Cuidado com golpe nas escadarias de Montmartre

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Vários leitores do blog foram vítimas de um golpe nas escadarias de Montmartre. Tudo se passa da seguinte forma.

Ao subir as escadas em direção a Igreja Sacre Coeur, o turista se vê cercado por pessoas que tentam amarrar no seu pulso uma fitinha. Elas são insistentes e capazes de uma certa violência para finalizarem o golpe. Se conseguem, reclamam, da mesma maneira intimidante,  uma soma de dinheiro. Se não conseguem ficam agressivos verbalmente. Parece que a situação é desagradável. Alguns leitores desceram por outro caminho porque ficaram amedrontados.

Enquanto a polícia parisiense não toma nenhuma medida para acabar com isto, aconselho duas soluções. A primeira, não pegar as escadarias principais situadas na frente da Igreja. Subir pelo caminho alternativo que cito no artigo Roteiro de Montmartre e que está também no Guia Conexão Paris 1. A segunda, menos interessante, pegar o bondinho. Para os que não sabem, ele se encontra ao lado das escadas principais.

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302 pitacos, participe desta conversa

  1. alcir lima disse:

    Já estive em Paris 6 vezes, e realmente é chato o jeito que eles abordam. Somente uma única vez que estava sozinho fui abordado e tive que gritar “don´t touch me” e o cara saiu de perto. São geralmente batedores de carteira, eles tentam te distrair para vim outro e te roubar.

    Como tem um relato acima, eu também já vi crianças com cerca de 8 a 10 anos (no máximo) roubando dentro do metrô. Dentro do metrô, uma senhora tentou me alertar, mas ela falava em francês e eu não entendia nada. Só percebi porque na próxima parada do metrô, entrou uns 8 policiais fardados dando gritos e tiraram os 2 menores praticamente a tapas de dentro do metrô. Parecia uma mega operação no Brasil. Em qualquer lugar da EUROPA tem que andar com a carteira (dinheiro, cartões e passaporte) dentro dos bolsos internos do casaco, pois ninguém pega.

    Nunca vi violência física, somente os “pickpockets”, mas em muitos lugares na Europa, principalmente em lugares que costumam está lotados.

    Em uma viagem a Eslovênia uma vez, com minha esposa e um casal de amigos, logo quando chegamos na praça central em Bratislava, minha esposa foi no banheiro com a outra mulher do grupo e duas moças abriram a mochila da outra amiga e conseguiram levar dinheiro (euro e real). A gente só percebeu do roubo alguns minutos depois, quando estavam andando e pararam em uma barraquinha para comprar um lanche e perceberam que a mochila dela estava aberta.

    É só andar ligado, e se alguém se aproximar de você ao ponto de quase encostar, olhe de cara feia e saia de perto. Documentos e dinheiro somente em bolsos internos, dentro do casaco.

    Irei voltar em Paris agora em fevereiro com nossa bebe de 8 meses e estou super tranquilo quanto a isso. Não estou tranquilo como vamos ser tratados em bares e restaurantes, por está com a bebê, pois o FRANCES É CHATO.

  2. Fer disse:

    Irei pra Paris em janeiro de 2019, sozinha. Estou anotando todas as dicas daqui, mas confesso que fiquei um pouco assustada. Claro que no Brasil existe coisas bem piores, mas estar em outro país, sozinha, acaba dando mais medo.
    Nesse caso, seria melhor pular a escadaria, ir de outra forma pra igreja?
    Por ser inverno e escurecer cedo, as ruas ficam mais vazias mais cedo? Chega a ser perigoso pra transitar sozinha?

