eis aqui alguns restaurantes parisienses de confiança onde os pratos são preparados no restaurante:
- Christophe – 8 rue Descartes 75005
- L’Insoumis – 22 rue des Capucines 75001
- La Galère des Rois 8 rue Cavallotti 75018
- Le Coude-à-Coude 46 rue Saint Honoré 75001
- Gorille Blanc 4 impasse Guéménée 75004
- Chez Plume 6 rue des Martyrs 75009

Leia o artigo do Le Monde aqui.



Dia dos namorados: declare seu amor publicamente


Dia 14 de fevereiro é a Saint Valentin, dia dos namorados.

A Prefeitura de Paris coloca à disposição, para sua declaração de amor,  os paineis luminosos da cidade.

Corra, não perca essa oportunidade de declarar sua paixão em francês.

Como funciona: você envia até o dia 8 de fevereiro a sua declaração de 160 caracteres. Um juri escolhe as mais bonitas que serão exibidas, dia 14 de fevereiro,  nos 170 painéis espalhados por Paris.

Entre aqui no site da Prefeitura, escreva sua declaração de amor, deixe seu email, diga que concorda com os termos do concurso e pronto.



Pink Martini


Por Penélope

A excelente banda norte-americana Pink Martini nasceu em 1997 no Oregon, Estados Unidos e tem uma proposta muito interessante. O grupo se descreve com arqueólogos da música, e o site deles cita influências que passam pelos musicais da era de ouro de Hollywood, a música japonesa da década de 50 e a bossa nova. A banda faz em seus discos um apanhado das melhores músicas do mundo, cantando sempre em mais de uma língua. Os seus 7 álbuns lançados (sendo um deles uma retrospectiva), a banda já lançou canções em várias línguas, entre elas russo, espanhol, japonês, italiano e francês.

Em 1997, o Pink Martini lançou a canção que até hoje é a mais famosa da sua história. Sympathique (que apareceu no álbum debut da banda) tem um som tão nostálgico que muita gente no Youtube e em outros sites na internet confundia e dava a cantora e dava o crédito a Édith Piaf.

Imagem de Amostra do You Tube

A banda já interpretou também Syracuse, sucesso que foi gravado por gente como Jean Sablon e Henri Salvador.

Imagem de Amostra do You Tube

E várias outras em francês:

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

Uma dica: tem uma versão em japonês de Mais que nada disponível para download gratuito no site deles. Vai lá: http://pinkmartini.com.



Oferta: jantar no 58 da Torre Eiffel+traslado


O Conect Paris, empresa de traslado e passeios indicada pelo Conexão Paris, está oferecendo aos leitores do blog:

. jantar no restaurante 58 da torre Eiffel com entrada+prato principal+sobremesa+bebida

. visita da torre até o segundo andar

. traslado ida e volta com carro e chofer

. para duas pessoas, 320 euros.

Para maiores informações entre em contato com a empresa pelo email: conectparis@gmail.com



Telma France Tour


TELMA FRANCE TOUR é uma empresa especializada em serviços de traslado e City Tour em Paris e arredores. Ela possui pacotes personalizados de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa atende individuais, casais, grupos ou família.
O compromisso é com a pontualidade e a segurança dos clientes durante toda a sua estadia em Paris.
Carros climatizados, água e chocolate servidos a bordo.

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Quem é Telma: formada em Letras pela PUC (São Paulo) ela foi administradora de uma empresa de cursos personalizados de idiomas, direcionada a grandes empresários de Salvador.
Telma é casada com Leví Pereira, baixista e vocalista, músico que tocou muito tempo no trio elétrico de Dodô e Osmar e foi fundador, junto com Durval Lelis, da Banda Asa de Águia onde permaneceu por 25 anos. Hoje eles estão instalados em Paris e Telma criou esta empresa de traslados e passeios.

