O filme O Pequeno Príncipe acabou de ser apresentado no Festival de Cinema de Cannes, baseado no famoso livro de Saint-Exupéry. A adaptação de uma obra hiper conhecida já é uma aventura perigosa. Transformar o famoso Petit Prince em filme é particularmente difícil. O desafio consiste em atrair os que detestam o livro e superar as expectativas daqueles que sempre o veneraram.

Em Cannes, a crítica o recebeu com elogios. A solução encontrada para a adaptação do enredo foi a estratégia do filme dentro do filme ou a história de uma história. O filme  é a história de uma menina que vai descobrir, graças à um vizinho excêntrico, o livro O Pequeno Príncipe.

É a história de dois mundos paralelos: a casa cinza da menina onde ela passa férias estudiosas. Ao lado, a morada colorida de um velho piloto divertido. Dentro deste paralelo se desenvolve um filme de animação da Pixar, onde a história do livro é contada em imagens. É o Petit Prince que vai reunir estes dois personagens em uma grande aventura.

O diretor é Mark Osborne – o mesmo do filme King Fu Panda. A versão francesa possui a voz de grandes atores como André Dussolier, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Vincent Lindon.

Curiosidade: o autor do Pequeno Príncipe, Saint Exupéry, era piloto da empresa de correio aéreo francesa Aéropostale (que depois veio a ser a Air France) e foi diretor da Aeroposta Argentina. Com 11 bases aéreas no Brasil, de Fernando de Noronha a Pelotas, o escritor fez alguns pousos em Florianópolis entre 1928 e 1930, onde começou a escrever o livro “Vôo Noturno” que seria transformado em filme com Clark Gable no papel principal. Essa história foi contada no documentário Zeperri, que é a forma como Saint-Exupérie era chamado pelos brasileiros.