Lenços Hermés motivo Paris


A marca Hermés representa a essência da moda francesa e já contamos aqui que os carrés Hermés são usados por várias gerações. Não se trata de uma prática inerente somente ao estilo de vida francês. Tenho visto jovens brasileiras usarem os lenços das avós.

Esta última coleção com estampas inspiradas no mapa e monumentos de Paris está linda.

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Mapa antigo de Paris.

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O Sena e ilha Cité onde se encontra a Notre Dame.

As pontes de Paris.

Comentário da leitora LuciaC sobre os carrés:

São obras de arte em seda, batizadas e assinadas por seus artistas.
Itens de colecionador. Significado e significante.
Identificam e dignificam. Objetos de desejo.
Tem até peso específico! Em média 63 grms cada.
Um trabalho belíssimo de requinte e tradição da Maison, uma empresa independente e familiar.
Exemplo de sucesso definitivo de respeito as tradições, de requinte e qualidade.
O “Ville de Paris” de barra amarela é uma reedição da época da WWII. Conheci também “na mão” um chamado “Chansons de France”.
Foram-se na vida.

Veja todas as novidades aqui.



DIDOMM – show room (calças Diesel)


Por Rodrigo Lavalle

Dido Silva, mineiro radicado em Paris, abriu recentemente seu pequenino showroom multimarcas, o DIDO MM, no coração do Alto Marais. Dido representa estilistas e designers brasileiros e franceses, entre eles: Wanduir Gomes (moda feminina), Dido (moda feminina e masculina), Geova (moda feminina e masculina), André Camacho (moda masculina), Farimkem (moda masculina), Diesel (jeans), Accent Grave (bijoux e acessórios).


O destaque do showroom vai para o trabalho do estilista Wanduir Gomes, cuja experiência profissional inclui passagens pelas maisons Infinitif e Hermès. Suas peças têm modelagem e tecidos clássicos do guarda-roupa feminino mas com um lado jovem e irreverente (como a camisa ultra chique e elegante em musselina preta com estampa de coluna vertebral ao longo das costas).
Apesar de atender somente lojistas, Dido abriu uma exceção para os leitores do Conexão Paris que poderão comprar os jeans da marca italiana Diesel diretamente no seu showroom, com hora marcada. Os preços variam de 80 à 100 euros.

DIDO MM – showroom multimarcas
17 rue de Poitou
75003 Paris
celular: +33 6 67 75 98 48
fixo: +33 9 82 48 57 64



Existe uma regra de como se vestir em Paris?


Por Rodrigo Lavalle (foto: Inês de la Fressange)

No meu primeiro artigo aqui no Conexão Paris algumas leitoras brasileiras que moram em Paris comentaram de se sentirem deslocadas ao andarem pelas ruas brasileiras usando suas roupas francesas. Ao mesmo tempo algumas leitoras que moram no Brasil indagaram como se vestir em Paris para não parecerem turistas ou para não se destacarem tanto das parisienses. Esse estranhamento no vestir tanto lá quanto cá tem mais a ver com questões culturais e climáticas do que com estilo pessoal.
Quando eu cheguei em Paris percebi que não usaria 30% das roupas que tinha trazido. Elas simplesmente não se encaixavam na cidade. Ao mesmo tempo passei a usar roupas e cores que no Brasil não me sentia bem usando, como por exemplo, paletós e tons de marrom.
Óbvio que Paris, sendo a cidade cosmopolita que é, abriga gente de todo tipo, estilo e lugares do mundo. Algumas dessas pessoas fazem questão de manter os costumes e a cultura do seu país de origem. Outras não ligam a mínima para esse tipo de coisa e vestem o que querem. Mas ao se andar pela cidade percebe-se o estilo geral dominante.
Os blogs escritos por americanos que moram em Paris dão basicamente três conselhos ao seus conterrâneos para que eles não se destaquem tanto da multidão de franceses: não use calça de moletom; não use shorts jeans; não use tênis branco. Apesar disso ser uma piada e uma simplificação, não deixa de ser verdade no caso do turista médio americano. Aquele mesmo que no Brasil veste camisa florida, bermuda e sandálias birkenstock.
Vasculhando pela internet reuni algumas dicas mais adequadas ao turista brasileiro que quer se fazer passar por parisiense:

