Hábitos franceses X hábitos brasileiros

Os parisienses recebem com frequência. Nada de jantares complicados com receitas que exigem horas de trabalho. Normalmente a refeição é preparada pelos donos da casa e conheço muitos homens que são responsáveis pela cozinha.

As fotos abaixo ilustram um estilo de vida e descrevem um jantar na casa de amigos um domingo do mês de junho. Todos chegaram respeitando os protocolares 15 minutos de atraso.  Após aperitivo rápido, que dura no máximo uma hora, o jantar foi servido.

Belo apartamento perto da praça de Ternes.

Enquanto nossa amiga serve o aperitivo na sala, o dono da casa prepara postas de peixe na manteiga. Os pratos de porcelana são aquecidos no forno em baixa temperatura.

Durante todo o jantar  foi servido champagne Ruinart Rosé ou vinho branco.

Após o prato principal, peixe e batatas cozidas, uma salade de alface e um plateau de queijos.

Como sobremesa, uma deliciosa torta de chocolate comprada no famoso traiteur de Ternes, a Maison Pou.

Cafezinho e pronto.

O aperitivo é uma fase relativamente rápida se comparada com os hábitos brasileiros. Ele é somente uma introdução onde somos apresentados aos outros convidados ou reencontramos velhos amigos. Os amuse gueules são leves como tomates cereja, azeitonas e castanhas. O momento nobre é o do jantar  servido com calma. Entre os diversos serviços os franceses fazem uma pausa e esticam o tempo e o prazer da companhia, do vinho e da refeição. As receitas são simples para não complicar a vida dos donos da casa e o fundamental é a qualidade dos produtos.

Eu me adapto bem a este esquema de horários precisos, aperitivos curtos e refeições prolongadas. Na minha Minas Gerais o horário de chegada é largo, come-se e bebe-se durante três ou quatro horas antes das refeições e quando, enfim, alguém anuncia “o jantar está servido” já estou com vontade de voltar para casa.

 

93 pitacos, participe desta conversa

  1. LéaParis. disse:

    Prefiro o jeito francês, odeio falta de pontualidade, comida demais e o jantar saindo muito tarde, realmente na maioria das vezes já estou com vontade de ir pra casa. ps- moro em Minas Gerais há 26 anos e não me acostumo.

  2. Alessandra Ricartes Pereira disse:

    Tenho que concordar com a Vania, muita formalidade com horário deixa a coisa meio engessada. A liberdade deixa mais leve e agradável. Mas o brasileiro tem um problema sério com horário que acho desagradável. Não precisa ser pontualíssimo, mas chegar meia hora atrasado em um convite para jantar, a menos que você tenha uma boa justificativa, é muito deselegante e uma falta de consideração com o anfitrião e os outros convidados.

  3. Vania Klier disse:

    Sou casada com francês e vivo em Paris desde 2003. Achei muito valido o post da Lina, mas não posso concordar com tudo o que ela disse. Você só quer ir embora de um encontro social como um jantar ou almoço em casa de amigos quando as pessoas são muito chatas e nada tem a ver com você. Este jantar que a Lina postou é uma tônica na França, cheios de “não me toques” e de regrinhas que parecem mais um evento militar do que uma reunião entre amigos. Sempre tenho um desses jantares chatérrimos. Viva as reuniões brasileiras, onde somos livres sem sermos mal educados. Meu marido, francês, adora as reuniões com nossos amigos brasileiros e detesta quando somos convidados pelos amigos franceses, com raras exceções. Mas, gosto é coisa que não se discute!

  4. Cristina C. disse:

    Uma diferença marcante: no brasil, quando brindamos, todo mundo tende a falar “êêêê…” e todos ficam olhando só para o monte de copos que se forma no centro. Na cultura francesa, brinda-se quase que um por um (óbvio que limitado aos que estão à sua volta) e olha-se nos olhos de cada pessoa.
    Outra curiosidades: nunca se corta a salada no prato, ela já é servida no tamanho certo. E passar o pedaço de pão no prato pra pegar o molho não é problema! :)

  5. Maurício Christovão disse:

    Jose Rodrigues: No site da ANVISA explica detalhadamente o que pode e o que não pode entrar no Brasil. É parecido com o procedimento da maioria dos países. No seu caso, eram alimentos industrializados, mas você tivesse levado queijos, embutidos ou algum vegetal, provavelmente teria problemas nas alfãndegas.