  3. Patrícia disse:

    Passei pela situação das pulseirinhas em 2011 com outras duas amigas (éramos 3 mulheres no total). Como eu já era leitora do Conexão Paris, sabia do golpe e rapidamente me esquivei. Olhei bem na cara do homem que tentou segurar meu punho e gritei um “non” bem sonoro. Acho que ele até se assustou. Minhas duas amigas caíram e quando vi, estavam as duas com os punhos sendo “amarrados”. Comecei a gritar (gritar mesmo!) em português coisas tipo ” não acredito que vocês vão cair nesse golpe! é roubada! saiam já daí”… quanto mais eu gritava, mais pessoas em volta olhavam. E eu gritava mais e gesticulava mais. Fiz um escândalo. Com várias pessoas em volta olhando, eles deixaram minhas amigas.
    Na primeira vez que fui a Paris (2008) disse pra um então namorado que estava com medo de andar na rua à noite. Ele me respondeu rindo que eles que deveriam ter medo de nós, vindos da guerra civil (violência urbana) do terceiro mundo. A partir daquele dia, me dei conta de que as “violências” são absolutamente diferentes. Enquanto aqui (Brasil) muitos levam um tiro por causa de um celular, os roubos em Paris estão associados a distração e intimidação (mas eles geralmente não estão armados). Com isso em mente, ando tranquilamente (mas sempre atenta) por Paris.

  4. Elisa Pedroso disse:

    Bem… fui assaltada no “bondinho”que leva ao Sacre Coeur, ANTES DA PORTA FECHAR, e…não foi por senegaleses. Foi por três pessoas (15, 11 e 6 anos de idade!!!), LINDOS, bem vestidos, que dentro do bondinho se faziam passar por filhos de qualquer turista que lá estivesse. O mais velho ficou me empurrando, eu olhando e fazendo cara feia e ele, ignorando abertamente minha cara, me empurrando. De repente, ele jogou um isqueiro no chão, que fez um barulhao! Todos olharam para o chão e, quando me virei, vi ele e os outros dois saindo rápido. Não sei como, olhei para minha bolsa que estava aberta e a carteira se foi…comecei a gritar que nem uma louca “policia”, policia, chamem a policia…as outras pessoas evitaram que a porta do bondinho fosse fechada e eu saí gritando atrás deles. De repente, brotaram 3 homens, do nada e eu entrei em pânico, pois pensei que eram da gangue, quase enfartei e não, graças a Deus, eram policiais à paisana, que já tinham recebido várias denúncias de roubos naquele dia. Um deles era português (minha sorte) e disse que os meninos ficavam embaixoi e os adultos, lá em cima. Como eles saiam do bondinho exatamente na hora de fechar a porta, a vítima não tinha como pedir ajuda e, ao chegar lá em cima, os outros faziam o mesmo golpe..Prenderam os meninos (mas me falaram que no dia seguinte estariam nas ruas), eram ciganos romenos que são treinados desde pequenininhos para golpes desse tipo. Esse policial português, de nome Daniel, terá minha dívida eterna: salvou minha vida e minha viagem.Ele perguntou o que tinha na minha carteira, falei o valor em dinheiro (era o primeiro passeio do dia), cartões, etc… e ele achou no bolso da jaqueta do menorzinho, conferiu e disse que, para me devolver os pertences, tinha que ser feito o Boletim de Ocorrência. Fomos para a delegacia, a guia da Europamundo forneceu ao Daniel seu telefone, para que ele entrasse em contato com ela quando eu fosse liberada e, acreditem, com o maior respeito ele cuidou de mim o dia todo! Foi intérprete, me levou comida, perguntou se eu queria passar pelo médico, etc… Esqueci de dizer que tenho 65 anos…rs… Fui liberada as quatro da tarde ! Com uma viatura de policia o Daniel nem ligou para a guia e pediu a um outro policial que me levasse ao encontro do grupo, que estava no Museu dos Inválidos. Perdi o dia, chorei o dia todo na delegacia, fiquei feliz de ter recuperado todas as minhas coisas, agradeci a Deus por ter encontrado o Daniel (o que eu ía fazer para resolver tudo isso, em francês???) e muito triste por quem não teve a mesma sorte. Cuidado é pouco! Repito, as três crianças estavam acima de qualquer suspeita: bem vestidos e lindos. Se alguém que ler este, morar em Paris e puder, algum dia, agradecer a esse policial, será muito bom! Ficarei feliz. A delegacia é a daquele bairro.

