Conexão Paris e Air France apresentam: o Museu Orsay. Mais um infográfico da série em comemoração aos 10 anos do Conexão Paris.

O Museu Orsay, em Paris, pode ser considerado o templo do movimento Impressionista na França. Apesar de acolher obras de vários movimentos artísticos, realizadas de 1848 a 1916, as grandes estrelas do Orsay são as obras impressionistas.

O Impressionismo

Criado no verão de 1869, o Impressionismo foi um movimento de negação das regras do bom gosto e do que poderia ser considerado arte segundo a Academia Real de Pintura e Escultura da França. Os quadros pintados pelos impressionistas eram de pequeno formato, com pinceladas visíveis, temas banais do dia a dia e um aspecto final que mais parecia um esboço do que um quadro finalizado. Além disso eles pintavam ao ar livre e não fechados em seus ateliês.

As primeiras exposições impressionistas foram execradas pelo público e pela crítica mas, já no final do movimento, em meados dos anos 1880, alguns de seus artistas (Renoir, Monet, Pissarro) já eram famosos e reconhecidos e suas obras super cobiçadas. Hoje em dia o Impressionismo é um dos movimentos artísticos que mais agrada ao público (principalmente brasileiros e estadunidenses) e suas obras valem fortunas.

museu orsay

O Museu Orsay, em Paris. Clique aqui para ver o infográfico ampliado.

O Museu Orsay

A galeria dos impressionistas no Museu Orsay ocupa todo o 5° andar do prédio. Lá você verá obras-primas da história da arte mundial como o ‘Almoço sobre a relva’ de Manet; o ‘Baile do Moulin de la Gallette’, de Renoir; a série da catedral de Rouen, de Monet; entre centenas de outras. Se você tem pouco tempo, vá direto para essa sala.

Mas o ideal é fazer todo o percurso cronológico, de maneira a entender e visualizar a passagem da arte acadêmica para a arte moderna até chegar ao movimento Impressionista. No Orsay, tudo está exposto de forma didática, além disso, o museu é relativamente pequeno.

À direta, no grande hall principal, encontram-se as obras acadêmicas. Aquelas que seguiam à risca as regras da Academia Real citada acima: telas de grande porte, temas da mitologia Grega, o nu idealizado, olhares contemplativos, a pele lisa e perfeita, pinceladas “invisíveis”. O belíssimo quadro de Ingres ‘La Source’ representa essa erudição ligada à antiguidade.

Já do lado esquerdo do museu, encontram-se as obras que começavam a fugir do rigor acadêmico e não agradavam nem ao grande público nem à crítica especializada. Nas telas eram retratados assuntos comuns, como a realidade do campo ou as dançarinas e prostitutas dos cabarés parisienses.

Todo essa evolução conceitual e ruptura com o passado culmina no 5° andar do museu, na galeria dos impressionistas.

Arquitetura

Apesar de conter tantas preciosidades da história da arte, o museu Orsay é, em si mesmo, uma preciosidade. Na origem, o prédio abrigava uma estação de trem e um hotel. Sua arquitetura, rebuscada e barroca, reflete a riqueza e opulência da virada do século 19 para o 20.

Subam até o terraço de observação que fica no fundo do hall principal e apreciem os detalhes da estrutura metálica do teto e o grande relógio dourado. Passem pelo restaurante do museu (onde funcionava a sala de refeições do antigo hotel), um salão à la Versailles, e pelo antigo salão de bailes onde, ainda hoje, o museu promove bailes de época (leia aqui).

Nosso orgulho nacional é o Café Campana, projetado pela dupla de designers brasileiros irmão Campana. O resultado final agradou tanto aos diretores do museu que o café acabou sendo renomeado em homenagem aos seus criadores.

Café Campana (© Musée d’Orsay / Sophie Boegly)

Ingressos e visita guiada

Para evitar filas compre com antecedência seu ingresso para o Museu Orsay, há uma entrada prioritária para quem já tem o ingresso (clique aqui).

Se você quiser fazer uma visita guiada ao Orsay com a guia-conferencista brasileira Zilda Figueiredo clique aqui para mais informações.

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Este infográfico foi produzido pelo Conexão Paris em parceria com a Air France