Chamonix é mais do que uma das estações de esqui mais famosas da Franca – é um mito, destino obrigatório e sonhado pelos amantes da cultura da alta montanha.

Situada em um vale de onde se vê o Mont Blanc, teto da Europa com 4.810 m de altitude, e outros incríveis picos em forma de agulhas (Aguilles du Midi, Verte, des Grands Chamoz etc.), a cidade – ou melhor, a região – atrai turistas do mundo inteiro o ano todo. Já escrevemos aqui sobre as vantagens de visitar Chamonix no outono. Agora, vamos descrever Chamonix coberta de neve, quando a cidade é tomada pela agitação alegre do esqui e afins.

O Vale de Chamonix. A cidade, embaixo do vale, é cercada pela cadeias montanhosas

O vale onde fica a cidade de Chamonix, visto do alto da montanha.

Vale a pena visitar Chamonix no inverno mesmo se você não esquia, nunca esquiou e não pretende esquiar.  Ao contrário da maioria das estações de esqui, em que você pode sentir um alien idiota por não esquiar, em Chamonix há programas incríveis para todo mundo.

A começar pelas subidas de teleférico, usadas por esquiadores mas também acessíveis aos não-esquiadores, que oferecem as vistas mais espetaculares dos Alpes. A subida mais famosa é às Agulhas do Midi, que já descrevemos aqui.

Vista do topo das Aiguilles du Midi

Vista do topo das Aiguilles du Midi

Mas há outras. Você pode, por exemplo, pegar a telecabine até PlanPraz, a 2 mil metros de altitude, e em seguida, o teleférico até o Brévent, a 2.525 metros de altitude. Você estará na cadeia montanhosa face ao Mont Blanc e às Agulhas do Midi.

O teleférico do Brévent, que sobe até 2,5 mil metros de altitude

O teleférico do Brévent, que sobe até 2,5 mil metros de altitude.
Foto de Arnaud Bachelard, no Flickr.

No topo de todos os teleféricos há restaurantes onde você pode almoçar (em alguns casos até jantar) nas alturas.

Restaurante no alto do teleférico du Prarion

Restaurante no alto do teleférico du Prarion

Além das subidas aos picos, a visita aos glaciares, que chegam a abranger uma área de 125 km2 em torno do vale, é obrigatória. O mais famoso e espetacular é o Mer de Glace (mar de gelo) – que também é maior glaciar da França com 7 km de extensão e 200 metros de espessura.   A subida até lá dura vinte minutos  a bordo do famoso e simpático trenzinho vermelho.

O trenzinho no vilarejo de Montevers, ponto de partida para a Mer de Glace.

O trenzinho no vilarejo de Montevers, ponto de partida para a Mer de Glace.
Foto de Alain Bachellier, no Flickr.

Ao chegar no vilarejo de Montevers, pega-se um teleférico até o início das escadarias que levam ao glaciar (é preciso fôlego e pernas!). Uma boa dica é almoçar no Hotel Montevers.

As entradas das grutas cavadas no gelo

As entradas das grutas cavadas no gelo

Lá embaixo, a cada ano,  grutas são cavadas no gelo e podem ser visitadas. Ao entrar dentro do gelo, conseguimos ter a real dimensão do que é um glaciar e da espessura do gelo.

Gruta de gelo dentro do glaciar.

Gruta de gelo dentro do glaciar. Foto de Richd777, no Flickr

Todos os passeios acima não demandam nem uma gota de suor (com exceção das escadarias da Mer de Glace). Para os espíritos mais esportivos,  a região oferece ainda caminhadas a pé por rotas balizadas (são 17 km de trilhas de inverno).

Há também os passeios de raquettes, espécie de sapatos em forma de raquete que você calça para caminhar por trilhas com muita neve. Há diversas rotas balizadas, das mais fáceis às mais difíceis.

Caminhada de raquette na neve.

Caminhada de raquette na neve. Foto de Mattieu Lieenart, no Flickr

Passe no ofício de turismo para pegar o mapa de trilhas ou baixe-o aqui. Ou, se preferir, você pode contratar um guia de alta montanha para levá-lo a trilhas não balizadas e às regiões dos glaciares. A companhia dos guias de Chamonix, a mais antiga companhia de guias do mundo, oferece  passeios sensacionais para pessoas de todos os níveis e experiência.

Depois disso tudo, no fim do dia, hora de se esbanjar com a culinária alpina. Em vez da famosa fondue, aconselho experimentar a raclette. Assim como a fondue, trata-se de queijo (chamado raclette) derretido. Mas em vez de pão, come-se com batatas cozidas, embutidos e picles. O queijo é derretido na mesa e você vai comendo aos poucos, acompanhado por vinho branco da região.

Raclette, prato típico da região

Raclette, prato típico da região

E não se esqueça dos queijos: reblochon e tomme de savoie.

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tomme de savoie, queijo fabricado na região

Nas próximas semanas, publicaremos outros posts sobre Chamonix incluindo informações para quem quer esquiar.

Como chegar

  • O aeroporto mais próximo fica em Genebra, na Suíça, que está a menos de uma hora de carro de Chamonix (88km). Veja aqui as melhores ofertas da Air France. Há ônibus diários que ligam Genebra a Chamonix, clique aqui.
  • De trem, a partir de Paris, a viagem dura em média 7 horas (com duas trocas). Compre sua passagem antecipadamente – clique aqui – para garantir os melhores preços.
  • De carro, a viagem tem duração média de 6 horas. Obtenha o orçamento das principais locadoras de carro na França aqui.

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