1)    Usar cores escuras e neutras. O preto é a cor dominante em Paris, é chique e fácil. Além disso ele esconde manchas, pequenos defeitos e amarrotados;
2)    Usar roupas mais clássicas e “comportadas”, menos decotadas;
3)    Evitar moletons, tênis de ginástica, roupas esportivas, camisetas. Geralmente só os adolescentes usam casacos de moleton e quando usam tênis são os modelos mais cool tipo Vans ou Adidas básicos. As calças de moletom são o uniforme da juventude de origem argelina usadas com doudoune e boné, que também deve ser evitado;
4)    Ao invés de trazer uma mala abarrotada com todos os tipos de roupas procure trazer modelos versáteis que possam se transformar com acessórios tipo cintos, lenços, colares… Esses sim podem ser trazidos em grande quantidade;
5)    Jeans é OK desde que sejam modelos simples, de cores escuras, sem detalhes;
6)    Relaxe com relação a cabelo, maquiagem, esmalte. As parisienses possuem um look mais natural que as brasileiras. Os cabelos estão sempre meio bagunçados, soltos ou presos em coques tosquinhos. Não precisa estressar com chapinha, se você passar uma escova no cabelo antes de sair do hotel já vai ser suficiente (o que eu acho que nenhum parisiense, homem ou mulher, faz). O clima e a água de Paris ressecam mais os cabelos e a pele do que no Brasil portanto esteja preparada.

Um dos pontos positivos de se “disfarçar” de parisiense é evitar a ação dos trombadinhas e golpistas que estão sempre à espreita dos turistas, seja no metrô ou nos principais pontos da cidade.



Liquidações


Por Rodrigo Lavalle

Começa nessa próxima quarta-feira dia 11 de janeiro um dos eventos mais aguardados não só pela população francesa mas também pelos turistas: os soldes (liquidações) de inverno! Durante 5 semanas a grande maioria das lojas em todos os setores do comércio (com exceção de algumas grandes marcas de luxo como Chanel, Hermès e Louis Vuitton) oferece descontos que começam na casa dos 30% mas podem chegar a 80% nos últimos dias.

Na França as liquidações são controladas pelo governo havendo somente duas temporadas oficiais: a de inverno que começa na segunda quarta-feira de janeiro e a de verão que começa na última quarta-feira de junho (olhem o calendário antes de programar a viagem!). Fora desses dois períodos os comerciantes só podem fazer mais 2 semanas de liquidação chamada “complementar” e são obrigados a avisar por carta ou email ao ministério competente. Diz-se que isso tem por objetivo proteger os pequenos comerciantes e manter os preços equiparados entre todos.

É interessante aproveitar as liquidações de inverno para comprar aquelas peças mais caras, atemporais e de vida útil longa (como casacos de inverno e botas) por um preço menor. Além disso as coleções de inverno são sempre mais elaboradas e sofisticadas que as de verão.

Algumas outras dicas:

-      o período da manhã durante os dias de semana costuma ser o menos conturbado pra se fazer as compras;

-      use roupas e sapatos confortáveis e que possam ser tirados com facilidade no provador;

-     geralmente os artigos em liquidação não podem ser devolvidos ou trocados, portanto experimente tudo e tenha certeza de que você realmente quer/precisa do item;

-      se você já estiver na cidade vale a pena escolher e experimentar o que quer comprar antes do início das liquidações;

-      tenha paciência, principalmente se você for se aventurar pelas Galeries Lafayette, Printemps, BHV…

Boas compras!



Poncho: clássico, versátil e atemporal


Por Rodrigo Lavalle

Poncho Gallery é uma marca francesa especializada em ponchos de cashmere. Lançada em setembro de 2010 pelas irmãs Lola Coudurier e Sophie Grinberg, a marca busca resgatar essa peça tão pouco usada nos dias de hoje mas que é clássica, confortável e versátil.

São apenas 3 modelos à disposição (le carré, le col e la cape) e alguns poucos acessórios (gorros, mitenes e echarpes), todos feitos com o mais nobre e tradicional cashmere italiano da marca Loro Piana. As peças para o inverno são de 100% cashmere e as de verão são uma mistura de cashmere e seda.

Tudo é feito artesanalmente nas Ilhas Maurício sendo que os ponchos passam por 6 etapas diferentes de produção, cada uma delas feita por uma pessoa especializada naquela tarefa.

Os produtos podem ser comprados pelo site da marca (www.ponchogallery.com) que entrega no mundo todo, inclusive nos hóteis em Paris. Se você estiver na cidade pode visitar a loja que fica na rue de la Sourdière 11, metrô Tuileries e abre somente às terças e quintas de 11 às 19 horas.

Muito chique e sofisticado é o kit de viagem Ma business à moi vendido no site e que contém um poncho, uma máscara de dormir e um par de meias, tudo em cashmere. Perfeito pra amenizar o frio dentro dos aviões sem perder a elegância.

Para informações sobre preços cliquem no link da marca acima.

