Arte

Arte não pode ser explicada.

E Francis Bacon resumiu esta questão polêmica em uma única frase.

“…já que tive o maior trabalho para pintar, por que vocês querem agora que eu encontre palavras para dizer a mesma coisa.”

O Jardin  des Tuleries expõe com frequencia obras de arte. Início de novembro fotografei esta obra que estará exposta até final de janeiro.

A obra de me fez pensar no infeliz Castelo de Tuileries que existiu neste mesmo lugar e que foi quebrado e queimado durante a revolução francesa e mais tarde destruído.  Diante da impossibilidade de explicar, criamos uma saída de emergência aceitável e trabalhamos as associações de idéias.

Leia também

5 pitacos, participe desta conversa

  1. Vera Maria Manso disse:

    E como disse Braque:” A arte eh feita para pertubar. A ciencia tranquiliza”…

    Lina, acho que curti mais sua associacao do que esta obra especifica da arte contemporanea russa!

  2. Lina, depois do urinol do Duchamp, passou a valer tudo.
    Beijo.

  3. Madá disse:

    Lina, suas fotos estão lindas!
    Adorei a vista do interior da rotunda. O contraste das paredes internas com a luminosidade que vem de fora, o verde dos jardins, o céu azul, as árvores e claro, os raios de sol ficou muito bacana. Parece um jardim emoldurado.
    Gosto das emoções que algumas obras de arte provocam sem muita explicação.

  4. Célia disse:

    Adoro arte, mas as bonitas, bem feitas, etc…Não que esta seja feia…mas o que me veio à cabeça foi que:_ Uma casa sem cantos sempre foi um sonho meu. Minhas auxiliares quase sempre, ”esquecem” de limpar os cantos! Observo isso há muitos anos. Por isso…minhas auxiliares…

  5. Josemar disse:

    Explicar uma obra de arte é o mesmo que explicar uma piada, perde a graça!
    Certa vez tive uma palestra com a escritora baiana Helena Parente Cunha, autora do livro Mulher no Espelho (muito bom por sinal), e um dos espectadores perguntou pra ela a respeito de uma certa interpretação que ele fez do livro. E foi uma interpretação bem elaborada, tendo em vista que o mesmo era um conceituado professor de literatura.
    Helena Parente parou, ficou alguns segundos calada e disse “sabe que eu nunca tinha pensado isto!”
    Após as gargalhadas da platéia, ela explicou justamente que após o momento que você cria uma obra e a publica ou expõe, ela passa a ser do público e cada um tem o direito de ter sua própria impressão ou interpretação.

    Chego em Paris dia 3 de fevereiro! Já está batendo a ansiedade, mas o guia CP1 já está na mão e meu caderno já está bem cheio tb de suas dicas! Será que ainda vejo a rotunda???
    valeu Lina!

Participe e deixe seu comentário

Seu comentário pode demorar alguns minutos para aparecer no blog.