Pol Roger: o champagne do casamento real inglês


A marca do champagne escolhida pela Rainha Elisabeth para receber seus convidados na festa de casamento do Príncipe William e Catherine Middleton foi a francesa Pol Roger cuja sede e vinhedos se encontra em Epernay.

Para aumentar o prestígio desta marca, o Guia dos Melhores Vinhos da França 2012 condecorou o champagne Paul Roger com três estrelas.

Por tudo isso acho que vocês deveriam conhecer a gama de champagnes desta marca menos conhecida no Brasil.

Para o natal deste ano, a estilista francesa Nathalie Garçon criou um presente original: um elegante cofre com duas gavetas. A primeira contém um garrafa de Champagne Pol Roger Brut Vintage 2000 e a segunda uma écharppe refinada em seda e veludo.

O preço du Brut Vintage 2000 é de 52 euros. O preço deste cofre + écharppe + champagne é de 250 euros.

Vocês podem comprar os champagnes e este cofre Pol Roger na Caves Legrand, um dos melhores endereços de Paris para vinhos. Esta cave se encontra na maravilhosa galerie Vivienne. Leiam artigo sobre esta galeria e a rue Vivienne clicando aqui.

Site das Caves Legrand.

Site de la Maison Pol Roger



Paris: um programa especial


Para aqueles que estão à procura de programas fora dos circuitos parisienses normais aqui está uma sugestão inusitada.

Um restaurante efêmero instalado no teto de um prédio em construção. O espaço foi apropriado pela Champagnes Krug, decorado com cuidado e a cozinha dirigida pelo chef duas estrelas Arnaud Lallement.

Neste endereço secreto, Krug propõe o espetáculo sublime da cidade mais bonita do mundo harmonizada com os champagnes da marca.

Proposta válida até o dia 6 décembre 2011 com o número limitado de 14 pessoas no almoço e no jantar. Quer dizer, poucos  irão viver esta experiência.

No cardápio duas possibilidades:

. um menu à 150 euros por pessoa acompanho por três coupes de champagne Krug Grande Cuvée e Krug Rosé.

. um menu à 300 euros por pessoa acompanhado por três taças de champagne Clos-du-Mesnil 2000 e vintange 2000.

Para maiores informações e para reservar seus lugares cliquem no link abaixo.

A inscrição é por aqui.



Como degustar vinhos (versão não pretensiosa)


Denis Dubourdieu é professor de enologia na Universidade de Bordeaux. Figura conhecida e muito respeitada nos meios universitários e enófilos.

Graças á este professor erudito me reconcileiei com a cerimônia de degustação de vinhos.

Vamos lá, um pequeno desabafo. Quando me vejo  rodeada por pessoas  dissertando sobre cores aveludadas, sabores redondos e perfumes das folhas mortas do outono para descreverem o vinho que degustam,  me sinto a última dos mortais. A reação seguinte é próxima ao tédio profundo.

Dubourdieu me consola ao considerar como “difícil”  a pergunta “o que você pensa deste vinho”. Encontrar palavras para descrever sensações no domímio  do gosto, da textura é tarefa árdua. Além do mais certas sensações não podem ser verbalizadas. A degustação é um exercício ligado aos sentidos e não ao  intelecto.

Apesar da dificuldade, se quisermos descrever as sensações de uma degustação Dubourdieu aconselha o seguinte método despretensioso e divertido.

Formem um grupo de amigos próximos e durante as degustações, sem complexos e bem à vontade, tentem encontrar as palavras que possam descrever as sensações. Deixem as associações livres e as palavras soltas. Brinquem com a situação e “experimentem” tanto o vinho quanto as palavras.

Sobretudo não sejam papagaios, não repitam as opiniões “sábias” que leram ou ouviram um dia. Cada indivíduo vai encontrar a sua forma de expressão e as suas próprias palavras.

Vejam só que liberação!

