Dicas gastronômicas


Para uma sobremesa deliciosa e chic:  compre na loja Petrossian, perlas de chocolate recheadas com vodka. De volta ao Brasil, sirva um sorvete de creme, acompanhado com calda de chocolate quente e as perlas Petrossian.

Petrossian – 18 boulebard de la Tour Maubuourg 75007 Paris. Perles de chocolat – 9 euros 45gr.

Limpe os rabanetes e mergulhe-os no gêlo. Quando eles abrirem, coloque na fenda uma folha de basílico e sirva com o  sal fleur de sel de Guérande. Os franceses servem como entrada ou aperitivo.

Para saberem o que é o sel de Guérrande, cliquem aqui.



Rendas, fitas, passementeries


O pessoal ligado à fabricação de cortinas, estofados e almofadas, a turma da alta costura, o setor da edição, os fabricantes de bijuterias franceses, todos  são clientes de uma discreta loja situada no centro de Paris.

Ela se chama Mokuba e fabrica rendas, fitas, fitas de couro, galões, pingentes e passementeries. Esta loja japonesa está comemorando seus 20 anos no mercado francês.

As vezes entro olhar os artigos arrumados como se fossem livros. Me sinto em uma biblioteca. Não compro nada porque não teria onde e como utilizar. Mas fico horas observando a riqueza dos detalhes, as cores e a perfeição do tratamento. Uma das lojas mais sofisticadas da cidade.

Mokuba – 18 rue Montmartre 75001 Paris



Rue Scribe – em Paris


A rua Scribe sempre esteve perdida entre dois monumentos parisienses, a Ópera Garnier e as famosas Galerias Lafayette. Era uma destas ruas  que percorremos apressados sem mesmo sabermos o nome. Nada de interessante que atirasse o olhar, que nos obrigasse a conferir e anotar a localização.

Foto: Opera Garnier em reformas.

Ela era conhecida como ” aquela rua ao lado da Ópera, ponto de parada do ônibus que liga o aeroporto Charles de Gaulle e Paris”.

Tudo mudou nos últimos anos e a Scribe virou referência e endereço anotado nas agendas dos bem informados.

A mudança começou com a instalação da Uniqlo, a marca japonesa que soube reunir preços baixos, alta tecnologia e design  contemporâneo. A foto acima é da inauguração da loja o ano passado.

Em seguida marcas importantes disputaram espaço nesta rua que possue somente duas quadras e um antigo hotel se transformou em um elegante 5 estrelas.

Com a loja Talents, começo hoje uma reportagem sobre os endereços mais interessantes da Scribe. Talents é uma loja que reune peças escolhidas de artistas franceses.

Lá encontramos jóias, cerâmicas, objetos de decoração, móveis, apliques, móbiles e etc. A seleção é rigorosa e a loja tornou-se uma referência na área do design.

Talents, 1 rue Scribe 75009 Paris.



Um endereço de prestígio, um plateau de queijos, uma taça de vinho branco.


Este artigo foi escrito por LuciaC que lança seu desafio: onde ela degustou queijos e vinhos?

São bem mais de 4h da tarde. Impossível não entrar na Maison.

Ouço os apelos cor de rosa da loja do outro lado da rua, mas não vacilo. Caminho firme. Entro.


No térreo, os “secos & molhados”. O display é dramático.

Chama a atenção uma caixa vermelha quase quadrada com 20 marrons glacês envoltos, um a um, em papel prateado. Sei como um fato que costumam ser melhores que da loja cor de rosa vizinha.

Chás com misturas especiais, chocolates, mostardas, óleos, vinagres, temperos inusitados e ervas diversas.

Vinhos de todas as origens, frutas exóticas, caviar, pérolas de escargots.

Queijos, muitos queijos.

Os produtos da loja  vem da Provence, perto de Nimes e guardam métodos ancestrais e segredos de confecção.

Além da França, a marca está presente em mais de 30 países estrangeiros.

O grupo tem loja até em Singapura, foi-me informado.

As cores vermelho e negro distinguem a Maison.

Qualidade e prestígio a definem.


Subo a escada que leva ao restaurante. O salão está quase vazio, entre as refeições.  Quatro pessoas deixam a mesa onde o almoço foi servido.

Digo ao garçon:  “c’est pour une personne, s’il vous plaît”*.  Com um sorriso sou bem vinda. Escolho a mesa perto da janela e comando uma seleção de queijos no cardápio. Peço vinho branco seco ao invés de tinto e ouço um: “bien sur”.


Para a harmonia do prato, um número impar de bocados de queijo. Na escolha, brinque com as formas, as cores e os sabores.

Espaço suficiente entre as fatias para que a faca passeie sem esbarrar. Decore com folhas, uvas e ervas. Inspire e reconheça na mistura os diferentes aromas. Voilá.


