Exposição Icones da Arte Moderna na Fundação Louis Vuitton

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A exposição “Icones da Arte Moderna. A Coleção Chtchoukine”, em cartaz na Fundação Louis Vuitton, é imperdível para quem gosta de arte em geral e de impressionismo em particular.

Mesmo estando em cartaz desde outubro de 2016, só nesse final de semana conseguimos ir à Fundação Louis Vuitton ver a exposição Icones da Arte Moderna. A Coleção Chtchoukine.

Apesar de sempre aconselharmos a compra antecipada de ingressos, nós não seguimos nosso próprio conselho e ficamos 1 hora na fila (no frio) esperando para entrar no prédio da Fundação. Então reforçamos o conselho: comprem os ingressos com antecedência, cliquem aqui. No caso de exposições temporárias, se puderem evitar os finais de semana – quando os parisienses as visitam – melhor ainda!

Sergei Chtchoukine

Sergei Chtchoukine foi um rico homem de negócios russo que, a partir de 1898, entrou em contato com as artes através de importantes marchands. Talvez por mérito pessoal, talvez pelo poder de influência dos marchands, ele se interessou por artistas de sua época – os quais passou a comprar em ritmo acelerado – e não pelos clássicos consagrados. Isso fez dele, além de colecionador visionário e radical, um grande mecenas das artes no começo do século XX. Sergei forjou amizades com os grandes pintores da época que muitas vezes pintavam por encomenda do industrial.

icones da arte moderna

Serguei Chtchoukine

Em 1908, Sergei decidiu abrir sua mansão, o Palácio Trubetzkoy, e sua coleção ao público. Em princípio as visitas aconteciam somente aos domingos mas, devido ao sucesso, elas passaram a acontecer em 3 outros dias da semana. A coleção de Sergei teve uma enorme influência nos jovens artistas russos da época como Larionov, Goncharova, Tatline, Petrov-Vodkine, Grigoriev e Malevitch.

Icones da Arte Moderna

A sala dos Impressionistas no Palácio Trubetzkoy

Com a chegada da Revolução Russa, Sergei e sua família decidem, em agosto de 1918, fugir da Rússia, deixando para trás o palácio e toda a sua coleção. Em outubro do mesmo ano a coleção é declarada “propriedade pública da República Socialista Federativa da Rússia”. Em 1948, um decreto de Stalin reparte a coleção entre os museus Ermitage, em São Petersburgo, e Pouchkine, em Moscou.

A exposição

A exposição na Fundação Louis Vuitton conta com 130 obras que faziam parte da coleção de Sergei Chtchoukine. São quadros de pintores como Monet, Matisse, Picasso, Gauguin, Cézanne, Degas, Renoir, Toulouse-Lautrec e outros menos famosos.

Ela é bem extensa – ocupa 14 salas em 4 andares da Fundação LV – e pode ser cansativa. Mas a recompensa é enorme! A beleza de cada quadro, a força do conjunto e saber que tudo aquilo foi escolhido, comprado e colecionado por um só homem é de tirar o fôlego. Temos a sensação de estarmos em um mini Museu d’Orsay, cercados de artistas e obras importantes do impressionismo e suas vertentes.

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Retrato de Serguei Chtchoukine (1915), de Xan Krohn.

Alguns destaques são a 1ª sala, com retratos de Sergei e de alguns dos pintores presentes na exposição. A sala 4, com paisagens impressionistas incluindo 8 quadros de Monet.  A sala 6, basicamente só de Gauguins. A sala 7, com retratos de mulheres pintados por vários artistas.

Como chegar

Icones da Arte Moderna. A Coleção Chtchoukine até o dia 5 de março na Fundação Louis Vuitton.

Endereço: 8 avenue du Mahatma Gandhi, Bois de Boulogne 75116, Paris.

A maneira mais simples para chegar é pegar o pequeno ônibus elétrico da Fundação próximo ao Arco do Triunfo, na Place Charles de Gaulle esquina com Avenue Friedland. Os ônibus partem a cada quinze minutos e custam 1€. Ou então peguem o metrô linha 1, desçam na estação Les Sablons e andem cerca de 15 minutos até a Fundação.

Ingresso da exposição: 16€.


Icones da Arte Moderna

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5 pitacos, participe desta conversa

  1. Marildes V inhas Lopes disse:

    Estarei em Paris somente e Julho. Com certeza esta maravilhosa não estará mais em exposição.

  2. Marildes disse:

    A Coleção Chtchoukine , depois de março irá para onde?

    • Rodrigo Lavalle disse:

      Marildes, após o encerramento da exposição os quadros voltam para os seus respectivos museus: o Ermitage, em São Petersburgo, e o Pouchkine, em Moscou.

  3. MonicaSA disse:

    Adorei esta expo. Para mim, o pior é o acesso à Fondatiom. Espera-se longo tempo na fila da navete, e quando a dita cuja chega não cabe 1/3 da fila. Para voltar é o mesmo drama.

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