Torre Eiffel na segunda guerra mundial

Torre Eiffel na segunda guerra mundial

Fonte: Roger Violet

No dia 24 de junho de 1940 Hitler visitou Paris conquistada e deserta. Filmado pela propaganda alemã ele entrou na Madeleine, deu uma volta em torno de Ópera, atravessou a Place de la Concorde, passou pelo Arco do Triunfo e parou no Trocadero. Do terraço ele contemplou a Torre Eiffel e tirou uma foto que foi difundida mundo afora.

Torre Eiffel segunda guerra mundial

Torre Eiffel segunda guerra mundial

Fonte:Bilderwelt/Roger Violet

Mas a torre resistiu à ocupação alemã. Durante toda a guerra os elevadores, conscienciosamente sabotados, não funcionaram. Só voltaram as atividades normais no final das hostilidades quando a bandeira francesa foi hasteada no alto da Torre.

Primeiro restaurante

Primeiro restaurante

Fonte: Neurdein/Roger Violet

Símbolo maior de Paris que se transformou no símbolo da França inteira, omnipresente na paisagem parisiense pois vista de todas os pontos da capital, aquela que o grande arquiteto Le Corbusier dizia “signe de Paris aimé, signe aimé de Paris”, a Torre Eiffel foi repudiada pelos parisienses da sua construção até os meados do século XX. Considerada como um objeto estranho que esmagava os outros monumentos pela sua altura e corpulência metálica, ela só escapou da destruição porque defendida pelos militares e cientistas que avançavam argumentos úteis. Ela serviu às primeiras experiências do telégrafo sem fio, foi posto de observação militar durante a 1° Guerra Mundial, captava as mensagens e vigiava os aviões durante manobras militares, resistiu à Hitler e participou das festas da libertação de Paris da ocupação alemã se transformando temporariamente em bordel militar para os soldados americanos.

Em 1964 ela foi definitivamente inscrita no Inventário dos Monumentos Históricos e ganhou para sempre os corações dos francesas quando a Torre Montparnasse foi construída. Todos passaram a acha-la sempre moderna, cheia de graça e leve, enquanto a outra foi considerada imediatamente caduca.

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Referência bibliográfica: Les Lieux de Mémoire, direction de Pierre Nora, Gallimard, 1997