Pela janela entrevejo um templo clássico de estrutura obesa e colunas jônicas. Destinado a ser mais um monumento à gloria do exército napoleônico, mas com a derrota na Rússia foi interrompida a construção.

Mais tarde retomada, guadou seu modelo original e transformou-se em igreja de culto católico. Local preferido para abençoar casamentos BCBG** importantes.

Peço, “l’addtion s’il vous plaît”***.

Com agradecimentos à serveuse, paguei 21 euros.

Em Paris, onde mesmo que eu estive?

* “lugar para uma pessoa, por favor”.

** BCBG é uma expressão usada para as pessoas que pertencem à elite tradicional.

***” a conta, por favor”.



Queijos e vinhos


A leitora Mônica Crestincov Ajauskas visitou a loja de queijos Quatrehomme,  indicada aqui no blog e considerada como uma das melhores de Paris.

Ela descobriu uma outra fromagerie no Quartier Latin. Ela se encontra na frente do metrô Maubert e estrategicamente ao lado de uma boulangerie e de uma cave de vinhos.

Seguindo os passos de Mônica, o programa é o seguinte: você compra  o queijo na fromagerie, passa na cave, o proprietário faz a harmonização e esfria o vinho na hora( se necessário) e em seguida você compra  a baguette na padaria. Degustação en privé no quarto do hotel ou na apartamento alugado.



Eleição do melhor millefeuille de Paris


Moro perto de Opera Garnier e uma vez por semana suba a rue des Martyrs com o tradicional “carrinho de compras” dos franceses.

Esta é uma rua animada, cheia de lojas com produtos de excelente qualidade, alguns cafés simpáticos, bons restaurantes e alguns deles tido como ponto de encontro dos “bem-informados” ( leiam sobre este encontro dos bem informados clicando aqui)

Acabaram de me informar que uma das pâtissières da MINHA padaria da rue des Martyrs, onde compro pão integral, baguettes e  torta de laranja amarga (adoro), ganhou o primeiro lugar no concurso de millefeuilles de Paris. Seu patrão, o dono da padaria, Arnaud Delmontel, já tinha sido eleito o melhor padeiro de Paris em concursos passados.

Só faltam vocês subirem, também, a Martyrs para degustarem esta novidade.

39 rue des Martyrs 75009 Paris.



Como usar celulares na França


Este texto é uma colaboração do leitor Ricardo Cardozo.

Qual a novidade?

Os aparelhos vendidos no Brasil eram bloqueados e só funcionavam com o chip da operadora que vendia o aparelho.

Isto é passado. As operadoras agora, à pedido do usuário, desbloqueiam os aparelhos que passam a funcionar com chip vendido por qualquer operadora.

E daí?

Daí que isto possibilita a quem vai viajar para o exterior, levar seu aparelho e chegando ao país de destino adquirir um chip de uma operadora local e ter um número de telefone local, pré-pago, para falar ou acessar internet conforme as promoções ou pacotes de serviços adquiridos.

Isto funciona na França?

Sim. As principais operadoras da França, a Orange e a SFR (Vodafone) comercializam chips na categoria pré-pagos, sem qualquer tipo de obrigação, somente com a apresentação de um documento de indentidade válido (passaporte).

Onde posso obter mais informações?

http://boutique.orange.fr

www.sfr.fr

Será que vale a pena?

Bem, aí vale a decisão de cada um. Posso falar no meu caso, que uso um iPhone 3GS.  Para mim o ponto principal é o acesso a internet. Na Itália, em 2009, antes de comprar o chip da TIM italiana, só acessava internet nos locais de WIFI grátis. Depois que comprei o chip tudo mudou. O acesso a internet foi massivo com uso intensivo de Google maps para me locomover, além de ligar para reservar restaurante, para saber horários, etc. Ainda tive a sorte de comprar uma promoção que permitia ligar para o Brasil por €0.70 o minuto.

E em Paris?

Para quem usa o iPhone é uma festa. Tem um aplicativo da AppleStore sobre Paris. Um dos melhores é o da RATP que coloca todo o sistema de transporte público de Paris no seu aparelho. Mas só é possível usar com acesso a internet.

E quem não tem iPhone?

A rede das operadoras na França é no mínimo igual ( estou sendo bonzinho com as nossas operadoras) a do Brasil. Se possuir um aparelho compatível (tri-band) e com tecnologia GSM, GSPR, EDGE ou 3G, que também temos no Brasil, a operação será similar a do Brasil. Quem possuir um smartphone, que tenha acesso a internet no Brasil, poderá acessar de forma similar em outros países também.

E as tarifas?

Visitem os seguintes endereços:

Orange: htp://boutique.orange.fr

Sfr: www.sfr.fr



Quais cartões de crédito usar na França


créditos: Matton Images

Este post foi escrito pela leitora Madá.

