Os parisienses prezam polêmicas em torno de obras de arte contemporânea instaladas no espaço público. Os atritos entre diretores de monumentos, Prefeitura, Ministério da Educação, críticos de arte e grupos de defesa do patrimônio são virulentos e entram para a lista das curiosidades da cidade.

De memória, em 2014 publicamos artigo sobre a obra Tree de Paul MacCarthy instalada na Place Vendôme e vista como um sex toy pelos arredios ao projeto (leia aqui); contamos em artigos a reação provocada pelas obras de Anish Kapoor nos jardins de Versailles (leia aqui).

Tree de Paul MacCarthy

Sem nos esquecermos que a aversão parisiense da intrusão de uma obra no espaço público é antiga. Em 1863, a escultura La Danse, de Carpeaux, instalada na fachada principal da Opéra Garnier foi considerada vulgar e inconveniente. Hoje ela figura entre as principais obras do Museu Orsay.

A Chama

No final do século XX, a Chama da Liberdade colocada na ponte Alma e oferecida aos parisienses pelos EUA graças à doações recolhidas pelo The Herald Tribune causou vivos debates. Detestada pelos parisienses a réplica da chama acabou se incorporando ao cenário e se tornou, a partir de 1997, um monumento à memória de Lady Di.

Polêmica atual

Desde 2016 seguimos com atenção a condenação, quase unânime, do projeto conhecido como o Buquê de Tulipas de Jeff Koons.

Em 2016, o artista contemporâneo Jeff Koons ofereceu uma obra de arte à Paris. O presente seria uma homenagem à cidade e às vítimas dos violentos atentados terroristas ocorridos no mesmo ano (leia qui). A obra pode ser descrita como um gigantesco ramalhete de flores coloridas. No embrulho do presente veio também a exigência do artista sobre o local da sua instalação. Seria diante do Bataclan, um dos pontos atacados pelos terroristas? Não. Irônicos, os críticos comentaram que o americano foi humilde pois não exigiu o Louvre. Pediu somente que a obra fosse instalada em via pública, entre dois dos principais museus parisienses: Palais de Tokyo e Museu de Arte Moderna de Paris.

Buquê de Tulipas

Este projeto provoca urticárias até nos mais conhecidos e respeitados defensores da arte contemporânea. A questão da instalação ou não da obra até hoje não conseguiu ser resolvida. O debate em torno do assunto extrapolou os principais atores e envolveu críticos de arte, filósofos, historiadores. O dossier acabou aterrissando na mesa da Ministra da Cultura e estamos em compasso de espera da decisão final.

A reação de rejeição é apoiada pelos seguintes argumentos. (1) Trata-se de uma escultura sem nenhuma relação com os eventos trágicos de 2015. (2) Assinada por um artista emblema de uma arte industrial especulativa que alimenta o mercado de arte dirigido pelas multinacionais do luxo. (3) Proposta que inquieta pela manipulação da memória das vítimas para melhor honrar a obra e o artista. (4) A sua localização quebraria a harmonia de um espaço nobre e de uma bela e discreta avenida de Paris, além de perturbar a relação de vizinhança que o espaço possui com outro monumento vizinho, a torre Eiffel.

Talvez o que mais inquiete os parisienses seja a quase certeza que, uma vez instalada na paisagem parisiense, a obra passará a fazer parte dos ícones de Paris.


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