Por Ana Carolina Dani, sommelière brasileira que oferece degustações de vinhos em português.

Ė bastante comum associar a chegada do verão europeu ao vinho rosé. Na Provence, principal região produtora na França, os rosés são indissociáveis dos churrascos à beira da piscina, dos drinks ao cair da tarde e das deliciosas conversas às margens do Mediterrâneo, refrescadas pela brisa do Mistral.

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Vinho rosé, a cara do verão francês (foto: madamefigaro.fr)

Se os rosés são considerados os vinhos do verão por excelência, não devem ser estigmatizados como crus de menor qualidade. Assim como para brancos e tintos, existem rosés de boa e má qualidade, assim como rosés mais leves, para beber à beira da piscina, e rosés mais densos e estruturados, para acompanhar refeições.

Salvo na região da Champagne, os vinhos rosés não são o resultado da mistura de vinho branco com vinho tinto. Também não existem uvas “rosés”. Um vinho rosé é feito com uvas vermelhas, as mesmas usadas para a fabricação dos tintos. O que muda é a técnica de vinificação e o tempo de maceração, quer dizer, o período em que as cascas da uva ficam em contato com o mosto.

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Tomar um rosé de frente para o Mediterrâneo (foto: Vin Sud de France)

Vinificação e estilo dos vinhos

Existem, basicamente, dois tipos de vinificação para os vinhos rosés. A primeira é o que na França se chama de “rosé de saignée” (rosé de sangria), técnica utilizada para obter vinhos rosés a partir da vinificação de vinhos tintos. O procedimento consiste em abrir a torneira das cubas durante a maceração – e antes do início da fermentação – para retirar um líquido mais claro.

No caso dos vinhos rosés, o período de maceração, em que as cascas das uvas ficam em contato com o mosto, varia de alguns minutos a algumas horas. Já para os tintos, esse processo é bem mais longo, podendo ir de alguns dias a várias semanas. Além do mais, a maceração para os rosé se faz em meio “aquoso”, ou seja, antes do início da fermentação, o que possibilita uma extração mais suave dos componentes da uva, entre eles a cor, aromas e taninos.

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Tardes ao ar livre tomando um rosé (foto: berna namoglu no shutterstock)

A outra técnica é chamada de “pressurage directe” (prensagem direta). As uvas são colhidas e prensadas rapidamente, como para a elaboração dos vinhos brancos. O suco de uva que resulta da prensagem, que se chama mosto, é enviado para as cubas e a fermentação começa. Nesse caso, como o tempo de contato entre as cascas e o mosto é menor do que nos rosés de sangria, os vinhos serão mais claros, mais leves, normalmente com menos teor alcoólico.

O outro procedimento, bem menos comum, é o “rosé de corte”, em que o vinho tinto é misturado ao vinho branco. Na França, essa técnica só é autorizada para a produção do champanhe rosé. E vale aqui ressaltar que se trata de um método muito mais elaborado do que simplesmente misturar vinhos prontos. O “corte” para a elaboração do champanhe é realizado antes da segunda fermentação em garrafa, que vai dar origem à efervescência do vinho.

Como o maestro de uma orquestra, o “chef de cave” compõe a obra final dosando os vinhos tranquilos, feitos de Chardonnay, Pinot Noir ou Pinot Meunier. Em seguida, o champanhe repousa entre um mínimo de 1 ano até décadas sobre as borras na garrafa, o que contribuiu para modificar seu perfil aromático, estrutura e textura.

A França é o maior produtor de rosés do mundo, sendo responsável por 28% da produção mundial.

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Champagne Bollinger Rosé

Seleção dos melhores rosés das caves Legrand

Rosés leves, para o aperitivo

Provence:

  • Domaine Saint-Andrieu, Côtes Varois, Clos de l’Oratoire = 15,00€
  • Château Miraval, Côtes de Provence, Cuvée Pink Floyd, 2014 = 18,00€

Córsega:

  • Domaine Saparale, Sartene, 2015 = 17,50€
  • Domaine Pierreti, Coteaux du Cap Corse, 2014  = 19,00€
  • Clos d’Alzeto Ajjacio, 2014 = 20,50€
  • Clos Culombu, Calvi Rosé, 2015 = 20,50€

Rosés gastronômicos

Loire:

  • Domaine des Poëte, AOC Reuilly, Le rosé des Poëte, 2014 = 26,00€

Provence:

  • Mas Jullien, AOC Coteaux du Languedoc, 2014 = 13,00€
  • Château de Haut Bailly, Bordeaux, 2014 = 15,00€
  • Domaine de la Mordorée, AOC Tavel, Dame Rousse, 2014 = 16,00€
  • Château de Pibarnon, AOC Bandol, 2014 = 26,00€
  • Domaine Tempier, AOC Bandol, 2015 = 27,00€
  • Château de Bellet, AOC Bellet, le Clos Rosé, 2014 = 37,00€
  • Château Simone, AOC Palette, 2014 = 45,00€

Champagnes:

  • Domaine Morel, Rosé des Riceys, 2009 = 27,00€
  • Champagne Legrand, Rosé = 38,00€
  • Ruinart, Brut Rosé = 58,00€
  • Bollinger Rosé = 62,00€
  • Egly-Ouriet, Brut Rosé = 64,00€
  • Roederer, Rosé Milésimé, 2010 = 65,00€
  • Mailly, Intemporelle, Rosé, 2008 = 71,00€

OBS.: preços de julho de 2016, podem sofrer variação após 3 meses.


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