  6. José Rodrigues disse:

    Lina
    Obrigado pelo esclarecimento, agora fez sentido.

  7. José Rodrigues disse:

    Bem que gostaria de poder trazer várias delícias para cá no retorno das viagens sem me preocupar com a alfândega.
    Indo para Paris levei uma caixa de bombom e uma de chiclete de encomendas para um conhecido, não tive nenhum problema mas era bem pouca coisa.

    Acho que o excesso de formalismo é tão errado quanto a pessoa achar que pode chegar na casa dos outros, sem avisar, na hora do almoço.
    Bom senso é a solução para os problemas.

    Pergunto novamente aos entendidos, algum motivo em especial para o prato principal vir em primeiro lugar?

    • Lina disse:

      José Rodrigues
      Normalmente temos uma entrada antes. Neste jantar, ela foi eliminada. Não queríamos comer demais.
      Os franceses acham que o queijo é um complemento do jantar. A salada de alface é para ajudar a digestão, como a couve na feijoada.

  8. Cláudia disse:

    Lenna, eu me fiz a mesma pergunta: Como será que a Sra. Dilu passa com tudo isso no aeroporto?! inclusive com iguarias do Pará, estado que nem havia entrado na história.

  9. Maurício Christovão disse:

    Jane Curiosa: Por coincidência, tenho usado muito o termo “Trem Bão”, em oposição ao faraônico trem-bala, que ocupa as manchetes há anos. Já pensou um “Trem Bão”, confortável, que faça uns 150 km/h, que não carece dessa vitesse toda, de 400 km/h. Faríamos Rio-Sampa em duas horas e pouco, sem engarrafamentos, chuvas e nevoeiros. Rio-BH em um pouco mais de tempo, ou BH-Sampa…
    Um dia, quem sabe???

  10. Adriana Pessoa disse:

    Lina,
    AMEi seu post mostrando essas diferenças culturais.
    Vinda de uma “Minas profunda” entendi perfeitamente o que vc quis dizer e compartilho da mesma opinião.
    Beijos.

  11. eymard disse:

    Jaqueline, fuá significa “confusao”, “briga”. A Jane se refere a polemica do “foie” e com o “jogo de sons” das palavras. Um post mais antigo aqui no CP que deu o que falar (a polemica sobre o “foie gras” e o sofrimento a que se submetem os patos para a retirada da iguaria). Jane Curiosa certamente lhe responderia com seu habitual bom humor. Mas em síntese o termo “fuá” nos remete carinhosamente aos desdobramentos daquela polemica que foram transbordar num delicioso texto do Dodo nos comensais…..veja como o fuá foi grande! (rs)

  12. Lenna disse:

    Dilu Bartolomeo Vilela,
    visto tua aprimorada educação e tantas viagens, inclusive, com permanência no sofisticado Hotel de Crillon, pergunto como passaste tantas vezes na alfândega com ítens proibidos , que fazem parte da tão famosa e gostosa gastronomia mineira?!?!

  13. Jacqueline disse:

    Jane Curiosa
    O que é fuá?

  14. Lenna disse:

    Rosa Cerqueira,
    concordo plenamente contigo!!! Que venham pessoas que queiram trocar idéias, que venham pessoas para acrescentar, que venham pessoas aproveitar as coisas boas que estão aí…

  15. Dilu Bartolomeo Villela disse:

    Lina
    Obrigada por você ter apreciado, pois isso nos faz mais próximas e é sabido que a diversidade de opiniões (com educação) normalmente gera crescimento. Assim como você, também sou apreciadora de diversas culturas e outros rituais, principalmente na gastronomia. As duas vezes ao ano que vou a Paris, consulto tudo que você posta, pois admiro seu blog. Parabéns! E não por isso, que não discorde de seu posicionamento como o fiz. Seu texto está simples e gostoso, as fotos estão lindas, o jantar perfeito, mas… o título… fazendo moldura à sua última frase…

