Beyoncé e Jay-Z ocupam o Louvre para um vídeo fabuloso.

Sem dúvida alguma, o que me impressionou foi a beleza do Louvre. Para mim o museu é a real âncora temática do último clip dos Carters, Beyoncé e Jay-z. Não é a primeira vez que o casal é filmado no Louvre. Em 2014 eles tiveram a regalia de uma visita privada e Beyoncé publicou seus selfies.

Pritn scren do clip “Apeshit”: Galerie Apollon do Louvre

O retorno do casal ao Louvre para o single “Apeshit” é, no mínimo, triunfal. Não que seja muito difícil filmar ou privatizar o Louvre. De acordo com o New York Times, cerca de 500 filmagens ocorrem no museu todos os anos. Os filmes representam um marketing importante para o Louvre e o valor da privatização não é caro, em torno de 15.000 euros por dia. A comparação do NYT é divertida: este valor é inferior à diária de alguns hotéis estrelados em Paris.

Print scren do clip “Apeshit”: Beyoncé e Jay-Z diante da Victoire de Samothrace

Os dois americanos desembarcaram em Paris, tomaram posse do Louvre e seguiram o roteiro clássico das principais obras do museu. Da pirâmide de I. M. Pei até a galeria dedicada ao Egito, eles mostraram a escadaria Daru e a Vitória Alada de Samotrácia, Monalisa de Leonardo Da Vinci, Coroação de Napoleão e Madame Récamier de Jacques-Louis David, Balsa da Méduse de Géricault e a Vênus de Milo. Os artistas não se esqueceram de mostrar a deslumbrande decoração do museu. No início do clipe podemos admirar a pintura do teto da Galeria Apollo construída por Louis XIV. A câmara amplia as pinturas do teto, realizadas pelo pintor francês Charles Le Brun.

Print Scren clip “Apeshit”. Coreografia diante do Sacre de Napoleon

O vídeo toca na questão racial. No interior do museu, representativo da tradição elitista, o vídeo abre espaço para a diferença racial mostrando cenas de contrastes ou close-ups que isolam figuras negras da coleção francesa e italiana do Louvre.

Print Scren clip “Apeshit”. Madame de Récamier

O aspecto principal deste clipe é que o casal de artistas deixa a arte falar, resume o NYT. O que mais atrai neste vídeo são as obras, os detalhes das pinturas mostrados em grandes cortes da câmara. Todo o explendor da Ala Denon do Louvre foi perfeitamente captado e revelado.

Beyoncé

Clap final!

Os dois artistas exibem o Louvre como um símbolo de status supremo e, se no começo eles se colocam em frente à Monalisa, como também objetos de admiração pública, no final, viram de costas para o público e se tornam simples admiradores da arte.

Ficha técnica: diretor Ricky Saiz; coreografia do belga Sidi Larbi Cherkaoui.


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No site Minha Viagem Paris você encontra o guia O Essencial do Museu do Louvre que traz um roteiro de cerca de 3 horas passando por 18 obras obrigatórias do museu. Outra opção é a visita guiada com guia brasileira que começa nas ruínas do Louvre Medieval e termina no apartamento de Napoleão III, já no século XIX.