Vinhedo da Borgonha

Vinhedo da Borgonha

A Unesco acabou de inscrever a Borgonha e a Champanhe na sua lista de Patrimônio Mundial da Humanidade. O organismo internacional reconhece o valor universal único destas duas regiões e de seus vinhos.

Mas não se trata do reconhecimento destas duas áreas na sua totalidade e sim das casas, das caves, dos túneis, e dos “coteaux” (declive da colina ocupado pelo vinhedo) da Champagne e dos “climats” da Bourgogne.

Champanhe Ruinart. Foto Da Cachaça pro Vinho

Champanhe Ruinart. Foto Da Cachaça pro Vinho

Na Champanhe, a Unesco reconhece o valor de um conjunto que começa nos vinhedos, passa pelo sistema de produção do vinho  até a fascinante vida subterrânea da região com seus túneis, caves e as antigas minas hoje dedicadas ao envelhecimento do champanhe.

A compreensão do coteaux é fácil, trata-se do lado da colina ocupado pelo vinhedo. Mas a noção de climats da Bourgogne é mais delicada, nem mesmo os franceses sabem do que se trata.

Os climats da Borgonha são parcelas de terra bem delimitadas e que possuem condições geológicas e climáticas particulares. Um exemplo: uma parcela situada em um declive da colina com orientação norte terá menos sol que outra orientada sul. Cada vinho da borgonha é resultado de um climat específico e cada um deles terá um gosto diferente.

Borgonha, Chambertin

Borgonha, Chambertin

De Dijon até Santenay existem 1.247 climats. Entre eles os famosos Romanée-Conti, Clos de Vougeot, Chambertin, Corton, Montrachet.

A noção de climat começa com a terra, claro. Mas ela não se esgota aí. O termo engloba também os homens que aí trabalham, a maneira como trabalham e toda a tradição cultural da Borgonha.

A Unesco reconhece que os bourguignons criaram um tipo de viticultura que se tornou um modelo universal. E motivo para muito orgulho.

Com este reconhecimento os defensores da Bourgogne esperam preservar as características que marcam a região há mais de 2.000 anos e proteger um equilíbrio frágil ameaçado pela tecnologia e pela globalização.

Sempre que a Unesco inscreve uma região ou uma atividade na sua lista, a consequência imediata é o aumento da atividade turística. As regiões vinicultoras francesas já recebem 8 milhões de visitantes por ano e deverão receber o dobro até 2030.

A Borgonha já é muito conhecida e possui estruturas turísticas sólidas.

Já a Champagne é uma região rica e não precisa do turismo para sobreviver. A procura mundial pelos seus champanhes é tal que o turismo não se encontra no centro das preocupações dos habitantes e responsáveis. Com esta classificação, está em estudo um centro de acolhimento dos turistas para que eles não atrapalhem o funcionamento econômico da área.

Leia também os nosso artigos específicos sobre essas duas regiões:

Como ir de Paris até Dijon, a capital da Borgonha

  • Trem: a viagem tem cerca de 1h40 de duração. Compre sua passagem antecipadamente – clique aqui – para garantir os melhores preços.
  • Carro: a viagem tem duração média de 3h30. Obtenha o orçamento das principais locadoras de carro na França aqui.
  • Ônibus: esta é a opção mais barata, mas também é a mais longa. A viagem tem cerca de 5 horas de duração, mas pode variar dependendo da época e dia da compra da passagem. Preços a partir de 12 euros por pessoa. Consulte valores e faça a compra da passagem pelo site da empresa de ônibus OuiBus.