Alguns anos atrás, se eu dissesse  em conversas informais entre amigos franceses que gostava de queijo associado à um doce era imediatamente chamada de bárbara.

A minha deliciosa  goiabada com queijo mineiro era considerada um erro gastronômico de culturas inferiores.

Mais tarde descobri que os corsos serviam queijo com geléia, de preferência geléia de figo. Fiquei mais tranquila. Afinal dentro da cultura superior tinha encontrado, nas margens, claro, uma réplica dos meus costumes bárbaros.

Outro dia, no final de um jantar entre amigos em restaurante reputado pela sua cozinha respeitosa das tradições culinárias, eis que aterrissa na mesa o queijo brie cortado no meio e recheado com nozes, avelãs e mel.

Para completar o prazer da degustação e da fartura açucarada,  um vidrinho de mel ao lado.

Estávamos cronologicamente avançados nas Minas Gerais.