Les Bleus

Les Bleus

Por Rodrigo Fuscaldi, jornalista esportivo

Respeito! Esta foi a manchete dessa quarta-feira do principal jornal de esportes da França, o L’Equipe, em referência à maiúscula vitória francesa sobre a Ucrânia, por 3 a 0, no Parc des Princes. Sem entrar no mérito dos inúmeros erros de arbitragem, a França mereceu estar na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Após a derrota por 2 a 0, no primeiro jogo, pairou a dúvida – mais do que sustentável – da presença da França no Mundial. Não somente pelo resultado, mas pelo futebol apresentado nos últimos tempos.

Não estar no Brasil no ano que vem seria uma tragédia. Seria a continuidade de um período longo, que culminou com a pífia campanha da Copa de 2010, na África do Sul, quando a França foi eliminada ainda na primeira fase. Mas a França é a França!

Os jogadores se uniram em torno da mística. O cenário do confronto com a Ucrânia era o de uma final de Copa do Mundo, muito semelhante ao jogo contra o Brasil, na decisāo de 1998. O placar idêntico pode ter sido o marco para uma mudança de fase. Foi como se os “fantasmas” de Barthez, Petit, Djorkaeff, Zidane e Deschamps tivessem deixado, naquele momento, uma nova geração tomar conta.

A França chega ao Brasil com confiança, com um novo astral e com um craque, um dos maiores da atualidade: Ribery. O craque do Bayern de Munique, da Alemanha, rivaliza com Messi e Cristiano Ronaldo pelo topo do futebol mundial. Na Copa, terá a chance de levar uma seleção, embora desacreditada, à conquista do bi. Se tiver o Brasil pela frente, ainda melhor, já que a França costuma se dar bem diante dos brasileiros, como foi em 1986, 1998 e 2006.

No dia 6 de dezembro, o sorteio vai definir os confrontos da Copa do Mundo. Como não é cabeça-de-chave, é muito provável que a França já esteja no caminho de outras grandes seleções. É  bom que os olhos já estejam abertos, pois, no mínimo, o que a França merece é respeito.