Por Evandro Barreto

Pois é, nem parece que foi ontem. No dia primeiro de setembro de 1955 comecei a trabalhar como assistente de redação, de mídia, de tráfego, de atendimento e de boy na Adservice do Brasil Propaganda Ltda. Apesar do pomposo nome de multinacional, a agência ocupava duas salinhas, atendia a dois clientes e tinha dois sócios, um potiguar e outro pernambucano – acho que é por isso que se dizia do Brasil.

De lá pra cá, passaram JK, Jânio, Jango, a tropa inteira, Zé Sarney dos Maribondos, aquele daquilo roxo, Itamar Não É Que – Deu – Certo, Fernand Henri de La Sorbonne, o Proletariado no Poder e a Imperatriz da Mandioca. Enquanto isso, fui ficando e fazendo.

Numa atividade em que o anúncio brilhante de hoje é o dinossauro de amanhã, alguma coisa dá para lembrar: a gestação do Rock in Rio, comerciais com David Niven e Frank Sinatra, o slogan que virou bordão: “Quem não é o maior, tem que ser o melhor”. Livros escritos, quatro: “Abóboras ao Vento”, “O mago do Rock in Rio” (ebook em inglês e português), “Na mesa cabe o mundo”, “A arte do encontro” ( este, com o fotógrafo Ronaldo Câmara).

Planos? Acordar amanhã de manhã. De preferência, com disposição para rir e reservar hotel em Paris.

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Evandro Barreto, nosso querido Dodô, é um apaixonado por Paris. E apaixonado também pelas boas mesas. Dessas duas paixões, nasceu o livro Na Mesa Cabe o Mundo editado pelo Conexão Paris e vendido na nossa lojinha (clique aqui).