Divertida esta procura pelo ar livre, pelo sol, pelas varandas, parques e jardins. As pessoas não suportam mais janelas fechadas, aquecedores e luz elétrica.

Depois do longo inverno, qualquer espaço público que tenha umas flores, umas plantas ou uma árvora vira área de piquenique, área de repouso e até mesmo espaço leitura.

Piquenique na Madeleine

Não resisti à cena. A Igreja Madeleine, na hora do almoço, totalmente ocupada.

Eles trabalham por perto e aproveitam o sol e a primavera no tempo cronometrado do almoço.

Na falta de um parque nas proximidades…

Eles devem passar na Hédiard, na Ladurée ou no Fauchon, todos endereços ao lado da igreja,  compram o que tem de melhor  e se instalam nas escadas e nos muros laterais da igreja.

Simpático, não é?

Quando ainda passava o inverno por aqui, a partir de maio sentia a mesma necessidade imperiosa de espaços abertos e ar livre. E a mesma aversão aos ambientes fechados. Mesmo nos dias mais quentes, não me sentia atraída pelas salas fechadas, desta vez com ar condicionado.

Hoje percebo a sorte que tive de ter nascido em um estado brasileiro onde o inverno não é rigoroso e o verão ameno. Passei parte da minha vida ao ar livre.