Por Daniel Pescio, perfumista que criou, para o Conexão Paris, uma consultoria para ajudar você a descobrir o seu perfume ideal.

Rainha da Hungria

Rainha da Hungria

Por volta de 1390 apareceu o primeiro perfume com base alcóolica com o nome de Água da Rainha da Hungria – l’Eau de la Reine de Hongrie – com fórmula composta de alecrim, sálvia, manjerona, lavanda, bergamota e extrato de melissa. O sucesso e as lendas por volta desse perfume usado para fins terapêuticos vai até o reinado de Napoleão I. Se acreditava na época que essa água tinha virtudes terapêuticas, sendo indicada contra reumatismo, palpitações, dores abdominais. Ela era ingerida ou usada em fricções pelo corpo.

No século XVI, as freiras do convento de Santa Maria de Novella, em Florença, preparavam também uma Aqua de Regina bem célebre, cuja fórmula despertava a curiosidade e a cobiça de muitos.

Um imigrante italiano chamado Gian Paolo Feminis, apotecário na cidade de Colônia na Alemanha, copiou a fórmula da água de Florença para criar o perfume Aqua Mirabilis. Essa « água » podia ser utilizada de várias maneiras, assim como a Eau de la Reine de Hongrie. Sua fórmula era composta essenciamente de cítricos, como limão, laranja, bergamota, responsáveis pelo frescor da fragrância, e levemente aromática, com alecrim, lavanda, sálvia e flor de laranjeira.

Em 1729 Feminis obteve o reconhecimento de sua fórmula pela faculdade de medicina de Colônia, batizada desde então como Eau de Cologne.

Água de Colônia

Água de Colônia de Farina

Em 1806, Feminis transmitiu a fórmula ao seu sobrinho, Giovanni Maria Farina. Farina se instalou em Paris, no 333 da rue Saint-Honoré, e se tornou o fornecedor oficial de todas as cortes européias. Napoleão 1° era cliente assíduo e consumia vários frascos por mês ! A Eau de Cologne tinha distribuidores na Rússia, nos Estados Unidos e até no Brasil!

Com a evolução da perfumaria, outros estilos mais complexos foram aparecendo como o Oriental, à base de baunilha, madeiras e especiarias. Com o passar dos anos e sobretudo, o surgimento da perfumaria moderna, a água de colônia foi perdendo espaço até cair em desuso, exceto em países como a Espanha e mesmo o Brasil.

T Mugler

Thierry Mugler

Uma das marcas que soube resgatar, antes de todos, o uso da água de colônia foi Thierry Mugler. Primeiro com a estrela Angel e sua overdose de patchuli. Em seguida veio a Cologne Mugler. Ao contrário das notas clássicas de uma colônia, a Cologne Mugler abre com notas verdes de grama cortada e evolui com um frescor de pós-banho, notas métalicas e um fundo de musc que traz sensualidade e deixa o perfume envolvente. Tudo isso orquestrado por um dos melhores perfumistas de todos os tempos, Alberto Morillas, com seu estilo de composição elegante.

De uns dez anos para cá, tivemos uma espécie de renascimento do gênero Colônia na perfumaria ocidental. Uma das marcas responsáveis por isso é a célebre Hermès e seu talentoso perfumista Jean-Claude Ellena. A coleção das Colognes Hermès é maravilhosa e inova na escolha de alguns ingredientes e acordes, como por exemplo, genciana branca ou ruibarbo.

Nos últimos meses a Hermès, que está passando as rédeas da criação dos perfumes à Christine Nagel, resolveu comemorar o evento com o lançamento de duas novas colônias. Uma criada por Jean-Claude Ellena e a outra por Cristine Nagel. Esta última é autora de vários best-sellers da perfumaria como Eau de Cartier, Miss Dior Chérie, , de Giorgio Armani, e o maravilhoso For Her, de Narciso Rodriguez.

Águas de Colônia Hermés

Águas de Colônia Hermés

Para sua despedida, Ellena criou o Eau de Néroli Doré. Marcado por um frescor mediterrâneo e solar com pitadas de açafrão, o perfume tem como base o néroli, o raro óleo da flor de laranjeira. “Adoro misturar elementos para criar ilusões, mas desta vez resolvi deixar a matéria-prima falar sozinha”, diz Ellena. Apesar de geralmente utilizado em quantidades pequenas por questões de custo e disponibilidade no mercado, Jean-Claude Ellena usou o ingrediente em abundância.

Já Christine Nagel pensou num ingrediente nunca utilizado antes na composição de uma água de colônia, o ruibarbo. Eau de Rhubarbe Écarlate é uma criação com o cheiro nervoso e crocante da planta, com toques frutados, gourmand e fundo de muscs.

Duas deliciosas criações para quem gosta de perfumes suaves e discretos.

Águas de Colônia contemporâneas

Águas de Colônia contemporâneas

Há alguns anos, as águas de colônia estão na moda e encontramos este estilo solar e suave de fragrâncias em quase todas as marcas. Ás vezes com um toque moderno e às vezes com um toque retrô, de alfazema, que nos conecta diretamente com as lembranças da infância. Tal é o papel do nosso olfato, nos conectar com nossa história, com nossas emoções.

Outras dicas para quem se identifica com o estilo das colônias modernas e uma perfumaria exclusiva:

  • Eau Froide de Serge Lutens
  • Eau Blanche de Iunx
  • Bel Respiro de Chanel les Exclusifs
  • Eau de Paille de Serge Lutens
  • Colognes Atelier Cologne
  • Colognes Astier de la Vilatte

Clique aqui para descobrir as propostas de Daniel Pescio para os leitories do Conexão Paris.


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