2017 marca os 500 anos do Havre, a cidade que é a porta de entrada para se conhecer a Alta Normandia.

Em 2017 a cidade do Havre – situada na Normandia, noroeste da França – completa 500 anos. Relativamente jovem no contexto francês, a cidade foi fundada pelo rei François 1° em 1517 no estuário do rio Sena, no Canal da Mancha.

Le Havre: a avenida Foch e a Porte Océane.

O Havre sempre teve sua vida conectada ao seu porto, o 2° mais importante da França e o 1° em transações com contêineres. Além disso, a cidade tem também uma forte ligação com 2 grandes movimentos culturais revolucionários:

– o Impressionismo: diversos pintores impressionistas, com destaque para Monet, moraram na cidade e lá pintaram quadros famosos;

– o Modernismo: durante a 2ª Guerra Mundial, 80% da cidade foi destruída, sendo reconstruída nos moldes do modernismo pelo arquiteto Auguste Perret. Alguns usam o termo retro-futurismo para definir o estilo de Perret: um desejo de modernidade misturado a uma nostalgia do passado.

Tudo isso faz do Havre uma cidade singular na França.

O Conexão Paris esteve no Havre em maio de 2015 (clique aqui e leia nosso artigo). Voltamos no final de agosto de 2017 para acompanhar os eventos de comemoração dos seus 500 anos. Aproveitamos para explorar algumas das atrações turísticas menos tradicionais da cidade, o lado B do Havre.

Os 500 anos do Havre

Para comemorar seus 500 anos, o Havre convidou vários artistas e designers para criarem obras monumentais que estão instaladas em vários pontos da cidade. Todas as obras se relacionam com o Havre de alguma forma, seja em relação à sua história, arquitetura ou vocação.

Foram então definidos 4 trajetos de visita que amarram e inserem essas obras no contexto mais amplo da cidade e de seus principais atrativos e locais turísticos: o centro da cidade, a zona portuária, a cidade alta e as bacias. Em cada roteiro, além das obras, é possível também visitar exposições temporárias relacionadas aos 500 anos do Havre, prédios públicos, bairros e áreas específicas da cidade. Clique aqui para ver os 4 roteiros em detalhes.

Dentre as 10 obras espalhadas pela cidade, as mais interessantes são:

  • Accumulation of Power de Chiharu Shiota: instalada na enorme nave de 110 metros de altura da Igreja Saint-Joseph, a obra, feita de 300 kilômetros de fios vermelhos, é a materialização de todas as orações, pedidos e agradecimentos dos fiéis no seu caminho até o céu.

Accumulation of Power de Chiharu Shiota

  • Impact de Stéphane Thidet: dois jatos de água que se encontram (se impactam) no meio do caminho. A obra é um contraponto à calmaria da Bacia do Comércio, onde ela está instalada, e uma referência à curvatura da ponte que fica logo adiante.
  • Catène de Containers de Vincent Ganivet: essa é a obra mais emblemática de todo a exposição. Além de visualmente linda e imponente, ela usa como matéria prima contêineres de aço, peças fundamentais na vida econômica da cidade. A obra tem também um lado lúdico pois lembra bloquinhos (blocões) de Lego.

Catène de Containers de Vincent Ganivet

As obras ficam instaladas até o dia 08 de outubro de 2017. As duas últimas devem permanecer.

Jardim japonês

Em 1992 os portos do Havre e de Osaka viraram “irmãos”. Em comemoração, o Porto de Osaka ofereceu ao Porto do Havre um jardim japonês. Relativamente pequeno para os padrões tradicionais (cerca de 2.000 m²), ele foi criado pela dupla de paisagistas Yasuko Miyamae e Samuel Craquelin. As ancestrais das carpas, que hoje habitam o lago do jardim, vieram do Japão, assim como os seus elementos decorativos. As pedras foram escolhidas por Yasuko no interior da França. Apesar da aparência natural, tudo em um jardim japonês (percurso, relevo, tipo e disposição das plantas, disposição das pedras, curso d’água e lago) é planejado. O percurso deve ser feito somente no sentido anti-horário pois não podemos cruzar com ninguém durante nossa caminhada.

