Na semana passada fizemos um tour guiado pela região de Chablis, norte da Borgonha, com o Luiz, sommelier brasileiro radicado em Paris. Ao todo, visitamos 3 propriedades e degustamos cerca de 15 vinhos, entre brancos e tintos.

A 1ª parte do tour – Chablis e o vinho branco

A cidade de Chablis, situada a cerca de 180km de Paris, é famosa por produzir exclusivamente vinho branco da uva chardonnay. Sua importância e singularidade no cenário vinícola francês é tanta que os vinhos produzidos na cidade têm vida própria. Mais do que “vinhos da Borgonha” eles são “vinhos de Chablis”.

Saímos de Paris de carro rumo ao sudeste e, menos de 2 horas depois, estávamos nos vinhedos ao redor de Chablis. Um mar de vinhas verdinhas com a bucólica cidade ao fundo. Aqui visitamos algumas parcelas grand cru – aquelas que possuem os melhores solos e produzem as melhores uvas – enquanto o Luiz nos contava sobre o solo calcário – cheio de conchas fossilizadas – que dá ao vinho da área sua característica principal: a mineralidade.

Os vinhedos e a cidade de Chablis ao fundo

Em seguida, partimos para a cidade. Fizemos um pequeno tour por suas bucólicas ruazinhas medievais e fomos até uma boulangerie, onde comemos croissants e pains au chocolat. A maratona de degustações de vinhos iria começar.

Antiga porta de entrada de Chablis, que era uma cidade fortificada.

1ª propriedade

Nossa primeira parada foi no Château Long-Depaquit. Sua sede foi construída durante a época da Revolução Francesa e é circundada por belos jardins à la française. Esse é a única vinícola cuja produção e caves ficam dentro da cidade de Chablis. Visitamos os galpões onde as uvas são processadas e também os subterrâneos, onde uma parte da produção amadurece em barris de carvalho.

A cave do Château Long-Depaquit

Após a visita passamos para a degustação. Foram 5 vinhos em ordem crescente de qualidade: 1 de apelação Chablis, 2 Chablis Premier Cru e 2 Chablis Grand Cru. Um dos grand crus degustados foi o Moutonne – a estrela desse domínio – considerado um dos 1001 vinhos que devemos beber antes de morrer. Fizemos uma pequisa rápida na hora e ele custa, no Brasil, cerca de 1.300 reais. Ali, no produtor, ele custava cerca de 70€.

O mais empolgante foi saber que as uvas utilizadas na fabricação de um dos grand crus que provamos vieram da parcela que havíamos visitado mais cedo! Toda uma sensação de ciclo completo de produção.

Nos rótulos dos 4 vinhos à direita está escrito o nome da parcela de onde as uvas vieram.

Saímos dali alegrinhos e prontos para mais! E também com pena do Luiz. Como ele é o sommelier-guia-motorista não pôde degustar nem uma gota de vinho durante o passeio.

A 2ª parte – o vinho tinto

Na 2ª parte do tour, deixamos para trás a relativa suntuosidade do Château Long-Depaquit e entramos na França profunda com todo o seu charme rústico.

A área que visitamos em seguida fica nas proximidades da cidade de Auxerre. Além dos brancos, ela produz também tintos 100% pinot noir e outros que são uma mistura de pinot noir com a uva césar, trazida para a região pelos romanos.

Partimos então para a visita de dois pequenos produtores em dois micro vilarejos que pareciam saídos de algum filme sobre a idade média. Mas antes, uma parada rápida e uma surpresa (só quem fizer o tour vai saber!) nos vinhedos pinot noir ao redor da cidade de Irancy.

As belas uvas

2ª propriedade

No vilarejo/produtor seguinte fizemos uma parada longa, relaxante e revigorante. A degustação de 5 tintos foi acompanhada de tábuas de presuntos, patês e queijos da região. Tudo delicioso. No final, sorvete artesanal e um cálice de ratafia, uma bebida doce feita a partir das uvas prensadas misturadas com álcool.

Na sequência visitamos as instalações do local em companhia da proprietária e provamos mais vinho, dessa vez direto dos gigantescos tonéis.

Direto da fonte

3ª propriedade

Seguimos então viagem para a nossa última visita do tour e a experiência mais incrível do passeio. A propriedade visitada – pertencente a mesma família há 20 gerações – além de produzir vinhos excepcionais desde 1453, possui uma série de caves e galerias subterrâneas impressionantes. Ao longo dos séculos essas galerias tiveram uma dupla função: armazenar os barris e garrafas de vinho e servir de esconderijo aos habitantes da cidade durante as guerras e invasões. Pelos corredores é possível ver pilhas de garrafas cobertas de musgo e até mesmo peixes e conchas fossilizados. Uma experiência única.

Caves do século XI

O tour pela região de Chablis é um passeio super focado na degustação. Ao todo foram degustados cerca de 17 rótulos diferentes! É um passeio intimista no qual entramos em contato direto com os produtores e com o savoir-faire francês.

Para saber mais informações sobre o tour guiado envie um email para ola@conexaoparis.com.br

Conheça também o tour em Champagne, proposto pelo Luiz.


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