Ontem terminou o Salão do Livro de Paris, que teve o Brasil como país homenageado.

O evento trouxe a Paris 43 autores brasileiros (dos 48 convidados) – homens e mulheres de diferentes origens étnicas e regionais, representando diversos gêneros literários, de todas as faixas etárias. Todos eles com livros traduzidos na França.

O stand do Brasil ficou lotado durante os quatro dias do evento – segundo a CBL, cerca de 60 mil pessoas estiveram presentes no local. Nos diversos espaços, aconteceram 37 debates totalizando 58 horas de programação.

Paulo Lins, Marcelino Freire e Luiz Ruffato debatem sobre o espaço urbano na literatura contemporânea brasileira.

Paulo Lins, Marcelino Freire e Luiz Ruffato debatem sobre o espaço urbano na literatura contemporânea brasileira.

Após os debates, os autores passavam à mesa de autógrafos, onde os leitores – sobretudo os brasileiros –  aproveitavam para papear com seus escritores favoritos.

Mesa de autógrafos no stand do Brasil no Salão do Livro de Paris

Mesa de autógrafos no stand do Brasil no Salão do Livro de Paris

Havia ainda uma grande livraria Fnac inteiramente dedicada ao Brasil, com 1,2 mil títulos à venda –  tanto em português quanto traduzidos para o francês. As vendas foram estimadas em 8 mil livros.

A livraria Fnac vendeu aproximadamente 8 mil livros de autores brasileiros durante o evento

A livraria Fnac vendeu aproximadamente 8 mil livros de autores brasileiros durante o evento

Nos últimos quatro anos, 80 livros brasileiros foram publicados na França. Conversando com a diretora da CBL, Karine Pansa, descobri que, em termos gerais, o francês que consome a literatura brasileira é um curioso pelo país. Quer entender a violência urbana, descobrir a complexidade da Amazônia, compreender nossos conflitos sociais. Descobri ainda que a literatura infantil brasileira é um dos carros-chefe.

Os autores mais vendidos durante a feira vão de encontro a este perfil. Paulo Lins encabeçou as vendas, seguido por Milton Hatoum, Ana Maria Machado e Machado de Assis.

A mesa dedicada às vendas dos livros do Paulo Coelho

A mesa dedicada às vendas dos livros do Paulo Coelho chamou a atenção por estar mais vazia do que as demais

Paulo Coelho, que cancelou de última hora sua participação no salão e foi único autor a ter uma mesa exclusiva para a venda dos seus livros, não estava na lista dos mais vendidos. E sua mesa me chamou a atenção por estar sempre mais vazia do que as demais. Fiquei tentando imaginar o porquê. Talvez porque seus livros não se encaixem dentro do que o público francês procure na literatura brasileira. Ou ainda porquê o público da salão do livro não seja o leitor dos livros do Paulo Coelho.

Desconheço as estatísticas, mas me pergunto como será a presença da literatura brasileira no mundo em comparação a outros países da América Latina. E será que o francês também consome os autores chilenos e peruanos, por exemplo, para tentar entender melhor as características da sociedade desses países? Ou será que os autores conseguiram se descolar da imagem do país? Saí do Salão do Livro com essas perguntas na cabeça.


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