Para saber mais sobre o cashmere visite o seguinte endereço: www.loropiana.com



Karl Lagerfeld: online e preços acessíveis


Imagem de Amostra do You Tube

Por Rodrigo Lavalle

Karl Lagerfeld, o estilista da Chanel, foi o pioneiro das colaborações entre a H&M e as grandes grifes de luxo ao desenhar em 2004 uma coleção para a marca sueca.

Semana passada em Paris durante a Le Web (evento europeu sobre internet) uma nova empreitada envolvendo o famoso estilista foi anunciada.

Dessa vez Karl fará uma coleção, chamada ‘Karl’, a ser vendida inicialmente apenas através da loja online Net-A-Porter (http://www.net-a-porter.com/karl) com entrega prometida em 24 horas em qualquer parte do mundo.

Existem planos de, no futuro, abrir lojas da marca ou algumas pop-up stores (lojas temporárias).

Essa primeira coleção, de inspiração rock ‘n’ roll, promete preços mais acessíveis que variam de 95 a 450 dólares e será apresentada online durante a semana de Alta Costura em Paris no dia 25 de janeiro, mesmo dia do desfile da Chanel.

Outro ponto de destaque nessa parceria, além dos preços, é o fato da coleção poder ser comprada logo após o seu lançamento, ou seja, as pessoas não terão que esperar 6 meses até que as roupas cheguem às lojas. Isso é uma das maneiras de competir com as cadeias de fast-fashion, que assim que detectam uma tendência importante nas passarelas, se apressam em lançá-la o mais rápido possível no mercado.



Reveillon em Paris: como se vestir?


Por Rodrigo Lavalle

Passar o reveillon em Paris é um ótimo pretexto para se estar bem arrumada e chique. Provavelmente mais até do que no Brasil, onde o calor dessa época do ano e a maioria dos locais onde se passa o reveillon não serem muito propícios a uma produção mais elaborada.

Usar branco na passagem de ano é uma tradição brasileira que não vemos aqui em Paris onde as cores claras são mais associadas à temperaturas quentes e dias ensolarados. Contudo, isso não significa que seja proibido ou que seja um faux pas usar branco nessa ocasião. O importante é estar atenta ao dress code da festa e às “regras” da cultura e da sociedade locais e adaptar o seu estilo a eles. Sempre acho interessante usar uma meia-calça preta mais sofisticada (rendada ou de pois) pra contrapor ao vestido branco e não ficar parecendo noiva ou algo assim.

Como estamos em Paris o vestidinho preto (la petite robe noir) sempre será a opção mais usada. Porém brilhos, transparências, tecidos metalizados são sempre boas opções para noites galmourosas e, principalmente na noite de reveillon, eles têm tudo a ver com o estourar das garrafas de champanhe.

Os modelos acima são vendidos na Asos.

Vejam site da Asos aqui.



Momentos parisienses


Rodrigo Lavalle registra para o Conexão Paris alguns momentos parisienses.

Casaco com volume, dobras e formas arredondadas para adicionar um pouco de feminilidade ao look masculino.

Casaco azul marinho estilo caban (ou pea coat) usado com calça vermelha para quebrar a sisudez do inverno.

Tons terrosos. A botinha de salto dá um ar mais sofisticado à parka que é mais informal/esportiva.

Agradecimentos: Bianca Zancaner



Liquidação de inverno e verão 2012 em Paris


A liquidação de inverno em Paris começa dia 11 de janeiro 2012 e termina dia 14 de fevereiro 2012.

Aproveito e publico também a data da liquidação de verão que começa dia 27 de junho 2012 e termina dia 31 de julho 2012.

Os comerciantes podem  organizar várias liquidações fora destas duas grandes datas oficiais. Normalmente eles fazem promoções em torno das datas como Dia dos Namorados, Natal, Dia das Mães. Agora no final do ano tenho visto excelentes liquidações de marcas importantes como o fabricante de cachemire Eric Bompard. Vejam aqui.



Roupas adequadas para o inverno


Foto: pista de patins no gelo em frente do Hotel de Ville

Por Rodrigo Lavalle

No início do meu primeiro inverno em Paris, encontrei uma amiga para um café e comentei com ela que eu estava morrendo de frio. Ela me olhou dos pés a cabeça e disse: “Você optou por estar elegante ao invés de estar aquecido”. Ela, por sua vez, estava bem confortável e aquecida mas parecia que tinha enrolado um edredon ao redor do corpo. Look mendigo, como ela mesmo definiu.