Entrar no jardim é mergulhar em uma realidade oposta àquela que existe do lado do fora. Enquanto a paisagem ao redor é mineral e urbana, aqui dentro estamos em meio à volúpia verde da vegetação.

500 anos do havre

O jardim japonês

Endereço: Quai Lamandé, Le Havre. Aberto às quartas, sábados e domingos até 31 de outubro, de 2017  de 10h as 19h. Entrada gratuita em 2017. Clique aqui para mais informações.

Abadia de Graville

Graville é uma antiga cidade, fundada no século XI, que foi integrada ao Havre em 1919. A abadia é formado pelos prédios onde funcionavam o convento (construídos nos séculos XII e XVIII) e pela igreja, dedicada à Sainte Honorine, cuja nave foi construída no século XI, no estilo românico.

O antigo convento abriga um museu com estátuas religiosas e objetos litúrgicos da Idade Média, assim como uma incrível coleção com mais de 150 maquetes de tipos variados de casas e edifícios do fim do século XIX e começo do século XX.

A Abadia de Graville. Da esquerda para a direita: os 2 prédios onde funcionavam o convento e a igreja.

Os jardins ao redor da abadia são deslumbrantes. Eles estão dispostos em vários níveis (a abadia fica na parte alta do terreno) e cada um possui uma personalidade diferente.

Endereço: 53 rue de l’Abbaye, Le Havre. Aberto todos os dias (menos às terças, 01/01, 01/05, 08/05, 14/07, 11/11, 25/12) de 10h as 12h30 e de 13h45 as 17h30. Ingresso: 5€. Clique aqui para mais informações.

MuMA

Na nossa viagem anterior nós já havíamos feito uma super visita guiada ao MuMA (Museu de Arte Moderna André-Malraux). Estamos citando-o novamente pois, até o dia 08 de outubro de 2017, o museu estará exibindo o quadro Impression, soleil levant pintado por Monet no Havre em 1872 e cujo título deu nome ao novo estilo surgido na época, o Impressionismo. Um momento histórico para o Havre e para os amantes dos impressionistas.

Endereço: 2 boulevard Clemenceau, Le Havre. Até o dia 08/10/2017 o museu abrirá todos os dias (menos às segundas) de 07h30 as 20h30. Ingresso: 10€. Clique aqui para mais informações.

Onde comer

  • La Taverne Paillete: restaurante mega tradicional – daqueles que agradam do neto ao avô. Serve todos os clássicos da cozinha francesa mas é especializado em peixes e frutos do mar (afinal o Havre é uma cidade à beira mar). Aberto todos os dias da semana com serviço contínuo do meio dia à meia noite. 22 rue Georges Braque, Le Havre.
  • Les Enfants Sages: restaurante lindo e aconchegante que funciona na antiga casa – construída em 1905 – do então diretor da Escola Jean Macé. Daí vem o nome do restaurante: “as crianças comportadas”. No cardápio, clássicos franceses revisitados e criações do chef. Aqui também a especialidade são os peixes. 20 rue Gustave Lennier, Le Havre.
  • La Colombe: situado no prédio onde atualmente funciona a nova midiateca do Havre. Ambiente industrial-caloroso. Brunch excelente: farto, variado e gostoso (24€). 8 place Oscar Niemeyer, Le Havre. O prédio original foi projetado por Oscar Niemeyer em 1978 e recentemente reformado e transformado em um midiateca super moderna e conectada com ambientes agradáveis e convidativos.

Como ir de Paris até o Havre

  • Em Paris pegue o trem na Gare Saint-Lazare. A viagem dura cerca de 2 horas. Pesquise horários e preços aqui.
  • De carro a viagem dura cerca de 3 horas. Obtenha o orçamento das principais locadoras de carro na França aqui.

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