Este é o email de contato da Telma: telmatours2012@gmail.com

Tarifas:

AEROPORTO/HOTEL: até 4 pessoas: 90 euros
PARIS/GIVERNY: até 4 pessoas: 330 euros
PARIS/VERSAILLES: até 4 pessoas: 240 euros
PARIS/EURODISNEY: até 4 pessoas: 230 euros
PARIS/VALE DO LOIRE: até 4 pessoas: 640 euros
CITY TOUR 4 HORAS : até 4 pessoas : 290 euros
CARRO À DISPOSIÇÃO : até 4 pessoas: 60 euros (por hora)
ESTAÇÃO/HOTEL: até 4 pessoas: 80 EUROS
PARIS/MONT SAINT MICHEL: 750 euros
PARIS/BRUGES: 700 EUROS



DIDOMM – show room (calças Diesel)


Por Rodrigo Lavalle

Dido Silva, mineiro radicado em Paris, abriu recentemente seu pequenino showroom multimarcas, o DIDO MM, no coração do Alto Marais. Dido representa estilistas e designers brasileiros e franceses, entre eles: Wanduir Gomes (moda feminina), Dido (moda feminina e masculina), Geova (moda feminina e masculina), André Camacho (moda masculina), Farimkem (moda masculina), Diesel (jeans), Accent Grave (bijoux e acessórios).


O destaque do showroom vai para o trabalho do estilista Wanduir Gomes, cuja experiência profissional inclui passagens pelas maisons Infinitif e Hermès. Suas peças têm modelagem e tecidos clássicos do guarda-roupa feminino mas com um lado jovem e irreverente (como a camisa ultra chique e elegante em musselina preta com estampa de coluna vertebral ao longo das costas).
Apesar de atender somente lojistas, Dido abriu uma exceção para os leitores do Conexão Paris que poderão comprar os jeans da marca italiana Diesel diretamente no seu showroom, com hora marcada. Os preços variam de 80 à 100 euros.

DIDO MM – showroom multimarcas
17 rue de Poitou
75003 Paris
celular: +33 6 67 75 98 48
fixo: +33 9 82 48 57 64



Cenas da vida parisiense?


Fotos de parisienses felizes passeando pela cidade?

Cenas da vida corriqueira dos habitantes de Paris?

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Antes do trabalho, uma volta rapidinha  com o cachorro.

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No fim de semana, roda gigante e algodão doce com as crianças.

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Durante a semana, trajeto casa/escritório ecologicamente correto.

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Brindes e momentos felizes nas pontes de Paris.

Fotos de Fabiana Maruno dos felizes leitores de férias em Paris.

Conheça a excelente proposta da Fabiana, fotógrafa da nossa confiança. Clique aqui.

Leitores pediram à Fabiana a trilha sonora para as fotos. Cliquem aqui.



A fonte em que Obama bebeu


Por Evandro Barreto  do Comensais.

Os quinze minutos de glória universal de “La Fontaine de Mars” duraram um pouco mais: o tempo necessário para o casal Michelle &  Barak  beber bem e comer melhor, num dos endereços gastronômicos mais acolhedores de Paris: 129, rua Saint Dominique – 7ème, nas proximidades da  Tour Eiffel, mas prudentemente à margem do fluxo de visitantes. Chegando ou saindo, conforme o seu trajeto, você vê a estrutura metálica de diferentes ângulos, o que confere um charme adicional à localização, sobretudo à noite.
Depois da tempestade de mídia, a casa voltou serenamente ao uso e gozo dos iniciados, como vem acontecendo desde 1908. Nesses mais de 100 anos, outros bistrots, restaurantes e brasseries, bem como lojas elegantes, instalaram-se na rue Saint Dominique e arredores, atraindo um    novo tipo de clientes e de moradores. Hoje, e sem fazer alarde, aquela área talvez seja uma das mais sofisticadas da cidade.
É aconselhável fazer reserva, mas não vá com a certeza de que a mesa estará à sua espera pontualmente no horário combinado. “La Fontaine de Mars” não favorece a pressa. Em compensação, tem mesas do lado de fora, onde você pode aguardar, quando o clima ajuda, e até fumar em paz seu cigarrinho. Em caso de frio ou chuva, passe para o lado dentro e sinta-se imediatamente aquecido, também no espírito. A iluminação é provida exclusivamente por lâmpadas incandescentes, sem aqueles tubos de luz branca e gelada que nivelam templos do paladar a agências bancárias.
Peça o aperitivo no balcão e divirta-se observando a fauna local, que está sempre debatendo calorosamente alguma coisa, do futuro do euro ao beaujolais nouveau. No melhor do papo, você será convidado a subir degraus um tanto íngremes e ocupar o seu lugar, dividindo o salão com uma gama interessante de freqüentadores, que pode variar de executivas americanas da indústria de cosméticos a economistas franceses vergados ao peso de tantos títulos acadêmicos.
Ignoro o que  Obama degustou entre as especialidades do chefe, mas Betty la Blonde decidiu-se por um escalope de foie gras com lentilhas e eu, contra todo bom-senso numa refeição noturna, comandei um cassoulet. Ambos os pedidos justificaram o prestígio do estabelecimento, pela perfeição do preparo, pela cortesia do serviço, pelas opções de adega (escolhemos um Pouilly Fuissé). Na seqüência, um belíssimo camembert. La  Blonde encerrou os trabalhos com a sobremesa que é o orgulho da casa – a île flottante. Como achei prudente não provocar o cassoulet, pulei esse pedaço e ative-me ao café. Chapeau!
Em paralelo à gastronomia propriamente dita, algo não previsto nos chamou a atenção: o tamanho dos guardanapos quadriculados em vermelho  e branco, quase um latifúndio.Pelas proporções, eles estão para seus congêneres comuns como o “carré” do Hermes está para os foulards  femininos convencionais. Ao perceber nosso fascínio, o mâitre antecipou-se a eventuais impulsos cleptômanos e nos ofereceu um par de exemplares.
Dias depois, ao acomodarmos o presente na bagagem de volta, dei valor redobrado à precisão geométrica de uma definição da minha avó, sapiente gaúcha da fronteira: “Adolescência é aquela fase em que se é pequeno pra toalha e grande pra guardanapo”. //////