Vídeo publicado pelo jornal Le Monde.fr



Lembrança de Paris, champagne e Veuve Clicquot


A Maison Veuve Clicquot lança uma mini geladeira  design anos 1950 capaz de conservar o champagne gelado durante duas horas. Ideal para piqueniques em jardins parisienses, ou quem sabe nas praias da Córsega e, para os mais chics, em barcos ancorados em pequenas baías da Côte d’Azur.

Excelente presente e uma pequena lembrança de Paris.



Grande vinho, grande arquiteto


Cheval Blanc, Premier Grand Cru Classé Saint Émilion, inaugurou no início de junho seu novo chai desenhado pelo grande arquiteto francês Christian de Portzanparc.

Instalado no coração do vinhedo, uma construção em equilíbrio ilusório, um movimento cheio de graça.

Château Cheval Blanc faz parte da lista dos vinhedos da região de Bordeaux que abrem suas portas somente para os profissionais.



A rota dos vinhedos da Borgonha – Côte d’Or – parte 2


Mais uma contribuição do médico e enólogo Dr. Gerson Lopes que já publicou no Conexão Paris um primeiro artigo sobre a Borgonha, e dois outros sobre a região do Champagne. Vejam aqui, aqui e aqui.

Continuando nossa viagem … ainda no território dos grandes tintos. No próximo artigo vamos para o mundo dos brancos.

A partir de Gevrey-Chambertin a “conversa é prá gente grande” pois entra-se no território de alguns dos mais renomados grands crus do mundo: Chambertin, Chambertin-Clos de Béze, Chapelle–Chambertin, Charmes–Chambertin (ou Mazoyères–Chambertin), Griotte–Chambertin, Latricières–Chambertin, Mazis–Chambertin e Rouchottes–Chambertin. Memorizem estes nomes pois são todos vinhedos “tops” desta comuna (Gevrey-Chambertin).

Mas atenção: a qualidade dos vinhos está intrinsecamente ligada ao nome dos bons produtores. Na Borgonha vinícola é preciso “memória de elefante” para conhecer e degustar seus grandes vinhos. Tirar uma foto à frente de um destes vinhedos faz-nos sentir como um tiete diante de um ídolo.

A próxima parada na “descida” é Morey-Saint-Denis, com seus tintos premiers e grands crus aromáticos, frescos e bem balanceados. Talvez pela proximidade física, que na Borgonha pode não significar grande coisa, a comuna seguinte, Chambolle–Musigny, mostra, como a anterior, os vinhos mais finos, elegantes e femininos desta fantástica região.

Vougeot vem a seguir, produzindo um grand cru (Clos de Vougeot) e alguns ótimos premiers crus. Contrariando a opção pelos tintos da Côte de Nuits, Vougeot também produz brancos muito interessantes, macios, mas encorpados.

Quase obrigatória a visita ao Château du Clos de Vougeot. Além de ter uma adega e prensas de vinho que datam do século XVIII, o Château é sede da histórica Confrérie des Chevaliers du Tastevin.

Na comuna seguinte, Vosne-Romanée, na chamada “zona alta” dos grands crus da Borgonha, encontra-se o diminuto (1,8 hectares) vinhedo Romanée–Conti origem do mítico vinho de mesmo nome. Daqui saem entre 5000 e 9000 garrafas ao ano, objeto de desejo de todo enófilo. Infelizmente, poucos são os que podem pagar pelo privilégio. Outros vizinhos ilustres (grands crus) como La Tâche, Richebourg, Romanée–Saint Vivant, La Grande Rue e La Romanée são também desejados e apreciados por qualquer pessoa apaixonada por esta bebida. Ainda mais quando o produtor atende pela sigla DRC (Domaine de la Romanée Conti).