    Muitas vezes se torna conveniente esclarecer falas que não são faladas pessoalmente, olho no olho. Quanto “às várias interpretações que damos aos textos”, é adequado dizer que não interpretei erroneamente a frase que causou todo esse construtivo alvoroço. Sua frase: “Na minha Minas Gerais o horário de chegada é largo, come-se e bebe-se durante três ou quatro horas antes das refeições e quando, enfim, alguém anuncia “o jantar está servido” já estou com vontade de voltar para casa.”

    A frase está limpa e muito clara, longe de dúbias interpretações, só que meio contraditória para quem tem muito torresmo nas veias. Não concordo e baseada nela que formei a minha frase: “Na MINHA Minas Gerais e na dos meus amigos também, o horário de chegada é largo, come-se e bebe-se FELIZ durante três, quatro ou MAIS horas e quando, enfim, alguém anuncia “o jantar está servido” na minha/nossa mesa AINDA existe fascínio e assunto (que é o mais importante) para não ter vontade de voltar para casa.”

    Nunca questionaria sua mineiridade, já que não a conheço. Apenas recuso vir de uma boa mineira a comparação das diferenças entre brasileiros e franceses com conotação, que me pareceu de pouco-caso: sua vontade de ir embora pra casa antes mesmo de finalizar uma refeição numa casa mineira, aliás, de sua gente mineira.

    Do mesmo jeito que amo, defendo e valorizo nosso peculiar estilo de acolher os amigos, amo minhas viagens e o distinto modo de receber em outras mesas. Na realidade o que mais amo na vida é viajar, exatamente por causa das diversidades que encontra-se em cada lugar visitado. Exemplo disso, foi minha ultima experiência a qual acabo de retornar. Além de ter tido o privilégio de permanecer dezessete dias em Paris no Hotel de Crillon e catorze dias pela Bretanha e Normandia apreciando a comida de restaurantes premiados com estrelas Michelin em maravilhosos hotéis da rede Relais & Châteaux, repeti também experiências primorosas com a hospitalidade e a mesa de amigos que sempre visito nessa extraordinária França. Eles tb sabem ser tão calorosos como nós, mineiros! É como, em outras palavras, Mallu Calixto e Sandra Abrahim mencionaram: recebemos a mesma acolhida que proporcionamos.

    Claudia, respondendo sua pergunta, faço questão de sempre levar para Paris um pouquinho da nossa riqueza (goiabada, cachaça, tapioca, farinha de mandioca, feijão fradinho, tucupi, jambu, queijo Minas Padrão, canastra, pão de queijo, etc) e sempre trazer, além de perfumes, além de ingredientes fantásticos de onde considero uma das melhores culinárias do mundo, muitos presentes dos meus queridos amigos franceses.

    Lina, não “procure bem” para encontrar finesse em meu comentário. Até mesmo porque finesse não carece ser procurada, ela existe ou não. Minha intenção ao explicar o real sentido da palavra finesse; a alusão à NEW francesa e a falta do uso correto do português foi direcionada à senhora Elizabeth Kress empregando essa palavra em seu infeliz comentário: “Bonjour!!Je suis d’accord avec toi….em Minas Gerais come-se muito torresmos, mandioguinha frita, gilo c/ queijo…e por ai vai…prolongando a tarde e perdendo o “apetite”!! e os convidaddos sempre chegam atrasados!!!Moro ha 25 anos na Europa e ja nao me acostumo com nosso estilo mineiro , muita comilanca …sem muita finesse…!!”

    Espero ter aclarado. Bj, Dilu

  16. Jane Curiosa disse:

    Oh my!,”entos” anos depois e inauguramos o Trem Bão*(by Rodrigo),um equivalente do Orient Express…e voltamos ao escambo…

  17. Jane Curiosa disse:

    Sophia,primeiro terá de haver a licitação…

  18. Maurício Christovão disse:

    Perfeito, Sophia!!!

