No novo episódio da nossa série “Personagens de Paris” conheça a barista Elodie, uma verdadeira sommelière do café.

Demorou um pouco para a “cultura do café”, ou seja, o café como um produto excepcional com toda sua rede de baristas, connaisseurs, sommeliers e aficionados, invadir Paris da mesma maneira que invadiu Nova York, Los Angeles e Berlim. O que é um pouco chocante, visto que a França possui essa abordagem metodológica, artesanal e especializada – quase obsessiva – em relação ao vinho, ao queijo, à alta costura e a tantos outros produtos.

Até então o café em Paris era um expresso rápido no balcão antes de ir trabalhar ou depois do almoço. Ou aquele alongé na varanda de algum bar/brasserie que serve só como desculpa para passarmos horas sentados olhando a vida passar. Nada mais parisiense que isso.

A nova encarnação do café e dos Cafés

Com a chegada ao mercado parisiense dos jovens empreendedores – grande parte deles vindos dos EUA – o café em Paris chegou ao status de bebida cult que merece ser apreciada mesmo antes do primeiro gole. Saber de onde veio o grão, como ele foi torrado e todas as tecnicalidades de seu preparo faz parte da fruição. Assim como fazemos com um bom vinho.

Com isso foi aparecendo pela cidade os novos estabelecimentos servindo café. Diferente dos tradicionais Cafés parisienses com sua decoração meio Belle Époque e um barman que serve bebidas e também tira o café na máquina, os novos Cafés são uma mistura do Brooklyn com a Escandinávia. Ambientes minimalistas, cleans, orgânicos, locavore. Seus funcionários podem explicar tudo sobre o café que estão preparando e muito mais.

Alguns endereços

As três grandes estrelas dessa nova onda – que se iniciou em 2010 – são o Café Coutume, o Café Lomi e o Café Belleville. Mais do que estabelecimentos servindo cafés e bolos, eles são torrefadores que escolhem os melhores grãos nos quatro cantos do mundo. Além disso, eles distribuem seus produtos para outros cafés e restaurantes, vendem diretamente para o público e, no caso do Coutume e do Lomi, dão cursos e formam baristas.

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O Café Lomi

Correndo por fora da onda hipster está o pioneiro Caféothèque, fundado em 2005 por Gloria Montenegro, ex-embaixadora da Guatemala na França e expert cafeóloga, diretora da École des Cafés. O Caféothèque, assim como o Coutume e o Lomi, funciona como um espaço de torrefação e venda de café (o pó), um salão de café e uma escola de barista, torrefador e sommelier do café.

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O Caféotèque

Café Coutume: 47 rue Babylone, 75007. Metrô linhas 10 e 12, estação Sèvres-Babylone. coutumecafe.com

Café Lomi: 3ter rue Marcadet, 75018. Metrô linhas 4 e 12, estação marcadet-Poissonniers. lomi.paris

Caféothèque: 52, rue de l’Hôtel-de-Ville, 75004. Metrô linha 7, estação Pont Marie ou linha 1, estação Saint Paul. lacafeotheque.com

Café Belleville: 10 rue Pradier, 75019. Metrô linha 11, estação Pyrenées. Abre somente aos sábados de 11h00 as 18h30 para degustação e venda de pó de café. cafesbelleville.com

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