Próximo a Vosne–Romanée, do outro lado da N74, encontra-se o vilarejo Flagey–Échezeaux com dois grands crus: Échezeáux e Grands–Échezeaux. Estamos falando de vinhos que são verdadeiros ícones. Como os anteriores, mostram grande complexidade aromática, e, na boca, são sólidos, robustos, mas tornam-se elegantes com o tempo na garrafa. Portanto, além de capital, é preciso ter paciência se quisermos desfrutá-los em toda sua plenitude. O prazer obtido é algo mágico que não pode ser descrito por palavras. “Pura emoção” talvez seja a melhor definição.

Chega-se finalmente à Nuits–Saint–Georges, e aqui, a dica do sommelier Serge Dubs é harmonizar um bom vinho desta cidade simplesmente com uma gostosa baguete francesa. Obedece quem tem juízo. Testamos (e aprovamos) a dica. Maravilha!



Rota do vinho de Bordeaux


O primeiro artigo do Conexão Paris sobre a região de Bordeaux é um endereço de prestígio para vocês conhecerem um vinhedo, seu castelo e seus vinhos.

A região do Médoc se encontra ao norte de Bordeaux, entre o oceano Atlântico e o rio La Garonne. Nesta área se encontram as seguintes appellations: Listrac, Marguax, Moulis, Pauillac, Saint-Estèphe e Saint Juliens.

O Château Palmer é um representante da prestigiosa appellation Margaux e seus ceps merlot e cabernet sauvignon produzem um dos melhores grands crus de Bordeaux.

Château Palmer é realmente um castelo construido em 1856.

Pode-se visitar o castelo, os espaços destinadas à produção, ao  amadurecimento em tonéis e ao envelhecimento do vinho em garrafas.

As degustações são organizadas em torno do Palmer e do Alter Ego, duas denominações para os produtos da maison.

E, em setembro, a festa da vendange é um momento especial na vida do Castelo.

As visitas são feitas unicamente com hora marcada e o Château aceita no máximo 12 pessoas. Ele está aberto de segunda à sexta feira, na parte da manha e da tarde. Para marcar uma visita cliquem aqui.

Atualização: Château Palmer acabou de me informar que estará fechado por um ano a partir do dia 15 de junho 2011. Para melhorar a produção do vinho e a recepção do público, o castelo vai passar por grandes reformas.

Cliquem aqui para acesso ao site do Château Palmer.



Proposta “revolucionária” para receber vinho diretamente do seu laptop


Esta dica foi enviada por Sergio T. Gonçalves.

Cliquem aqui.



Champagnes Ruinart


Sugestão para um presente perfeito. O cofre Integrale  da Ruinart que acabou de ser lançado, com:

- Dom Ruinart Blanc ds Blanc 1998

- “R” Millésimé 2004

-  “R” Ruinart

-  Ruinart Blanc de Blancs

- Ruinart Rosé

- Dom Ruinart Rosé 1996

O cofre Integrale com cinco garrafas – cujo preço varia em torno de 450 euros -  é vendido nas boas caves parisienses  e nos sites especializados. Este acima, com seis, é vendido na Maison Ruinart em Epernay. Preço não comunicado.



Queijos: vinho tinto ou branco? Champagne: na sobremesa?


Queijos: vinho tinto ou branco?

Tinto, respondemos todos. Falso, diz Maurice Beaudoim em um artigo publicado no Magazine Figaro.

De acordo com este jornalista gastronômico o branco se harmoniza melhor com o queijo.

Para um queijo de cabra, um sancerre, um vinho pouilly fumé, un belle blanc.

Para o fourne ou o roquefort, um sauternes, um jurançon.

Para um comté e um beaufort, um Château-Chalons.

Para o chaource ou o brillhart-savarin, champagne.

Uma exceção , o reblochon e o vacherin aceitam um bourgogne tinto.

Quanto ao champagne, ele não é recomendado para acompanhar as sobremesas. Quando tem açúcar nos pratos, é preciso ter açúcar também nas taças. Para acompanhar um doce melhor um sauternes ou um muscat. O champagne se bebe ou como aperitivo ou durante toda a refeição para acompanhar os pratos salgados.