A atriz Brigitte Bardot foi uma marco no cinema francês. Alguns dos meus leitores devem se lembrar com emoção do filme …e Deus criou a mulher. Ela terminou sua carreira profissional na anos 70 e hoje, com 72 anos, é uma defensora dos animais.

Ela já foi julgada 5 vezes por incitação ao ódio racial e recentemente condenada a pagar uma multa de 15.000 euros por causa de suas declarações sobre a população muçulmana vivendo na França. BB, como ela era conhecida dos brasileiros, é contra as práticas religiosas dos muçulmanos, sobretudo o sacrifício dos carneiros para a festa do Aid el Kébir. Ela é contra, na sua forma de pensar, a islamização da sociedade francesa.

A diversidade religiosa aumentou muito nas últimas décadas. Se em 1970 80% dos franceses se declaravam católicos, em 2006 este índice caiu para 65%. Dentre os católicos atuais somente 52% pensam que Deus existe. Os restantes se declaram católicos por tradição familiar e cultural.

O agnosticismo está aumentando e 25% da população, sobretudo os jovens, não possuem religião.

O islã é a segunda religião da França, 4 milhões de pessoas ou seja 6% da população.

O protestantismo está estável nos seus 2%.

Os cristãos históricos aumentaram muito. A Igreja Ortodoxa, a Igreja Apostólica da Arménia, as Igrejas Orientais. Eles hoje são 750.000 pessoas.

O judaismo reúne 600.000 pessoas, sobretudo os sefarades oriundos no norte da África.

O budismo saiu da marginalidade reunindo 400.000 pessoas originárias da Ásia.

A liberdade de credos é um direito fundamental da democracia francesa e a noção de laicidade implica uma neutralidade do Estado em relação a todos os cultos religiosos. Quer dizer, aqueles que não perturbam a ordem pública.

De um lado o Estado assegurando os direitos fundamentais e de outro a dificuldade de parcelas da população francesa a conviver com as diferenças.