Meus filhos – Mateus, 11, e Inácio, 9 –  fizeram uma visita guiada ao Museu Orsay com a guia conferencista Zildinha Figueiredo. Não era a primeira vez que visitavam o museu – eu já tinha levado eles lá, tentando introduzi-los ao impressionismo. Devo admitir que essa primeira visita não teve muito sucesso. Eles saíram de lá entediados (sou uma péssima guia, concluí) e eu, decepcionada.

Daí, agora em outubro, a Zildinha os convidou para visitar novamente o museu. Eles, a princípio, não ficaram muito empolgados, mas toparam o passeio. E adoraram! Voltaram cheios de descobertas, entusiasmados, com muitas histórias para contar. Abaixo, Inácio nos conta o que ele aprendeu durante a visita. Deixamos o texto da forma como ele o escreveu, apenas corrigindo erros de ortografia e de digitação.

A gente começou o passeio com a guia ZILDINHA no museu ORSAY, ela já começou falando sobre a história do prédio. O prédio antigamente era uma estação de trem, lá também tinha um hotel só para os nobres que se hospedavam em PARIS. Como a tecnologia estava chegando na engenharia, o teto era todo feito de aço e vidro e a estrutura era feita só de aço. Mas como havia o LOUVRE e vários outros prédios importantes e chiques lá na região, a decoração tinha que combinar com o estilo dos outros prédios. Então eles fizeram uma parede decorada para combinar com os outros prédios.

Vista do museu do Louvre a partir do terraço do Museu d'Orsay

Vista do museu do Louvre a partir do terraço do Museu Orsay

A parte de dentro do museu com teto em vidro

A parte de dentro do museu com teto em vidro

Em seguida ela começou a falar da separação do prédio. Ela explicou que o lado direito são as obras que a academia francesa de arte aceitava. E o lado esquerdo são as obras que a academia francesa de arte não aceitava. As obras que a academia francesa de arte aceitava e gostava eram as obras mitológicas, bíblicas e de eventos históricos. A pele não podia ter nenhum pelo e tinha que ser muito lisa como uma pedra de mármore. Já as obras que a academia francesa de arte não aceitava mostravam a verdade como uma cena do cotidiano e também uma pele com rugas, espinhas etc.

Depois a gente começou a falar sobre os diferentes tipos de pinturas como as pinturas impressionistas. Os artistas impressionistas faziam as pinturas fora do ateliê. Eles pintavam o que eles estavam vendo, por isso eles faziam as pinturas muito rápido por que aquilo que eles estavam vendo não ia ficar lá por muito tempo.

Você pode ver que nessa pintura o artista fez ela muito rápido. Um exemplo são as flores. Você pode ver que as flores são mais um rabisco do que uma coisa detalhada. Uma coisa legal é que neste quadro o MONET pintou as mesmas pessoas duas vezes, porque ele quis mostrar o movimento.

Quadro "Les Coquelicots", de Claude Monet, exposta no Museu d'Orsay

Quadro “Les Coquelicots”, de Claude Monet, exposto no Museu Orsay

Nessa pintura (abaixo) o MONET fez ela várias vezes no dia, na chuva, no sol, no pôr-do-sol. Então você pode ver que ele teve que fazer muito rápido por que as nuvens e o tempo não iam ficar lá por muito tempo.

Rouen

Este é o relato do Inácio. Se você vem a Paris com crianças, recomendo fortemente uma visita guiada com a Zildinha!

Saiba mais sobre as visitas guiadas pela Zildinha ao Museu do Louvre, Versalhes e Museu Orsay.

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PCCConheça o guia Paris com Crianças, escrito por Adélia Lundberg com dicas do Conexão Paris. À venda no site, Minha Viagem a Paris.