A medida que o inverno foi passando fui descobrindo que, sim, é possível estar ao mesmo tempo elegante e aquecido. O segredo é se vestir em camadas – o chamado look cebola – com peças não necessariamente volumosas mas que possuem características isolantes e/ou que guardem o calor do corpo. O look cebola também é importante pois é facilmente adaptável às variações de temperatura ao decorrer do dia: andar na rua, andar de metrô, entrar numa loja, sentar num restaurante, sentar na terrace de um café, tomar um drink num bar, etc. É só ir se desfazendo das camadas até se sentir confortável. Vale lembrar que todos os ambientes fechados têm aquecimento e somando-se isso ao calor gerado pelas pessoas, pode se sentir muito calor.

Algumas dicas do tipo de roupa a se usar, começando da camada mais interna:

. 1ª camada: roupa íntima comum.

. 2ª camada: celouras e camisetas feitas de tecidos tecnólogicos.

A marca japonesa Uniqlo possui uma linha de roupas chamada HEATTECH feitas a partir de uma fibra sintética mesclada a uma proteína do leite. As roupas são leves, macias e confortáveis. O tecido transforma o vapor emitido pelo corpo em calor enquanto que as bolsas de ar existentes entre as suas fibras o retêm. O tecido ainda possui características anti-bacterianas que diminuem os odores desagradáveis causados pelo uso prolongado da roupa.

Uma alternativa brasileira são as camisetas “segunda pele” vendidas em lojas de acessórios para motoqueiros.

. 3ª camada: roupas comuns.

. 4ª camada: suéter ou cardigã de lã ou cachemir (a opção mais quente e macia). Blazer ou paletó de lã.

. 5ª camada: casaco mais pesado.

Casaco de lã/feltro. Alguns tipos:

-     caban ou pea-coat: casaco curto de origem naval, geralmente preto ou azul marinho, possui abotoamento duplo, pode ou não ter capuz;

-     duffel-coat: usado pela Marinha Britânica na Primeira Guerra, sua característica mais marcante são os quatro fechos de corda e madeira (pode ser de chifre ou de plástico mesmo), possui capuz e bolsos frontais, comprimentos variados;

-     ¾ (três quartos): o grande clássico, abotoamento simples (mais prático) ou duplo, pode ir até a coxa, joelho ou panturrilha,

Parka: mais informal, geralmente feita de algodão ou algum tecido impermeável, possui forro levemente acolchoado ou em pele (falsa ou real) e capuz também com detalhes em pele, abertura frontal com zíper e botões e cordão ao redor da cintura.

Doudoune: amadas por uns e odiadas por outros, as doudounes são aqueles casacos de nylon super acolchoados, também conhecidos como casacos de ski. Alguns acham que ficam parecendo o boneco da Michelin quando usam uma doudoune mas é inegável que elas são uma das proteções mais efetivas contra o frio.

Existem versões luxuosas e caras feitas por marcas como as francesas Moncler e Pyrenex que, muitas vezes, se associam a famosos estilistas para lançar coleções personalizadas (de tempos em tempos a Pyrenex abre uma pop-up store em Paris com uma dessas coleções). Também famosa por suas doudounes poderosas é marca canadense Canada Goose.

Em qualquer um desses casacos, o capuz é sempre uma boa pedida pois perdemos muito calor pelo topo da cabeça e, quando o capuz não estiver sendo usado, ele aquece a região da nuca e do pescoço.

. 6ª camada: acessórios.

Usar sapatos de solas grossas que isolem o frio que vem do chão (um dos principais motivos dos pés ficarem gelados) ou usar palmilhas isolantes. No Brasil existem palmilhas de lã de carneiro também eficazes para isolar o frio.

Usar meias de cachemir ou feitas de tecido thermolactyl que retem o calor.

Usar cachecóis. Se o ar estiver muito gelado, cobrir o nariz com o cachecol para aquecer o ar respirado.

Usar gorros para evitar a perda de calor pelo topo da cabeça.

Apesar de atrapalharem o manusear de telefones e dinheiro, as luvas são importantes pra dminuir a sensação de frio generalizado. Às vezes podemos dispensá-las e colocar as mãos nos bolsos do casaco. Menos um item pra se perder…

Só lembrando que esse roteiro de camadas é uma sugestão, eu mesmo nunca uso ceroulas. Cada pessoa tem uma tolerância ao frio e às vezes é mais prático usar menos camadas e passar um pouco de frio nas ruas. Ficar com as mãos ocupadas com casacos e suéteres enquanto se faz compras também é um pouco incômodo mas é um mal necessário.

Endereços:

Uniqlo – 17 rue Scribe

Moncler – 5 Rue du Faubourg Saint-Honoré

Pyrenex Pop-Up store – 40 rue Etienne Marcel