Desde que foram devolvidas aos pedestres há dois anos, as margens esquerdas do Sena vêm sendo amplamente utilizadas pela população e pelos turistas. Até então somente dedicadas aos carros, elas passaram a ser utilizadas pelas pessoas para passear, andar de bicicleta, correr, fazer ginástica e piqueniques. Atividades comerciais (bares e restaurantes) e culturais (apresentações e exposições gratuitas) floresceram e se consolidaram na área que já é local incontournable da cidade.

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Proposta para as novas margens direitas do Sena

Respaldada por esse sucesso, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, pretende fazer o mesmo com a via Georges Pompidou, na margem direita do rio. Em maio desse ano foram colocadas para debate duas propostas de trechos a se tornarem pietonais: um que começa no túnel do Jardim des Tuileries e vai até a Ponte do Arsenal e um outro menor que vai da Place du Châtelet até a Ponte Sully. Depois de 4 meses de discussões, o trecho mais longo foi o escolhido.

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O trecho de 3.3km da via Georges Pompidou que será definitivamente fechado ao tráfego (em laranja).

Após a edição de 2016 da Paris Plages (agosto), esse trecho permanecerá fechado ao tráfego e se tornará área de pedestres com vegetação, mobiliário urbano, equipamento para ginástica, brinquedos para crianças, trailers de comida e bebida, etc. O túnel poderá ser dedicado a caminhadas, espaços culturais ou até mesmo uma casa noturna. A única condição é que tudo seja pequeno, reversíveis ou removíveis em caso de inundação.

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Proposta para as novas margens direitas do Sena

Óbvio que isso não agrada aos motoristas. Segundo a associação 40 Millions d’Automobilistes, o fechamento desse trecho vai aumentar em quase 50% o tempo do percurso de quem passaria por ali. Mas, como disse a prefeita: “Esse é um projeto urbano, quase filosófico, que consiste em ver a cidade de uma outra maneira que não através do uso do carro”.

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