A França é admirada e conhecida pelas suas instituições políticas, suas estruturas democráticas e a separação entre Poder e Igreja. A França é admirada e conhecida pela sua cultura, pela beleza do seu patrimônio arquitetural e pela riqueza dos seus museus. A França, hoje, tão admirada, é o resultado de séculos de lutas e acordos que colaboraram na construção de uma sociedade mais igualitária, onde a liberdade de expressão é um item sagrado.

A Liberdade guiando o povo, de Eugène Delacroix

Séculos atrás, a expressão artística era confundida com propaganda real. A realeza e suas instituições decidiam a pertinência dos temas a serem pintados, criavam a lista dos pintores oficiais e as estruturas onde as obras podiam ser expostas. Séculos atrás o poder tinha o direito de decidir o que é arte e o que não é arte.

Aos poucos os próprios artistas foram se liberando desta estrutura rígida, passaram a desenhar e pintar o que desejavam e como desejavam. Foram aos poucos se liberando de todas as imposições, criaram novos estilos – impressionismo, cubismo – novos eventos e novas galerias de arte marginais.

Esta evolução foi o resultado de lutas, de discussões na mídia, de confrontos de ideias e de pontos de vista estéticos diversos.

A história de um quadro ilustra o descrito acima.

A Origem do Mundo

Muitos devem conhecer a saga de uma obra tão escandalosa que ela foi revelada ao público cento e vinte e cinco anos após sua realização.

A Origem do Mundo, o sexo de uma mulher em primeiro plano, cochas separadas, corpo sem rosto. Um quadro que celebra a beleza e o poder feminino, pintado em 1866 pelo já famoso Gustave Courbet, à pedidos do diplomata egício Khalil-Bey.

Origem do Mundo

A Origem do Mundo, de Gustave Courbet

Uma vez a obra pronta, o proprietário a pendura no seu banheiro, coberta por uma cortina verde. Três anos mais tarde, Khalil-Bey, arruinado no jogo, vende seus quadros e volta para o Egito com a Origem do Mundo nas suas malas. A obra não pode ser conhecida. Ele se torna ministro e retorna em Paris… com seu quadro. Desta vez, nada de cortina, mas uma moldura especial que apresenta, de um lado, uma pintura de paisagem e, do outro, a obra de Courbet. O quadro foi vendido clandestinamente inúmeras vezes. Em 1955, a obra sulfurosa foi comprada pelo psicanalista Jacques Lacan, que o esconde também atrás de um desenho. Com a morte da viúva de Lacan, em 1993, a Origem do Mundo entra definitivamente para as coleções públicas do Estado francês.

E em 1995 o quadro mais secreto do século 19 foi, enfim, suspenso nas paredes do Museu Orsay em Paris. Sem cortina.

Ele faz parte da história da pintura moderna e está exposto para todos aqueles que o desejam conhecer. Para estes, ele provoca admiração. Às vezes a obra provoca um incômodo. E as pessoas que se sentem incomodadas possuem todo o direito de ignorá-la.


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