Manias culinárias parisienses


Em 2011 eles estavam em todos os cardápios dos bons restaurantes parisienses. De esquecidos, exóticos ou desaparecidos, de repente estes legumes se tornaram chics.  Reflexo, talvez, das preocupações em torno da biodiversidade, passamos a degustar beterrabas zebradas, tomates pretos da Criméia, beringelas brancas e rabanetes estriados. Não provei todos ainda, mas posso assegurar que o tomate preto é divinamente doce.

Para acompanhar estes legumes, outra mania recente parisiense ( internacional?) a burrata.

Sempre deliciosa se fresquinha, assim degustada com legumes, presunto de boa qualidade e um traço de azeite.

Foto LuciaC

E esta é a proteina politicamente correta do momento. A humilde sardinha. Ela está isenta de mercúrio, não está ameaçada de extinção e é cheia de omega 3. Às vezes ela é apresentada na própria latinha, como nesta foto tirada durante delicioso almoço em brasserie hype de Paris, a Thoumieux, dirigida pelo chef Jean-François Piège.



John Malkovitch fala sobre Paris



Para esse grande ator americano Paris é quase uma “prisão de inspirações”. De manhã, a caminho do teatro, ele observa tudo:  a maneira de ser das pessoas nas ruas, suas reações, a arquitetura parisiense…
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Mas ele nunca quis morar em Paris. Viver em Paris tem algo de duro e agressivo. Além do lado, às vezes, desagradável de alguns parisienses, ele acha as pessoas estressadas. Pertinho do Théâtre de L’Atelier tem um pequeno traiteur onde ele almoça todos os dias. Na última vez, ele pediu uma fórmula sanduiche+bebida+cookie para levar para seu assistente. Enquanto aguardava ele esticou o braço para pegar um saquinho de chips que estava em cima da vitrina. A atendente imediatamente gritou: “não encoste em nada”!  Isso nunca teria acontecido em Bonnieux, a pequena cidade da Provence onde ele mora.

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Em Paris, durante anos ele se hospedou no discreto e sofisticado Hotel Raphael e os melhores quartos são o 608 e 0 609 com vista para a torre Eiffel e o 511,  um triplex com varanda e vista de Paris. (Para informações e reservas sobre este hotel clique aqui).

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Mas ele gosta também de alugar apartamentos. Ele alugou uns maravilhosos e outros péssimos. Mas cada vez em bairros interessantes. Uma vez no boulevard Raspail, na época do filme L’Homme au masque de fer. Outra vez na avenida Marx-Dormoy no 18ème. Neste bairro ele se sentiu em Tombouctou! E adorou. Desta vez agora, durante esta peça de teatro, ele alugou uma casa no 75010 e trouxe a família toda.

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Ele gosta de comer e de cozinhar. Em Paris ele frequenta o Dave no Palais Royal,  um bistrô de Montmartre chamado Chez Marcel e o  BéBé no 75009. Restaurantes pequenos, discretos e fora das listas de guias e críticos gastronômicos.
Para “ser social” ele frequenta os endereços obrigatórios: o Hotel Coste ou o Le Georges. Mas ele gosta mesmo é dos endereços tranquilos e de uma boa choucroute. Ele adora a da Brasserie Flo ou a da  Bofinger.

Vejam entrevista completa no jornal Le Figaro.