É inegável que Paris seja uma das cidades mais charmosas do mundo. Todo esse charme foi construído ao longo de séculos de história e se deve não só ao traçado urbano, prédios e monumentos da cidade mas também aos seus personagens reais e fictícios.

Um desses personagens, tão marcante e incontornável quanto o Sena, é o bouquiniste. A palavra bouquiniste vem de bouquin, termo usado para designar um livro velho e pouco estimado. Bouquiniste é portanto aquele que vende e compra livros velhos.

bouqcpa

Bouquinistes em 1900 (foto retirada do site Paris 1900)

A origem dos bouquinistes data do século XVI quando eles trabalhavam como vendedores ambulantes de livros, muitos deles proibidos de serem vendidos nas livrarias comuns. Em 1859 eles foram autorizados a se fixar nos parapeitos das margens do Sena com as suas boîtes (caixas) e, em 1930, as dimensões dessas caixas foram padronizadas.

bouq8

Bouquinistes em 1950 (foto retirada do site Paris 1900)

Atualmente há em torno de 250 bouquinistes e 900 caixas verdes que vendem livros usados, revistas, discos, cartões postais, cartazes e lembrancinhas de Paris. Eles estão instaladas ao longo de 3km em ambas as margens do Sena. No lado direito do rio (rive droite) eles vão da Pont Marie ao Quai du Louvre e no lado esquerdo (rive gauche) vão do Quai de la Tournelle ao Quai Voltaire. Em 1991 esses mesmos trechos foram inscritos na lista do patrimônio mundial da UNESCO e, junto com eles, tudo que existe no seu entorno, inclusive os bouquinistes e suas caixas verdes (leia nosso artigo aqui).

Hoje lançamos uma série chamada “Personagens de Paris” que vai falar das pessoas que fazem o charme e a história da cidade. Nesse primeiro vídeo entrevistamos um dos bouquinistes, Monsieur Georges Montero.

Acesse e assine o canal do Conexão Paris no You Tube para acompanhar nossos vídeos semanais com dicas de Paris.