Nosso final de semana foi de intensa atividade cultural. No sábado, assistimos curtas apresentações de música medieval nas salas do Museu Cluny, dentro do evento Noite Europeia dos Museus. No domingo, fomos à exposição Tokyo Paris no Museu Orangerie.

A exposição Tokyo Paris, em cartaz no Orangerie, apresenta as obras-primas do acervo do Museu Bridgestone, de Tokyo. O Bridgstone foi fundado em 1952 pelo industrial japonês Shojiro Ishibashi – também fundador da empresa de pneus Bridgestone – tendo como acervo inicial a coleção particular do empresário.

exposição Tokyo Paris no Museu Orangerie

O Museu Orangerie

Shojiro começou sua coleção com o propósito puro e simples de decorar sua nova casa. No princípio, seu interesse se voltou para as pinturas yôga – quadros pintados por artistas japoneses seguindo o estilo ocidental então em voga. Com o passar do tempo, o industrial foi ampliando seu gosto e passou a comprar obras impressionistas francesas, pós-impressionistas e cubistas. Seguindo os passos do patriarca, o filho e o neto de Shojiro – também grandes colecionadores e apreciadores de arte abstrata – contribuíram para o acervo do Bridgstone seja doando suas próprias coleções particulares seja comprando obras especificamente para o museu.

A exposição

exposição Tokyo Paris no Museu Orangerie

Uma das salas da exposição Tokyo Paris.

A exposição Tokyo Paris é belíssima e tocante. Individualmente as obras são magníficas (minhas preferidas são as “Ninféias” de Monet – não se esqueçam de visitar a sala permanente das Ninféias no 1° andar do Orangerie – e o “Saltimbanco com os braços cruzados” de Picasso) e o conjunto é de tirar o fôlego. É impressionate saber que a maior parte da coleção ali apresentada foi sendo construída por uma só homem ao longo de sua vida. O mesmo sentimento tivemos ao visitar a exposição “Icones da Arte Moderna. A Coleção Chtchoukine” na Fundação Louis Vuitton (clique aqui e leia sobre nossa visita).

exposição Tokyo Paris no Museu Orangerie

Saltimbanque aux bras croisés, 1923, Pablo Picasso

O legado deixado pelos ricos

Em Paris temos muitos exemplos de pessoas e famílias ricas – do passado e do presente – que, assim como Shojiro Ishibashi, doaram ao Estado ou tornaram acessíveis ao público suas coleções de arte e suas mansões. Graças a “generosidade” (não sei se essa seria a palavra adequada) desses colecionadores, hoje em dia podemos apreciar obras que estariam escondidas em outras coleções particulares espalhadas pelo mundo.

  • O Museu Jacquemart André, antiga residência do casal Edouard André e Nélie Jacquemart, grandes colecionadores de pintura holandesa, francesa e da renascença italiana.
  • O Museu Marmottan Monet, antigo pavilhão de caça do duque de Valmy comprado por Jules Marmottan e mais tarde transformado em museu particular por seu filho, Paul Marmottan.
  • O Museu Cognacq Jaÿ, instalado no Hôtel Donon, palacete histórico do Marais, reúne a coleção privada de Ernest Cognacq e Marie Louis Jaÿ, fundadores da loja de departamentos Samaritaine.
  • A Fundação Louis Vuitton, que abriga a coleção particular de Bernard Arnault, presidente do grupo LVMH.
  • A Fondation Pinault, que ocupará o prédio da Bolsa do Comércio, no centro de Paris, com obras da coleção de arte contemporânea de François Pinault, presidente do grupo Kering e principal concorrente do grupo LVMH. Previsão de abertura: 2018.
  • Lafayette Anticipation, que abrigará a coleção de arte de 5 gerações da família dona das Galeries Lafayette. Previsão de abertura: 2018

Informações práticas

Exposição Tokyo Paris em cartaz até o dia 21 de agosto de 2017 no Museu Orangerie (Jardim Tuileries, 75001. Metrô linhas 1, 8 e 12; estação Concorde).

Horários: todos os dias exceto terças-feiras de 9:00 as 18:00

Preço: 9€


exposição Tokyo Paris no Museu Orangerie

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