  5. Renata Holff disse:
    O seu comentário está aguardando moderação.

    leva golpe ali quem tem pena dessa gentalha. Estão destruindo a França e minhas tão amadas Itália e Alemanha

  6. Renata disse:

    Eles foram muito intimidantes e agressivos comigo e meu esposo. Seguraram nosso braço a força e quando resisti vieram mais uns 6 na nossa direção. Não sabia o que estava acontecendo e tentava sair mas eles seguravam nosso braço…nesse momento minha mãe, que estava um pouco mais distante, viu e começou a gritar e a fazer barulho e eles soltaram a gente! Recomendo evitar o local.

  7. Gledson disse:

    Fui assaltado por eles na descida das escadas também em 22 de julho. Cercaram-nos e forçaram a por a porcaria da fita. Eu resisti mais aí juntaram 3 pra fazer ameaças e exigir a grana que eu tinha. Era um grupo grande na descida. Pensei em reagir mais vi que eram muitos cerca de 15 a 20 pessoas negras do Senegal. Não vale a pena correr o risco. Evitem ir a Sacrecrë ou peguem táxi pra ir e voltar.

  8. Ingrid disse:

    Meu marido e eu passamos por isso nesta manhã. Eu consegui me livrar deles no primeiro momento, mas agarraram o braço do meu marido e nao soltavam. Quando voltei para ver o que estava acontecendo me pegaram tambem. Tentei sair, mas um deles foi bem grosso comigo. Fizeram a tal “tradição” e na hora que meu marido foi dar umas moedas, um deles já pegou o dinheiro da nossa bolsa.
    Nao sabia desse risco! Se soubesse nao teria ido pelas escadas.
    Ficamos com muito medo de descer, e acabamos pegando um taxi.

  9. vivi disse:

    meu Deus, estou pensando em evitar o local ou colocar uma blusa sem vestir as mangas, tipo camisa de força…

  10. Amanda Costa disse:

    Passei por essa mesma situação em janeiro de 2017. Subi as escadas acompanhada do meu filho, minha mãe e minha irmã. Fomos abordados. Eles colocaram as pulseiras a força, mesmo eu falando a todo momento que não queria. No final, pediram dinheiro, Fizeram apelo emocional perguntando se eu não tinha pena das crianças da África (a maioria dessas pessoas é do continente africano. São identificáveis facilmente na escadaria). Não sei nada. Eles insistiram é meu filho começou a chorar. Disse q eu só ia dar o que tivesse no bolso, caso contrário, não daria nada! Falava a todo momento que não saí do Brasil pra levar golpe em Paris. Falei muitas coisas pra eles e saí andando e tirando aquela pulseira horrorosa que colocaram no meu braço. Não me intimidei em momento algum, pois já sabia que havia muitos policiais à paisana pela redondeza, principalmente nos cafés que ficam bem em frente. É pior se deixar levar pelas ameaças deles. Sei que muitas pessoas se assustam, mas saibam que a polícia francesa é bem eficiente. É só acionar que eles aparecem muito rápido. No mais, A igreja é maravilhosa e vale cada degrau subido, cada minuto lá dentro.

  11. diego disse:

    Olá, estou indo agora em agosto pra Paris e li sobre estes golpes e gostaria de saber se colocar cadeado no ziper da mochila é uma solução para andar com ela nas costas? E no caso destes golpes da fitinha se vc falar :DONT TOUCH ME! funciona? E gostaria de saber se alguém foi preciso empurrar a pessoa ou não chega neste ponto. Bgdo

  12. Rodrigo Lavalle disse:

    Larissa, sentimos muito pelo ocorrido.

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