  19. Sophia disse:

    Onde compro a passagem para esse Trem Bão? Guardem um lugar para mim! Estarei esperando na estação de SP, junto com a Suely.

  20. Sophia disse:

    Deixe-me ver se entendi: toda essa celeuma em função de uma descrição de como funciona um jantar com amigos em Paris? Ora, devo ser de Marte mesmo, porque acho isso muito estranho.
    Bem, Lina: obrigada por nos apresentar mais um aspecto da cultura francesa. E ainda bem que você gosta desse modus operandi de jantar, afinal seria uma tortura morar numa cidade cujos hábitos sociais não estivessem em harmonia com suas preferências.
    Particularmente, aprecio os vários tipos de jantar: os que se prolongam nos aperitivos (mineiros ou não), os que se prolongam na refeição, os que se prolongam no café e no cognac… Seu texto também foi interessante porque nunca tinha imaginado quanto tempo dura uma refeição com amigos aqui em casa e como divido o tempo entre as várias etapas. Sou a cozinheira, meu marido divide-se entre as funções de “maître de salle” e “sommelier” (rs) e as etapas vão fluindo de acordo com a conversa, sempre animada e com tendência à maledicência – dirigida aos patrões, aos vizinhos, ao governos, aos comentadores pouco polidos e o que mais nos fizer rir das pequenas tragédias cotidianas.
    Nunca tinha parado para imaginar que algumas pessoas possam se irritar com o prolongamento dos aperitivos, como alguns pitaqueiros apontaram. Obrigada por esses comentários, porque vou tentar ficar mais atenta às mudanças de humor dos convivas. Afinal, recebemos para proporcionar bons momentos.

  21. Suely disse:

    Jane curiosa
    Me avise quando vai passar esse Trem Bão aqui em São Paulo.

  22. Suely disse:

    A Lina como sempre preocupada em nos mostrar tudo de Paris, abriu as portas desse lindo apartamento para entrarmos e apreciarmos como é servido um jantar familiar, desde a preparação até a sobremesa, com fotos lindas. Eu particularmente me interesso por conhecer os hábitos e o modo de vida dos outros povos e regiões, inclusive no Brasil que tem tantas diferenças de estado para estado, gostei bastante do post e espero que a Lina continue com essas matérias. Abs.

  23. Jane Curiosa disse:

    Ô Luciana…para mim os de Bourdeaux,por favor.

  24. Jane Curiosa disse:

    Jacqueline,concordo.Até hoje lembro do primeiro pãozinho de queijo que comi.Delícia! Agora,um Trem Bão* com churrasco,só pode voltar carregado com “fuá”.E vai ter ter de levar um gaúcho pilchado para assar a carne.

  25. Jacqueline disse:

    Como tem mineiros aqui! Pão de queijo, uma das coisas mais deliciosas do mundo! Com churrasco deve ser manjar dos deuses! Acrescente-se um vinho francês e o-lá-lá!

  26. Luciano Melo disse:

    Jane Curiosa
    E o trem bão sairia abastecido com pinga de Minas e voltaria abastecido de vinho francês…

  27. Jane Curiosa disse:

    Rodrigo e Eliana,o Trem Bão* sairia de Bel’zonte lotado de torresmo e voltaria de Paris carregado de queijo…

  28. Cesar Aragão disse:

    Interessante o post e o assunto.É muito curioso observar as diferenças culturais,e penso que a melhor maneira de não pagar mico,é observar como vai “rolar o processo”..E se tropeçar em algum detalhe,levar isso com bom humor…risos

  29. Fabiano disse:

    Irresistível não comentar! Tive 2 experiências totalmente distintas na minha primeira visita a Paris em 1998: Ao comprar o bilhete para entrar na Torre Eiffel a atendente, uma senhora de idade, foi extremamente grosseira. No meu último dia, com mala e bolsa grande, debaixo de chuva, no início da noite, saí do albergue Le D’Artagnan a caminho do metrô e a alça da bolsa arrebentou e eis que veio um francês extremamente educado ajudar. Nessa época o inglês era realmente repudiado pela maioria. Pois bem, voltei em Paris no ano passado e fiquei surpreso com a evolução do turismo e a aceitação dos parisienses. No Quartier Latin uma senhora simplesmente parou ao me ver com minha esposa olhando um mapa e ofereceu ajuda! Nas lojas alguns vendedores, ao perceber a dificuldade com a língua francesa perguntaram se eu falava inglês. Como isso pode ser caracterizado como maus tratos??! É óbvio que gente mal humorada e de mal com a vida existe em qualquer lugar, inclusive aqui no blog e no Brasil, taí o melhor exemplo. Má sorte de quem ‘tromba’ com eles!

