Por Ellen Bileski diretora da eComunica, agência de relações públicas do Conexão Paris.

Estudo francês desde meus 13 anos, mas nunca falei o idioma com a fluência que eu gostaria. Há dois anos comecei minha própria agência de relações públicas e alguns dos meus primeiros clientes foram instituições francesas. Um cliente francês nos indicou para outro e, em alguns meses, percebi que não era suficiente atendê-los em inglês e arriscar uma conversa em francês aqui e acolá. Faria muita diferença falar (e escrever!) francês com fluência.

Partindo dessa necessidade profissional, me deparei com a possibilidade de realizar um antigo sonho: estudar francês em Paris. Retomei os estudos com um professor particular no Brasil e comecei a me planejar para passar Janeiro de 2014 na Cidade-Luz. Por que janeiro? Porque é o único mês em que eu poderia me ausentar dos negócios sem prejudicar o andamento da agência. Meu objetivo era “destravar” o idioma e acelerar o progresso que eu já vinha fazendo ao estudar no Brasil.

Por meio de um cliente, consegui alugar um quarto com banheiro privativo na casa de uma simpática artista plástica francesa, que hoje se tornou uma grande amiga. Ela mora no bairro de Belleville, o que me deixou feliz, pois há algum tempo eu já queria explorar a arte urbana parisiense (quem me ensinou sobre Arte Urbana em Paris foi a Fernanda Hinke, que organiza tours de street art em Paris. Clique aqui para saber mais sobre eles).

Eu estava com tudo organizado, já tinha onde ficar, bilhete de avião, carta de acolhimento (veja mais informações neste post do Conexão Paris), mas ainda não tinha decidido em qual escola eu estudaria. Confesso que esta decisão foi uma das mais difíceis. Como professora de inglês que fui durante muitos anos, fiquei com medo de pagar muito caro por uma promessa falsa de “melhor método” e, ao mesmo tempo, não queria desperdiçar recursos com uma escola mediana com métodos conservadores. Outros pontos importantes para mim eram: estudar com alunos adultos, classes com no máximo 12 pessoas e ter aulas específicas para desenvolver habilidades como escrita e compreensão oral.

Escola France Langue

Escola France Langue

Pesquisei muito na internet e conversei com amigos que tinham estudado em Paris. Fiquei entre as escolas ELFE, Accord, Institute Catholique de Paris e France Langue. Acabei optando pela France Langue, que foi recomendada por uma cliente. Fiquei bastante satisfeita com a minha escolha.

Assim que fiz minha inscrição pela internet (o site tem uma versão em português), passei por um exame escrito disponível no próprio site da escola. Em alguns dias, uma simpática funcionária da France Langue me ligou para fazer um teste oral. Fui encaixada na turma B2, que equivale a um intermediário avançado. A própria escola me ofereceu com antecedência serviços de transfer do aeroporto e acomodação em Paris. Eu não precisava de nenhum dos dois, mas achei útil a escola proporcionar serviços agregados como estes.

Meus colegas no France Langue

Meus colegas no France Langue

Estudei três semanas na France Langue, por um total de 973 euros. Foram três horas de aula diárias, mais os ateliês de compreensão oral e escrita/expressão oral e escrita, além das aulas particulares – os tutorats – que me proporcionavam a oportunidade de esclarecer dúvidas específicas. Cheguei a estudar cinco horas em alguns dias!

A localização da unidade France Langue na qual estudei é realmente privilegiada. Fica no Boulevard des Italiens, ao lado da Ópera. Na minha classe, a maioria dos alunos tinha mais de 30 anos. O nível de educação formal de todos era bastante alto. Entre brasileiros, suíços, americanos, canadenses, poloneses, colombianos, italianos, chineses e russos tinham professores universitários, chefs de cozinha, advogados, empresários, arquitetos, religiosos, entre outras ocupações.

A escola também oferece atividades extracurriculares, como degustações de vinho (participei de uma!), passeios por Paris com os professores e aulas de civilização francesa. O mínimo de tempo possível para um curso na escola é de uma semana. Há cinco unidades: duas em Paris – a outra fica próxima do metrô Victor Hugo –, Nice, Biarritz e Bordeaux.

Tive uma reunião com executivos da escola que me contaram que fizeram a versão em português do site pensando nos estudantes brasileiros. No final, esta aventura me rendeu mais um cliente francês – a própria escola – que, nos próximos meses, começará um trabalho de relações públicas focado no mercado brasileiro.

E o meu francês? Melhorou muito. Alguns clientes que se reuniram comigo no final de janeiro em Paris ficaram impressionados com o progresso que fiz. Eu acredito que a escola colaborou muito para isso, mas a experiência de conviver com uma francesa em casa e de estar imersa na cultura e no dia-a-dia foram muito importantes para melhorar a minha fluência. Continuo a estudar no Brasil. Quem sabe eu não repita a dose ano que vem no nível C2!

Informações:

France Langue: 27 boulevard des Italiens, 75002 Paris. Telefone: +33 1 42 66 18 08 / Fax: +33 1 42 66 14 56

www.france-langue.com