Vocês estão aflitos com as greves, com as ameaças terroristas, me escrevem perguntado se devem enfrentar a situação ou desmarcar tudo.

Relaxem.

Primeiro, Paris sem greves seria mortalmente sem interesse. Nada como ver os cidadãos na rua, dos adolescentes aos aposentados, todos contra o governo. Eu pessoalmente sou a favor.

Mas acho que Paris tem clima de festa quando os franceses ficam nervosos com os dirigentes. A cena se repete todos os anos. Ou os dirigentes são péssimos ou os franceses complicados.

Atentados? O perigo existe há anos. Integramos o fato. Mas não acredito que seja mais perigoso viver aqui do que aí. Circulamos de uma ameça a outra, do terrorismo à violência urbana.

Só para por fogo na fogueira, todas as refinarias de petróleo estão agora em greve. O oleoduto que abastece os aeroportos parisienses não funciona mais. Mas a direção do CDG e de Orly garantem que os aeroportos possuem reservas.

Relaxem, nada, mas absolutamente nada, deve atrapalhar a viagem de vocês.

Venham sim.

Chegando em Paris, esqueçam as greves e peguem táxi.

Como disse, perigo por perigo, nós brasileiros estamos acostumados com a coisa.

Peguem os aviões com os tanques cheios de combustível brasileiro. O que pode acontecer é que eles estarão vazios para o retorno.

Que mais vocês poderiam  pedir a Deus! Um email rápido enviado aos próximos: “Caros, não podemos voltar. Greves paralisam a França”.

Foto: Le Post