  30. Rodrigo Lavalle disse:

    Jane e Eliana, que trem bão esse, hein?

  31. Cláudia disse:

    É Lina… cada um entende o que quer, interpreta como quer.
    Gosto do do meu país, tem coisas lindas e curiosas e tem outras não tantas. Quando eu viajo, seja para cidades daqui ou para fora, adoro ver, aprender coisas novas.
    Que mal existe em ver que em algumas coisas a França é melhor? ou será que a Sra Dilu só usa perfume nacional?
    Acabei de ver uma entrevista com o jogador Vampeta onde ele diz normal dirigir embriagado e andar armado… isso é legal Sra. Dilu? é o nosso país.
    Podemos criticar políticas econômicas, sociais, mas costumes locais, como uma forma de servir?? tudo tão prático…
    Provavelmente quando ficar impossível contratar uma empregada doméstica, a sra vai acabar percebendo que a praticiadade deles não os impediu de fazer um jantar harmonioso e aconchegante para os seus convidados.

  32. Jane Curiosa disse:

    Eliana,seria um Trem Chamado Desejo,um trem Belo Horizonte_Paris,hehehe

  33. Eliana Barbosa disse:

    Que assunto gostoso, gente! Vontade de ir prá Minas e Paris no próximo trem!

  34. Flávia Carioca disse:

    Oi Lina!
    Um post tão bacana, contextualizando a prática da refeição francesa e olha quanto barraco em alguns comentários, ahahah!
    Eu amei ler o post, me fez lembrar do tempo dos jantares informais em que era convidada quando morei aí.
    Lembrei-me do prato de queijos que vinha depois do jantar. Lembrei-me de um jantar onde o prato principar era tomate recheado de carne. Delicioso e inesquecível.
    Enfim, amei o post!
    beijos.

  35. Jane Curiosa disse:

    Marcello Brito,e Paul Newman exibindo aquele tanquinho,oh!,nem é inveja o que eu sinto.

  36. marcello brito disse:

    Voltando a ler alguns apartes rudes aqui e ainda com as lembranças quentes do On The Road que vi ontem, me lembrei de um famoso monologo que Tennessee Willians colocou na boca acho que de Geraldine Page em Doce Passaro da Juventude, e que diz algo como “a grande diferença entre as pessoas neste mundo não é entre quem é rico ou pobre, inteligente ou burro, bom ou mau. É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, porque este apenas observou, e observou o outro e a diferença com inveja, inveja doentia!!”

  37. Madá disse:

    Gostei muito do post. Eu, como turista, não tenho acesso a esse tipo de informação (a não ser em filmes e livros) e acho muito legal ver como funciona. Acho no mínimo bacana, se ter uma “certa ideia” de quando a comida será servida :) Já saí de alguns almoços/jantares no Rio por não conseguir mais aguardar a refeição, mesmo com o papo divertido. Também gostei de não ter que preparar 3 opções de pratos principais (ao se oferecer um jantar/almoço) para satisfazer quem não come peixe, quem não come carne, quem não come porco e por aí vai. Pareceu tudo de fato simples, prático, prazeroso e sofisticado. Porém, não sei se acharia monótono se fosse sempre assim.

  38. Jane Curiosa disse:

    : A gentileza é a elegância da inteligência. Não sei quem disse isso,mas para mim é algo gravado em pedra.

  39. vania disse:

    Moro em Paris a nove anos e vou discordar deste post. Sou carioca e detesto o formalismo francês. Me sinto muito mal em jantares de franceses e os acho chatissimos com toda aquela burocracia, tudo muito certinho…na realidade não sabem se divertir!!! Viva o Brasil!!!!

