O próximo domingo, dia 11 de novembro, marca os 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial. Nesse dia, em 1918, foi assinado, na cidade francesa de Compiègne, um armistício (acordo formal que pôs fim as batalhas em terra, ar e mar) entre os Aliados e a inimiga Alemanha. Para relembrar e homenagear os parisienses mortos no conflito, um super monumento será inaugurado em Paris nesse dia.

Monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Durante os 4 anos de duração do primeiro grande conflito mundial, 94.415 parisienses perderam suas vidas. Mesmo se na França, entre 1918 e 1925, foram erguidos cerca de 30.000 monumentos relembrando a 1ª Guerra Mundial e em Paris haja muitos locais e monumentos relacionados ao fato, nenhum deles homenageou nominalmente esses 94.415 parisienses.

Monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Imagem ilustrativa do Monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

No dia 11 de novembro, Paris inaugura seu monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial. Com 280 metros de comprimento e 1,30 metros de altura, o monumento, feito de metal pintado de azul e contendo os nomes completos desses 94.415 parisienses, está instalado no muro do cemitério Père-Lachaise, ao longo do Boulevard de Ménilmontant.

Todo um simbolismo envolve o monumento e sua localização. A cor azul representa a França, o horizonte, a cor dos uniformes dos soldados. O muro do cemitério separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos; estando ali instalados, os nomes dos mortos estão acessíveis a todos, em uma lembrança cotidiana e visível dos horrores da guerra.

Monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Imagem ilustrativa do Monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

A escala do monumento impressiona. Se colocado em pé, ele é mais alto que a Torre Montparnasse (210 metros de altura). O 1 minuto de silêncio que geralmente fazemos em homenagem aos mortos pode se estender a 5 minutos, tempo médio que se leva para percorrer a pé todo o comprimento do monumento. Isso torna mais palpável o que o número 94.415 representa.

Alguns outros locais em Paris com monumentos relacionados à 1ª Guerra Mundial

  • Túmulo do Soldado Desconhecido (Arco do Triunfo – Place Charles de Gaulle; metrô Charles de Gaulle – Étoile, linhas 1, 2 e 6): A idéia do Soldado Desconhecido nasceu no final de 1916 e, para 1919, estava previsto o enterro de um soldado anônimo no Panteão, o que foi contestado pelos veteranos que preferiam o Arco do Triunfo. O corpo de um soldado foi escolhido em 10 de novembro de 1920, em um forte de Verdun, e levado para Paris, onde, após as honras no Panteão, foi provisoriamente enterrado em um dos pilares do Arco do Triunfo. O enterro final aconteceu em 28 de janeiro de 1921. A data de 11 de novembro, dia do armistício, foi instituída como festa nacional em 1922 em memória a todos os mortos da guerra. No ano seguinte, surgiu a ideia de uma Chama da Memória que simbolizaria este novo culto. Ela foi acesa pela primeira vez em 11 de novembro de 1923.
monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Túmulo do Soldado Desconhecido (foto:)

  • Estátua de Clemenceau (na esquina da avenida Champs Élysées com a avenida Winston Churchill; metrô Champs Élysées – Clemenceau, linhas 1 e 13): George Clemenceau foi ministro da Guerra de 1917 a 1920 e é considerado o Pai da Vitória dos aliados sobre a Alemanha na 1ª Guerra Mundial. Por iniciativa da cidade de Paris, o projeto do monumento nasceu em 1930, após a morte de Clemenceau. A estátua, colocada em um bloco de arenito vindo da floresta de Fontainebleau, expressa a vontade inabalável de Clemenceau que levou à vitória. O escultor se inspirou na Vitória da Samotrácia. A inauguração oficial aconteceu em 24 de novembro de 1932, aniversário da morte do “Tigre” (apelido de Clemenceau).
monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Estátua de Clemenceau (foto: lartnoveau.com)

  • Igreja Saint-Gervais – Saint-Protais (13 rue des Barres, 75004; metrô Hôtel de Ville, linhas 1 e 11): Nos primeiros anos do conflito, Paris sofreu ataques esporádicos por aviões e zepelins, o que causou poucas baixas e danos limitados. Eles se intensificaram durante o ano de 1918 e se tornaram muito mais letais com a colocação em ação dos grandes “Berthas”, canhões de longo alcance que dispararam contra Paris a partir do dia 23 de março de 1918. Na Sexta-Feira Santa, 29 de março, durante a missa, um projétil atinge a abóbada da igreja de Saint-Gervais e fez 90 mortos e muitos feridos, incluindo um grande número de mulheres e crianças. Quase meio milhão de parisienses deixam a cidade para se refugiar nas províncias. Em março de 1922 é inaugurado um memorial em uma das capelas da igreja.
monumento aos parisienses mortos durante a 1ª Guerra Mundial

Nave da Igreja Saint-Gervais após o bombardeio de 29 de março de 1918

 


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