O meu cartão Visa tem 6 dígitos de senha. Posso usá-lo na França, mas mesmo tendo chip, ele só funciona a base de assinatura.

O que ocorre é que após o vendedor incluir o valor, etc, ele ( o vendedor) fica esperando você digitar a senha. Porem, aparece no visor: Crédito? Se você (o cliente) não apertar a tecla verde, aceitando a opção crédito, pode invalidar a transação, pois aparece crédito em português e o vendedor fica super inseguro.

Após apertar a tecla verde dando ok para crédito, aparece uma opção de língua:  Fr? Mais uma vez você (o cliente) tem que apertar a tecla verde ok.

Você tem que fazer isto rápido, antes de o vendedor achar que há um problema. Em geral eles pensam que você está digitando a senha.

No final, após isto, ele aceita a transação e solicita a sua assinatura.

Nem todas as lojas tem este sistema. No final da certo mas gera um certo stress.

No caso do Matercard com 6 dígitos costuma ser mais simples.

Porém vi que na França, o ideal é cartão de senha com 4 dígitos. Compatível com o sistema francês.

Não consigo, por exemplo, comprar ticket de metrô com cartão de chip e senha de 6 dígitos. Já com o de 4 dígitos, mesmo que seja o Visa, funciona!

Eu acho a maior confusão, por isto prefiro o Amex. Só que o Amex só é aceito em lugares mais caros. Não dá para usar Amex no metrô.

Bom, esta é a minha experiência.

Madá

Atualização: a Gabriela deixou comentário de um assunto já discutido no blog do Ricardo Freire. Aqueles que tem cartão com 6 dígitos devem digitar somente os 4 primeiros. Diz a Gabriela que funciona.



Um segredo: bons restaurantes com descontos de 50%


Meus caros, passo para vocês uma dica que vale ouro. No site  www.lafourchette.com vocês reservam um restaurante e na hora do ” a conta por favor” ( l’adition, s’il vous plaît) vocês obtem um desconto de 50%.

As casas que participam deste site não são restaurantes obscuros em endereços extravagantes. Dei uma olhada na lista e encontrei excelentes chefes.

Como o site funciona? Vocês escolhem um restaurante por cidade, bairro ou especialidade. Uma lista de sugestões aparece. Vocês clicam nos nomes para maiores detalhes. Em seguida vocês clicam em reserver. Escolhem dia, número de pessoas e hora. Em seguida o site verifica a disponibilidade. Última etapa, vocês deixam nome e endereço para receberem email ou SMS de confirmação.

Todos os restaurantes não oferecem 40% ou 50% ao mesmo tempo. À direita da página principal vocês verão a lista das promoções. Hoje, neste espaço, encontrei 108 restaurantes parisienses propondo estes descontos. Entre eles o 16 Haussmann, Michel Rostang, Le First.



Qualidades e defeitos dos bairros de Paris. Onde hospedar?


Foto: Sérgio T. Gonçalves

Transformo em artigo um comentário do Eymard , uma resposta dada à um jovem casal, sobre onde se hospedar em Paris. Grande conhecedor da capital, Eymard fez um resumo desta dúvida atroz: qual o melhor bairro parisiense?

Não há um lugar melhor para ficar em Paris. Há lugares e interesses.
Pesquise. Pesquise muito. Viaje antes da viagem.
Há os que gostam da região do Etoile – região elegante, próxima do Arco do Triunfo e da avenida Champs Elysées. Há os que gostam do Marais, região movimentada, cheia de pequenos ateliês, bistros, gente jovem nas ruas. Ou da Bastille, que anda revigorada, área muito jovem e animada com o seu boulevard Beaumarchais se transformando em enconto dos descolados. Há os que ficam entre a Madeleine e Opera, um dos centros da gastronomia chic de Paris.  Ha os apaixonados pela margem esquerda e a famosa Saint Germain,  região cheia de bistrôs, restos, charme das antigas. Há os que preferem o Quartier Latin por causa da proximidade do Jardim de Luxemburgo ou da Sorbone.  E ainda há os bairros mais afastados: Montparnasse, bairro tradicional com bons restaurantes e  Montmartre, a região da boemia, dos cabarés e sex-shops.
Eu acho (como já vi a Lina também falar aqui) que a região da Torre Eiffel e a de Montparnasse,  para um casal jovem, são paradas!
Portanto, se a preferência for a margem esquerda do Sena, eu apostaria em algum lugar entre Saint Germain e Quartier Latin.  Se a preferência recair sobre a margem direita, eu apostaria no Marais, na Bastille, na Madeleine/Opera ou Etoile.

Andem muito em Paris, mas não se esqueçam de escolher um hotel que tenha metrô por perto. Sempre ajuda em momentos de chuva e cansaço total após as longas caminhadas turísticas.