Todos os dias, quando abro a porta do prédio, já decidi o meu roteiro para a caminhada matinal obrigatória. O básico é Opera/Castiglione/Jardin des Tuileries. Mas vario o prazer e às vezes “subo” até Montmartre, ou dobro em direção ao Palais Royal, ou sigo até Concorde e pego Champs Elysées ou atravesso o Sena e estico até o Jardin du Luxembourg.

Durante estas andanças, brinco de escolher a imagem ideal, que para mim, representaria Paris. A imagem que viria em primeiro lugar, quando longe e saudosa, eu pensasse na cidade.

A resposta é sempre a mesma, confirmada a cada passeio: as margens do Sena.

Margens

Margens do Sena

Não as margens à partir do nível da cidade, mas as margens reais.

De tempos em tempos vou conferir se este é ainda meu circuito preferido. Desço as escadarias ao lado da Pont des Arts até o nível do rio e esqueço os engarrafamentos, o barulho, os cadeados, esqueço tudo.

Margens do Sena

Margens do Sena

De repente Paris fica vazia e silenciosa. Seus habitantes são excêntricos e moram em barcos maravilhosos. Vivem escondidos, raramento os vejo.

Margens do Sena: Caserna dos Bombeiros

Margens do Sena: Caserna dos Bombeiros

A caserda dos bombeiros é flutuante e vejo roupas de mergulho secando.

Ao longe, escultura de Henri IV

Ao longe, escultura de Henri IV

Às vezes, uma escultura na Paris do alto atrai meu olhar e percebo que, vista do nível rio, ela parece um desenho.

Pont Neuf

Pont Neuf

Aproveito a intimidade com a Pont Neuf e observo de perto os mascarons, estas cabeças de homem que, na antiguidade, serviam para espantar o mau olhado. Hoje, a função delas é me divertir.

Margens do Sena

Margens do Sena

Avanço em direção ao boulevard Saint Michel, e aos poucos as margens ficam estreitas por causa da ilha Cité.

Notre Dame a partir das margens do Sena

Notre Dame a partir das margens do Sena

E logo a vejo. Caminho até este ponto somente para ter esta visão rara da Notre Dame.

Subo e volto para casa. Meu dia pode começar.