Inverno na Europa: agradável ou não

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O inverno na Europa pode ser muito agradável, elegante e altamente cultural.

O inverno na Europa possui um único e insolúvel problema, a luz.

Dia 21 de dezembro, às vezes dia 22, é o dia mais curto do ano. Esta data é festejada como o solstício de inverno. O momento em que o sol se encontra no ponto mais afastado do equador.

Neste dia, todos nós festejamos na realidade o término do encurtamento dos dias. Pronto! Acabou! Daqui para a frente nosso caminho é em direção oposta.

O frio não incomoda. Ao contrário, o frio pode ser sinônimo de energia e atividade física. O frio nos proporciona o prazer de bebidas quentes e pratos generosos. De casacos elegantes e da leveza do cashemire. E do chocolate diário sem culpa.

Europa no

Inverno na Europa. Paris, vista da janela 8h30

O problema do inverno é a falta de luz. Abandonar a cama quentinha quando ainda está escuro. Acender a luz da cozinha para preparar o café da manhã. Abrir a porta de casa e topar com os faróis dos carros acesos… Nada disto é fácil.

A caminhada diária fica para mais tarde. O prazer de começar o dia correndo no Tuileries, esquecemos. Nem sei se o jardim abre antes do sol aparecer. Se abrir, a idéia de caminhar no escuro entre árvores me bloqueia.

Em dado momento, decidi nadar. Chegava na piscina, noite ainda, às 7h30. Saía, noite ainda, às 8h30. Desisti no final da quarta vez. Não combinava. Para mim, uma experiência estranha e anormal.

O que fazer?

Nestes últimos anos, no inverno, depois do café da manhã eu trabalho. Luz acesa, óculos no nariz, tela do Mac de um lado, iPad do outro e Iphone na mesa. Rodeada por luzes artificiais.

Fico reclusa até a situação ficar normal. Dia com luz. Aí retomo uma vida normal também. Saio, ando, compro jornais, tomo suco de laranja (para lembrar do verão). Em seguida escolho um banco bem localizado e me instalo. Por ordem médica fico 15 minutos no sol.

Para alguns, o inverno é mais complicado. A medida que a luz fica escassa, a depressão se instala. Os que podem escapar atravessam os mares e abrem suas toalhas em praias ensolaradas.

Como não tenho esta alternativa, me consolo como posso. Uso até o argumento do capital sol esgotado. Me expus tanto ao sol, agora acabou. Fiz parte da geração de brasileiros bronzeados 12 meses por ano. Chega.

Me consolo dizendo que daqui a poucos meses teremos dias longuíssimos. Me consolo na espera do maravilhoso solstício do verão.


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3 pitacos, participe desta conversa

  1. marcy disse:

    Concordo q o pior do inverno nesses países é a falta de luz.terrível!

  2. Mauricio Christovão disse:

    Continua bem quente aqui na França Antártica… Se minha mulher, Mme S. ler esse post, vai morrer de inveja!!!

  3. lisa disse:

    Hoje está 38 graus Celsus com sensação térmica de 43 graus no Rio de Janeiro. Quer trocar por uma semana?
    rs

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