A definição do luxo é uma tarefa árdua.

Jean Michel Wilmotte, arquiteto e urbanista francês, em entrevista recente aceitou o desafio de definir o conceito.

Ele vê o luxo como espaço na sua definição ampla. Espaço identificado como lugar,  o luxo seria não se sentir confinado dentro de um determinado lugar. Espaço identificado  como tempo, o luxo seria não se sentir prisioneiro das modas e regras de um determinado momento.

Wilmote se considera um monge do luxo pois ele descarta o luxo excessivo e o luxo ostensivo. O luxo é discreto e não se exibe. Ele deve uma suspeita, algo que aguça nossa curiosidade.

As imagens que representam o luxo para este grande arquiteto são uma imensa biblioteca com uma escada de madeira, uma lareira com chamas verdadeiras, uma banheira diante de uma paisagem que se prolonga até o infinito.

O seu  luxo pessoal é a possibilidade de escapar, largar tudo o tempo de uma exposição.

O meu luxo pessoal é a possibilidade de ver criança acima contemplando Paris.

Como avançar a definição do luxo?

Algumas das intervençõs de Wilmotte:  o Departamento de Ars Premiers do Museu do Louvre, os móveis urbanos da avenida Champs Elysees, a Place de la Libération de Dijon, o Château Clos d’Estournel...

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