O que os perfumes evocam de acordo com a época? Às vezes sedução, outras alegria.

O que os perfumes evocam nesta nossa época de crises, furacões e atentados? Será que os fabricantes de perfumes perceberam, no ar, a necessidade de espantarmos desesperanças e depressões? A mídia francesa acha que sim e lança o sinal: os perfumistas entenderam tudo e nos envolvem, agora, com aromas alegres que nos lembram coisas simples e boas da vida.

Beautiful Day!

Antes, a publicidade nos insinuava que bastava uma gota atrás da orelha para nos transformarmos em mulheres sedutoras, capazes de colocar o mundo aos nossos pés. Agora, a mensagem é outra e os nomes dos perfumes nos prometem alegria. InJoy de Dior, Beautiful Day de Castelbajac, Joyeuse Tubéreuse de Guerlain, La Vie est belle de Lancôme, Sky di Gioia de Armani. Os novos nomes são positivos e francos. E os aromas são opostos aos perfumes orientais e ambarados, conhecidos como aromas noturnos. Agora eles são dinâmicos, com notas efervescentes, coloridas e frutadas.

Os nomes mudam e as publicidades também. Elas se tornam mais transgressivas e menos “mulheres fatais” e se inspiram na força da alegria, emoção intensa que aumenta nosso poder existencial. O perfume se torna um antidepressivo sensorial. O mais importante, o perfume se torna uma promessa de prazer para si, bem antes de provocar o prazer do outro. Um vidro de perfume ao ser aberto deve provocar um sentimento íntimo de alegria.

Artigo recente nos lembra que nos últimos cem anos, esta mensagem de alegria perfumada é fato recorrente. Joy, de Jean Patou, foi lançado em New York durante a crise de 1929. Coeur Joie, o primeiro perfume de Robert Ricci, foi lançado como sendo uma expressão da felicidade logo após a segunda guerra mundial.

Antes da sedução, ou além da sedução, a publicidade dos perfumistas abre espaço para temas atuais como busca de si mesmo. Veja o vídeo do perfume Si de Armani, onde Cate Blanchett repete em litania um sim à liberdade, à emoção, ao sonho, à serenidade, ao prazer, à força.

Mas a publicidade mais transgressiva é a do perfume Kenzo World, onde uma jovem, Margareth Qualley, filha de Andie Mac-Dowell, abandona um jantar monótono para executar uma dança estranha, mas sobretudo libertária do corpo e da alma.


Faça seu perfil olfativo e descubra quais são os perfumes mais compatíveis com o seu gosto em qualquer marca, clique aqui e saiba mais.


O que os perfumes evocamNo site Minha Viagem Paris você vai descobrir e reservar passeios incríveis em Paris e no interior da França.