As passagens cobertas são galerias escavadas no interior dos edifícios e serviam de abrigo, à uma clientela rica, contra o frio, a chuva, o barulho e respingos das carruagens. Do ponto de vista do urbanismo, elas simbolizaram a conquista da cidade pelos burgueses.
Iluminadas por uma cobertura de placas de vidro e aquecidas, representaram um marco de modernidade. Elas cortavam caminho de um lado a outro e eram ocupadas por lojas, restaurantes, artesãos.
As galerias ou passagens cobertas de Paris são protegidas pelo patrimônio histórico. Entre 1814 e 1830 existiram 150 passagens e nos restam somente 16.
Elas desapareceram durante a reforma de Paris dirigida pelo Barão Haussmann ou faliram diante da concorrência das lojas de departamento.
A maioria delas hoje se encontra no lado direito do rio Sena, no interior dos limites de Paris antes de 1860. Elas estão perto da região denominada Grands Boulevards ou seja, boulevard des Italiens, boulevard Montmartre.
Algumas passagens foram inspiradas nos souks orientais como a Passagem des Panoramas e a Passagem du Caire, construídas entre 1789 e 1805.
As construídas entre 1820-1839 são mais luxuosas, como as belas Véro-Dodat, Vivienne e Colbert.
A terceira geração, as construídas após 1840, são mais altas, com estruturas metalicas aparentes mas menos luxuosas, como a Passagem Jouffroy.
As poucas que restam ainda possuem restaurantes (alguns excelentes), lojas interessantes, livrarias e os parisienses continuam se servindo dessas passagens para cortar caminho de um bairro à outro, flanar, fazer compras e ver o tempo passar nas mesas dos restaurantes e salões de chá.












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