  40. eymard disse:

    Passando tarde. Mas em tempo de dizer que se “em Roma, como os romanos”, em “Minas, como os mineiros”, em Paris…bem…em Paris “como os parisienses”. Mas as grandes cidades também são cosmopolitas. Nao se recebe igual na capital e em pequenas cidades do interior. Seja nas Minas Gerais ou em Paris. Mas tudo que eu queria dizer, Marcello Brito disse antes e melhor do que eu. Lina, o post esta uma delícia. Está certo que não tem pao de queijo, mas essa saladinha estava ótima. E do café da manhã até a ceia, rendeu um “largo” papo regado com todo o tipo de comida e (des)tempero!

  41. Rosana disse:

    Tenho a alegria de participar de uma refeição como esta anualmente na cidade de Torcy onde mora uma querida família francesa e a praticidade e a qualidade dos produtos é o que tem o lugar à mesa . Me encanta a participação de todos os membros da família !

  42. Mauricio Christovão disse:

    Post com comida e barraco sempre rende muitos comentários…Quanto à culinária mineira, somos fãs(Mme S. e eu) e nas nossas andanças por lá sempre procuramos provar as variações locais dos pratos tradicionais e dos queijos, uai!!!

  43. Cláudia Oiticica disse:

    Excelente post, Lina! Os detalhes determinam uma cultura, mas o mais importante, sempre, é a hospitalidade dos que nos recebem. Aqui, na França, ou em qualquer lugar do mundo. Voilà!!

  44. Claudia Faria Khouri disse:

    Sr Indignado Brasileiro, indigne-se com sua falta de educação!

  45. Mallu Calixto disse:

    O melhor de conhecer outras culturas é exatamente conhecer suas peculiaridades. A boa educação dita que você deve agir de acordo com a cultura de seus anfitriões. Eu, mineira de almoços extendidos, particularmente, fui excepcionalmente bem tratada na França, acredito que boa educação, simpatia e elegância sempre geram resposta positiva em quem tem um mínimo dela.

  46. Rosália Velloso disse:

    Na minha opinião, o comentário desse indignado aí não merece nenhuma resposta…

  47. Sandra Abrahim disse:

    Depois de ler os comentários, a seguir deste lindo artigo que a Lina escreveu, sempre com muita educação e delicadeza. Mostrando as diferenças e peculiaridades que existem entre os costumes. Fico pensando o que leva uma pessoa a ser tão mau educada como o indignado brasileiro… Certamente deve ser uma das pessoas que entre nós, tem o péssimo hábito de chegar atrasado nos lugares achando que isto é ser charmoso o descolado. Sou carioca e isto é um costume habitual entre nós, aliás um costume detestável. Tambem não acho que a Lina esta desprezando a culinária mineira. Deixemos a vaidade, e orgulho mau resolvido de lado, e passemos a apreciar o que outros lugares tem, na cultura, nos hábitos e etc.
    Responder com palavras indelicadas e agressivas como deste brasileiro que não tem a coragem de se indenficar, só faz nos humilhar como brasileiros que somos.
    Porque felizmente nem todos nos somos tão mau educados.
    Temos todos os dias ,aqui no CP, comentários de pessoas maravilhosas que dividem conosco suas experiencias e opiniões.
    Talvez seja por isso que quando viajamos somos bem tratados , como sempre fui, e vejo outros aqui no CP falarem a mesma coisa.
    Quem é mau educado certamente será tratado da mesma forma !!
    Lina continue com sua escrita deliciosa, tentando nos mostrar a sua experiencia de tantos anos em Paris. Suas dicas e sua preocupação em ser correta, imparcial sem deixar de dividir conosco sua opinião de quando em quando ! É e será sempre um prazer …e tenho certeza que para muitos pitaqueiros !!!

  48. Lina disse:

    Patrícia
    é um requinte do dono da casa que aprecia tudo muito quente. Ele aquece os pratos para que a comida não esfrie.

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