Aos poucos os bouquinistes de Paris se tornam vendedores de lembrancinhas.

Os bouquinistes das margens do Sena são um dos símbolos de Paris, assim com Montmartre ou Saint Germain. Estes vendedores de livros e suas caixas suspensas fazem parte do inesquecível way of life parisiense. Eles representam uma livraria ao ar livre, longa de 3 quilômetros. De um lado e do outro do rio, da ponte Marie até o quai François Mitterrand e do quai Tornelle até o quai Voltaire, as caixas repletas de livros usados ou antigos chamam a atenção de todos os passantes.

Bouquinistes

Trata-se de uma antiga profissão que cresceu lentamente e hoje se encontra ameaçada. Em 1900, Paris possuía 200 bouquinistes, hoje eles são apenas 240. Atualmente os livreiros exploram 1.000 caixas contendo em torno de 300.000 livros. Mas, para sobreviverem, foram obrigados a substituírem livros por lembrancinhas de Paris.

Os clientes de livros raros, bons livros baratos, antigos jornais, revistas esgotadas e antigos cartões postais desaparecem rapidamente. Uns encontram a mesma oferta em sites especializados. Outros evitam o centro de Paris, os turistas e os engarrafamentos.

Os famosos bouquinistes do Sena, inscritos no Patrimônio da Unesco em 1991, estão se tornando vendedores de chaveiros e imãs torre Eiffel, posters, copinhos, caixinhas e toda quinquilharia que encontramos em qualquer local altamente turístico.

É relatimente fácil se tornar bouquiniste. O candidato preenche um formulário detalhando a mercadoria que pretende vender, revela fonte de abastecimento e pronto. Não é necessário conhecimento especial, ser antigo livreiro ou ter trabalhado em livrarias especializadas em livros antigos. O local é gratuito, o comerciante não paga aluguel.

Bouquinistes

Em contrapartida ele é obrigado trabalhar pelo menos 4 dias por semana, durante o ano todo. Se quiser tirar férias, deverá pedir permissão à Prefeitura. Cada um deles tem direito, no máximo, a quatro caixas. Destas quatro, três é ocupada por livros e revistas e somente uma pode vender lembrancinhas.

No mês de maio, passamos diante dos bouquinistes da rive gauche. Vimos muitas caixas repletas de mercadorias diversas e poucos livros.

Provavelmente a Prefeitura de Paris manterá o charme das caixas suspensas, mas a profissão não será a mesma.

Veja nosso vídeo sobre um simpático e verdadeiro bouquiniste de Paris (clique aqui).

E leia também nosso artigo sobre o restaurante Les Bouquinistes. Bom e preço acessível (clique aqui).


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