Eu tenho duas escolhas.

A racional e majoritária: taxi, Orly, e 1.20h depois Ajaccio na Córsega.

A outra, a minha escolha: taxi, estação Gare de Lyon, TGV e 3 horas depois Marseille. Em Marseille: táxi, porto de comércio, navio e no dia seguinte, Propriano na Córsega.

Gare de Lyon

Gare de Lyon

As férias começam na Gare de Lyon. Às vezes almoço no Train Bleu, outras na brasserie do térreo.

Trem TGV

Trem TGV

Ou então compro um sanduíche e o degusto dentro do trem que se afasta em alta velocidade em direção ao Mediterrâneo.

Logo que desembarco, o taxi me deixa na entrada pedestres dos navios para a Île de Beauté, ou Kalisté, o nome que os gregos deram à Córsega. A Ilha da Beleza.

Porto de comércio de Marseille

Porto de comércio de Marseille

A viagem é lenta, tenho tempo suficiente de passar de um registro a outro. Uma pausa entre o tempo intenso de Paris e a Côte d’Azur e em seguida uma noite entre o continente e a ilha.

Saida do porto de Marseille

Saida do porto de Marseille

A largada das amarras se faz com calma, os motores do navio funcionam devagar. Deslizamos em silêncio em direção à saida do porto.

Mediterrâneo

Mediterrâneo

No início ainda vemos as margens e alguns rochedos, depois somente o azul escuro do Mediterrâneo no final do dia.

A viagem dura a noite toda e, dentro da minha cabine, durmo com o longínquo ronco dos motores do navio.

Em casa

Em casa

Em rítmo lento, no dia seguinte estou em casa.

Os navios estão sempre lotados. Imagino que somos numerosos, aqueles que viajam pelo prazer do percurso.